Voce Acendeu a Luz da minha Vida
Quantos meses do ano
ainda viveremos cercados
Por uma vida repleta de enganos?
Começa mais um Janeiro
E o Mundo continua sendo
Um simples viveiro de Seres Humanos
Perdidos no tempo e no espaço
De fracasso em fracasso
Vai passando Fevereiro
Fingimos dar as mãos
Esquecemos dos irmãos
e pensamos em dinheiro
De fracasso em fracasso
Atravessamos o mês de Março
Progresso ninguém viu
Não viu ao menos
passar o mês de Abril
Assim você caiu
E assim eu também caio
De corte em corte
de taio em taio
Passa Maio
De egoísmo em punho
Atravessamos Junho
Enchendo o Mundo
de Lixo e entulho
A Humanidade passa Julho
O Governo cria outro imposto
e a gente elege um novo encosto
Assim chega o mês de Agosto
A família recebe um novo membro
e passa Setembro, Passa Outubro
Passa novembro
Humanidade, raça ruim!
O Ano e o Mundo
Cada vez mais perto do fim
Chega Dezembro
E a gente continua
e há de prosseguir
Pra sempre assim.
Nada além disso
Só isso
Nada além de arte
Pequenos pedaços de vida
Pequena vida
dividida em partes
Em constante movimento
No mesmo momento em que algo chega
Algo também parte
Mas partindo, deixa sempre algo de si
Aquilo que passa, se não deixa marcas
Não tem graça
E nenhuma utilidade
E eu não quero
Não pretendo e não procuro
Nada além disso
é so isso
Não vivo e nem quero jamais
Viver, se não existir
Algo que me faça sentir
Que existe sim, um compromisso
Leve e breve
Porém profundo e duradoro
como a morte
Que por sorte ainda não veio
Enquanto isso
Vamos todos vivendo
Rindo, amando e fazendo poesia
Se chove hoje
Não me esqueço
Que ainda ontem
Ardia um lindo Sol
Esta lembrança
Me provoca, então
Forte alegria
Lindas e simplíssimas palavras
dançam ao redor do coração
Que apesar de tudo
Ainda é de criança
Apesar de já não ter o mesmo viço
E é isso que me faz feliz
Nada além disso
Apenas isso
O Mundo é como um violão pendurado na parede e a vida é como uma canção. Existem milhares de canções pra se cantar e muitas mais que ainda não foram escritas. Aprenda os segredos do Mundo como quem aprende os segredos de um instrumento e faça da sua vida a mais linda canção que já se ouviu. Ainda dá tempo!
A vida é uma historinha bonitinha, em que todo mundo morre no final.
Morre quem falou bem, morre também quem falou mal.
Por que ligar pra tudo isso, então?
O motivo que faz a diferença, mais do que muita gente pensa
É que a viagem não termina aqui, onde tudo está de passagem
O que diferencia tudo, na verdade
É que algumas pessoas viveram com dignidade
Outras não.
Quando eu era criança
Sempre desenhava Sóis sorrindo
e nuvens com cara de nuvens boas
A vida foi passando
E tempo escoou por entre os dedos
Que há tempos não mais desenham
O Mundo não parece mais
Ser daquele jeito lindo que eu via
O coração anda cansado de bater à toa
Um minuto passa lento
e outro voa
A tristeza me maltrata com certo requinte
E eu chego a esquecer os minutos
Quando a gente vê, passaram vinte
Andei divagando
Lembrando de um pé de pitanga
Perdido nas mangas do tempo
Longas horas passei sob ele
Aguardando a chegada dos domingos
Que era quando eu sumia
Nunca mais houve tanta alegria
Nunca mais houve quase nada
Além de medo
Que não existia, naquele mundo encantado
Meus dedos não sabem mais
desenhar nenhum sorriso
Nem tecer nenhum poema
Que fale sobre flores
Nuvens boas ou paz
Viver ou não
hoje em dia tanto faz
Nesta vida eu tenho sido tudo
Exceto alguém que algo saiba
E então decidi, talvez por experiência
Que convém tornar-me mudo
Encosto meus ouvidos às bordas do tempo
Mas não conto pra ninguém
O som que me vem lá do outro lado
Mas eu acho que já sei
Aquilo que há
de chegar neste espaço
Em questão de muitos dias
Talvez hoje me alcance a loucura
Pode ser que ontem
Seja eu a ter atingido a sabedoria
E é tão ínfima esta diferença
Que eu concluo crêr
Apesar de não ter, nunca ter logrado ter
Muita intimidade com qualquer crença
Nesta vida, em meu coração
Tem cabido quase tudo
e com o tempo percebi
Como se fosse um sentimento derradeiro
Que por menor que seja, qualquer amor
Não existe amor verdadeiro
Que aqui neste Mundo caiba.
