Voce Acendeu a Luz da minha Vida

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A minha maior alegria
É poder me sentir muito perto
Nos momentos em que pareço
Estar pra lá de distante
E ao mesmo tempo me sinto triste
Quando vejo diante de mim
Tanta coisa
Que não queria que fosse assim
Falta de chuva no deserto
Parece coisa errada
Que sempre esteve certa
Noites sem estrelas
Leitos sem rio
Rios sem peixe
Não há muito
que se possa mudar
Mas não deixo de ter esperança
Em poder fazer um pouco que seja
Pra mudar as coisas
Que não deviam ser
Tampouco acontecer
Todo mundo um dia pensou
Ao menos por um breve momento
Em ser rei
E todo rei um dia percebeu
Por um momento mais breve ainda
Que ele realmente não o era
Não existe no mundo
Corrente mais resistente
Que aquela vontade que nasce
dentro da gente
de maneira repentina
Nem existem laços mais fortes
Que aqueles surgidos
Num simples abraço sincero
E de repente
Muda tudo
Até mesmo a maneira de se encarar
o fim de mais um dia
Espero aquele que vai nascer
Como se antes dele
Eu nunca tivesse visto nada
E cada vontade que se apresenta
Que venha renovada
E que a gente nunca mais
Se sinta distante
de nada que a gente queira
Não existem lugares longe demais
Ou destinos
Que não possam ser mudados
Se você também
Enxergar as coisas assim
Haverá sempre um pouco de mim
Bem aí
Ao seu lado

Inserida por edsonricardopaiva

Minha fome
É uma arte
Que faz parte
da minha natureza humana
Minha fome
Me consome
Mas
Mesmo estando um trapo
Eu sempre retiro
O fiapo que tem na banana
Mas eu sei
Que tem gente que come
Há momentos
Em que a fome
é de conhecimento
Mas tem coisas
Que depois que a gente sabe
a gente pensa
Que era melhor não ter sabido
Tem hora
Que é fome de afeto
A palavra correta
Falada no ouvido
Fome de descanso
Fome de viver
Num mundo mais manso
Fome de abraço
Assim que passar
O cansaço
Tem dias
Quase todo dia
Que sinto fome de poesia
daquelas que consomem
Com toda tristeza
E me nutrem de beleza
Depois disso tudo
Me sento à mesa
repleto de fome
Não dá pra fugir
À minha mais primária natureza
de homem

Inserida por edsonricardopaiva

Existem momentos
Em que meu coração se agita
Porém, minha alma
Imutavelmente estática
Não geme e não chora
Não diz a verdade
e não mente
Não sussurra...não grita
Não suplica, não implora
O Fleumatismo da calma
Vem somar ao coração
Essa tortura
O coração se revolta
nas suas fibras mais íntimas
A alma,
com a sua costumeira indiferença
Não dá a mínima
E eu
No meio disso tudo
Me guardo o direito
No final de cada dia
Permitir que a alma
Escondida em algum canto
chore o pranto dos perfeitos
E o coração
Repleto de defeitos
Carregado de tristeza
Carente de paz
Ria
Ria até não poder mais.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

"Eu me decepciono com as pessoas todo dia.
Eu perco a minha fé em Deus todo dia.
E toda noite, antes de me deitar, eu desisto da vida.
Mas o dia nasce e eu percebo que a vida não desistiu de mim.
As mesmas pessoas que me decepcionam, continuam contando comigo, pois tem certeza que eu estarei guardado na geladeira onde me colocaram, pra quando precisarem.
Isso me traz a certeza que Deus não perdeu a fé em mim, ainda. Então eu me levanto e vivo."