Faça agora, enquanto é tempo
Quando escurecer, poderá ser tarde
A vida continua, mas não é contínua
Fale agora, enquanto há tempo
Este Mundo pode parecer concreto
Mas não existe certeza de nada
O escuro manto da noite existe
Escondido, sob o fino véu da madrugada
Hoje há Mundo, há luz, há vida, há tempo
O tempo é um novelo de lã
a cada momento mais desenrolado
Pode ser que amanhã
Não haja nada.
Não permita
Que sob a sua tutela
A vida maltrate
Aquela pessoa que muito
te irrita
Não dê maus exemplos
A quem quer que seja
Muito menos
A quem de alguma forma
Te imita
Jamais crie normas
Se você pessoalmente
não pretende cumplí-las
Nem acredite cegamente na luz
não deixe que ela te guie eternamente
Quem se fia em tudo que vê
Se ilude com miragens
repentinamente a luz te cega
Os olhos de quem aprendeu
a enxergar na escuridão
nunca negam
uma segunda opinião
Não faça hoje
de olhos fechados
O caminho que trilhaste ontem
Os obstáculos surgem
de um momento pra outro
Invente a cada dia
Um caminho diferente
e conheça todos eles
Mas tenha sempre em mente
Que enquanto não conhecer
A você mesmo
e todas as suas
reações e atitudes
Então não conhece nada
Muita gente ficou no caminho,
Tropeçou na Estrada
Por julgá-la concluída
Seu caminho quem faz é você
Não deixe que o vento te carregue
Pelos trilhos do menor esforço
Você é o andarilho
A Estrada é a vida
Uma grande alegria
Não compre uma briga por dia
Eu torço cegamente
Que você consiga.
A vida vai correndo
O tempo a tudo desfaz
Aquilo que antes transbordava
Vai aos poucos se rarefazendo
Felizes daqueles que compreendem
As leis da vida e da natureza
E as aceitam
Pois se prepararam pra esse momento
E não perdem aquela alegria
Que parecia pertencer à juventude
Pois cada idade tem a sua beleza
A vida é uma coisa linda
Quando bem vivida
E quando chega no momento certo
Até a morte pode ser bem vinda
Os sonhos haverão de permanecer
Mas os desejos vão se amiudando
De maneira obedecer e cumprir
Um ciclo natural
Toda vida é uma missão
Que consiste em vivê-la
Com simplicidade e alegria
E deixar aos que ficam
Um exemplo, uma lição
Pois toda vida termina
Assim, como termina o dia.
A tudo que fiz em vida
Nunca fiz nada direito
Apesar de ter feito
Com todo o amor
Que tenho no meu coração
A causa dessa imperfeição
Creio que se deva ao fato
do meu coração também
Ser algo um tanto imperfeito
repleto de amor perfeito
Porém, com o tempo
Esse amor
Por tanto ser preterido
Foi ficando
Cada vez mais escondido,
machucado, rarefeito
Eu acho que todos pensam
Ser de pedra ou de borracha
Essa coisa que eu trago no peito
e por mais que eu tente
demonstrar
Eu sempre erro, não tem jeito
Resignado, então, eu aceito
Esta porção de ingratidão
Que me chega todo dia
Faço cara e alegria
Engulo a tristeza
e digo a mim mesmo:
-Bem feito!
Nesses anos que eu tenho de vida
Nunca vi nada perfeito
Pois eu jamais busquei a perfeição
Se algo assim passou por mim
Simplesmente não dei-lhe atenção
Nesses anos que vivi sem atenção
Nem nos meus piores pesadelos
Tive a pretensão de parecer
Artista, Poeta ou algum tipo de eleito
Me contento em ser apenas
Este ser, que alguém fez de qualquer jeito
E que depois desses anos
Enxerga mal, caminha lento,
não dorme de madrugada,
acorda cedo e passa o dia a fazer nada
E tem vivido dias perfeitos
Ciente que a perfeição não existe, pois
Se há no mundo algo perfeito
é exatamente aquilo
Que a gente sabe
Quais são e onde estão
Todos os seus defeitos.
Se eu soubesse voar
Eu não sei se voaria
Eu acho que eu queria
Somente entender a vida
Se eu entendesse a vida
Eu não sei se a viveria
Creio que eu queria apenas
compreender a mim mesmo
E se eu me conhecesse
eu acho que não queria
Ser amigo de mim mesmo
Se eu pudesse me ignorar
creio então, que eu aceitaria
O dom de voar e sumiria
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
"A vida às vezes pode parecer uma concorrência, uma disputa, um concurso ou algo assim. Por mais que ela pareça ser isso, nunca perca o foco e jamais se esqueça: A vida não é nada disso, a gente precisa se corrigir rapidamente. A gente precisa com urgência, salvo raras exceções, abandonar as equivocadas doutrinas nas quais fomos educados, pois nossos pais e alguns educadores nos ensinaram muita coisa errada. A Vida é a vida: Algo pra ser vivido com alegria, desprendimento, solidariedade e amor ao próximo. Deus não nos colocou no Mundo pra descobrir qual de nós ´é o melhor.
A vida não é um concurso, uma concorrência ou uma disputa. Essas coisas existem para classificar alguns e deixar outros de fora, portanto, se todos nós estamos vivos e vivendo a vida, ela não pode ser isso. Nós é que precisamos, enquanto há tempo, aprender a enxergá-la de outra maneira."
A vida repleta
de caminhos incertos
todos eles livres, abertos
A quem queira caminhá-los
A única opção inexistente
É aquela que eu tanto queria
Pois hoje ainda não é o dia
Em que eu finalmente
Estarei, enfim, ausente.
Aqui, todos caminham corretos
Exceto eu.
Nenhum ser é tão abjeto
Quanto eu.
Ninguém trilhou um caminho
Tão incompleto quanto o meu.
O dia nasce
por mais que durante a noite
Eu tenha pedido ao tempo
Que ele parasse.
Os pássaros que voam
Não mais voam por mim,
Nem as nuvens que tapam o Sol
Fazem sombra sobre mim
Mas Deus põe a mão no meu ombro
E me Diz que, por ora
As coisas tem que ser assim
Isso vai buscar, enfim
Em meu âmago absorto
Um sorriso escondido, guardado
Fingindo morto
E eu vejo a manhã de hoje
Como se hoje fosse o amanhã
Que há muito tempo eu espero.
Tem dias em que a gente
Simplesmente pensa
e pensa sinceramente
Que não compensa
Olha a vida pelo lado de fora
e dá vontade de ir embora
Pois ela parece apenas
Um absurdo que deu certo
Uma coisa passageira
Que dura uma eternidade
carente somente
de motivo concreto
haja visto
Que não dá pra entender
e nem mudar pra melhor
tudo isto
tem dias em que eu
Simplesmente
Quase desisto
Com o tempo a vida ensina
Que assim como a falta de amor
Todo amor que for demais
Sempre traz atrás de si
À reboque
Um toque demoníaco
Que quando se espalha
A tudo contamina
E o coração não suporta
Foi vivendo que aprendi
Que quanto mais portas
Eu abrisse ao Mundo
Mais portas pra mim
O Mundo fecharia
Pois quanto mais risos eu ria
Mais vultos distantes
Me dando as costas
Haveria de ver
E aprendi a recusar convites
Me cansei de evitar confetes
Deixei de ser
Aquele que eu era antes
Passei a olhar a tudo
Protegido
Sob o escudo da prudência
A lente da confiança
Abandonou-me os olhos
Após tantas punhaladas
Que deu-me a vida
Devido à falta
Da devida vivência
Que eu carecia
Hoje
A cada vez que nasce o dia
Eu desconfio daquilo que me espera
E me atiro ao circo de feras
Sem ódio, rancor ou vingança
O tempo ensinou-me apenas
A esperar que algo bom aconteça
Mas que porém
Espere sem muita esperança.
Estive olhando o mundo
analisando friamente
com os olhos, a mente e o coração
o quanto a vida pode ser
Ao mesmo tempo boa ou ruim
pois tudo depende
de coisas que a gente simplesmente
não põe na balança enquanto vive
pois, apesar de viver pensando
Não cuida muito bem
dos pensamentos que nos vêm
cultivando valores falhos
houve dias que vivi à toa
e me foram muito mais produtivos
que outros dias de ativo trabalho
noutras vezes, após
mergulhar as minhas mãos
em um vespeiro
é que fui perceber
a minha afoitez incauta
Mais tarde percebi
que os dinheiros que eu não ganhei
não fizeram-me a mínima falta
diante das palavras de carinho
que muitas vezes eu podia ouvir
e não ouvi
As pétalas das flores
que o vento espalhou
subindo ao Céu
enquanto eu suplicava
que elas não subissem
Se ontem eu soubesse
metade do que eu sei agora
eu teria roubado e aberto
as gaiolas de passarinhos
de todos os meus vizinhos
a permitir que eles também
fossem embora
Contudo, optei por falar
Quando era hora de calar
e me calei, simplesmente
Quando uma simples palavra minha
Teria feito que este mundo
Se tornasse um lugar melhor
pra muita gente
Tem horas em que a gente
simplesmente se cansa
e passa a ver este Mundo
de um jeito que antes não via
e percebe que deixou de pesar
muita coisa na balança desta vida
enquanto vivia
A vida que Deus me deu
é a vida que Deus nos dá
Um Presente Divino
E como qualquer outro menino
Me atrapalhei pra desembrulhar
E rasguei-lhe
Quase que completamente
Sem nem ao menos olhar
A fina estampa
dos papéis coloridos que a envolviam
Queria enxergar-lhe a essência
desvendar e provar-lhe a substância
Passar correndo pela infância
Com pressa de chegar em algum lugar
Sem nem ao menos saber
O que é que eu ia encontrar lá
O papel colorido se perdeu
E eu não me lembro nem
Quais as cores que ele tinha
Ou se havia desenhos de Montanhas
Estrelas ou flores, talvez uma casinha
Quem sabe Deus não tenha Escrito
Algumas palavras
Naquele papel tão bonito
Que eu rasguei sem olhar.
No interior daquele embrulho
Havia peças espalhadas e dispersas
Era um Enorme Quebra-cabeça
E ainda agora
Por mais que eu peça
Por mais pessoas que eu conheça
Até hoje eu não achei
Alguém que o soubesse montar.
Foi amando que aprendi
Que a vida me deixou aqui
Pra que eu pudesse
aprender a amar
e vivendo descobri
Que tem coisas
Que para aprender, demora
No percurso
A gente ri e a gente chora
Buscando motivos pra vida
E a existência das estrelas
Rebuscando, em momentos de dor
A causa que me fazia
Vê-las tão distantes
E não ver o amor
Que a vida toda esteve perto
Vida, viagem longa e passageira
varia, dia a dia
Pois
Enquanto o tempo vaga
Sem pressa
Fazendo-me perder-lhe a conta
há nele sempre
duas pontas e a gente o remonta
Mas não existe amor que se meça
Existem sim
Amores que o tempo dilui
e de volta ao infinito, flui
Voltando ser parte integrante
da verdade que não vimos
Mesmo existindo
por toda uma eternidade, pois
O amor é a verdade sem pressa
e que sempre
há de voltar depois.
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