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Amanheceu
Eu já estava levantado
Quando amanheceu
Minha vontade que amanhecesse
Carregou meu sono
O dono do lugar onde se fazem sonhos
Andava triste comigo...e eu com ele
Então eu fui para a janela
E bem antes do amanhecer, amanheci
Em pleno fim de madrugada
Reparei
Que o próprio Planeta Vênus
Brilhava um brilho mais ou menos
Alguma tristeza qualquer
Tinha levado os seus sonhos também
Penso que ninguém sabia
Mas quando a estrela brilha mais bonito
Está sonhando sonhos sem iguais
A diferença
É que quando amanhece
Cá da Terra vemos
O lugar onde nascem os dias
Mas as estrelas, quando acordam
Podem olhar para o infinito
Um lugar
Infinitamente mais bonito
Que esse que a gente vê
Mas naquele amanhecer
Bem antes de o dia nascer
As estrelas faziam questão
De me mostrar que também me viam
E eu tinha a nítida impressão
Que me reconheciam
Enquanto cresce essa distância
A importância das coisas desimportantes
Passa a importar diferente
E é só nesse momento que se repara
Que o mesmo Deus
Que preparava o dia das folhas
das correntes de vento
das gentes que pensam lento
dos algozes e dos pedintes
Chegava antes no lugar
E preparava o dia dos insones
e das estrelas também
de modo que, sendo invisível aos olhos de ver
Amanhecia, do jeito que amanheceu
E tanto as estrelas, quanto eu
Debaixo daquele Céu, não via
Por falta de olhar mais profundo
Não via
Mas todo mundo obedecia
Pois não há como prender a noite
Tampouco impedir o dia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Eu quis fazer a seleção
dos meus melhores "quases"
Mas a minha sucessão
de quases foi tão imensa
Que penso ter sido, talvez
A unica vez na vida
Que quase não tive dúvida
Eu quis fazer e não fiz
E eu quase fiquei feliz
...mas não deu!"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Bom dia, amiga manhã
Ainda quando era ontem
Eu te olhava da minha janela
Eu te via exatamente
Exatamente naquela hora que você pediu
A um bando de pássaros, que cantasse
E hoje eu gostaria tanto de pedir-te
Que você saísse, pra gente brincar
Mas não pra imaginar de sermos nós, manhã e eu
Brincar de ser criança, de ser gente
Brincar de correr, de um jeito que não se corria antigamente
Correr pela manhã até ficar de tarde
Correr pela vida, querida manhã
Fingir de sorrir novamente
Do jeito que a gente sorria
Quando o jeito era correr
Atrás de fazer a tudo que está feito e consumado
Se você quiser sair para brincar de ser passarinho
A gente faz um ninho com um ramo de flores mortas
Num galho da árvore da vida
A árvore da vida torta
Pega aqui na minha mão
Senta aqui do meu lado, querida manhã
Divide comigo meu pão
Existe ali na frente um horizonte alaranjado
Um Sol que arde e vai arder até perto do final da tarde
É sinal que a vida existe, querida manhã
Manhã com cara de manhã tão triste
Divide comigo
Esse fardo de não ser manhã
E de não poder nascer de novo, igual você."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante
Sob um pé de pensamentos
Entremeado de dimensões
Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco
Só que esse era mudo, era atroz qual num galope
Mas não tinha voz
Era feito de espera, era quase perfeito
Penso que quem não o conhece
Pode ser que pense que era e o compre
Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Minha casa
São asas que saem de mim
Que me cabem nos bolsos
Mesmo que bolsos não tenha
São brasas que aquecem
Ventos frios que arrefecem
Minha casa é palavra guardada
Das coisas vazias que eu ouço
Meio termo, meio-dia
Meio morna
Fria totalmente
Não importa exatamente a forma
É tudo aquilo que eu sou
Mesmo
Que jamais eu tenha sido tudo
Pois eu tenho tudo isso em mente
Minha moradia é uma semente
Um nada, um pé na estrada escura
É uma luz acesa que me ilumina
E mesmo assim, não tendo nada
Minha casa é meu abrigo
Que sou só eu mesmo que vejo
Porque sou só eu mesmo que sei
Que o endereço dela é em mim
E tem sido assim desde o começo
Pra poder um dia levá-la comigo
Por mais longo que seja o dia
Há sempre o momento
Em que o dia termina

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Até onde alcança a minha visão
Pra dentro do coração
Pra além de onde enxerga a vista
Onde estão as pistas deixadas
Há momentos em que correm os ventos
Num torque que não resta nada
E é hora do ataque, do desembarque
Um dia o parque da nossa infância
Regressa pra vila onde a gente brincava
E novamente há meu nome no muro
Na mais pura escuridão
Que o tempo distante
Demonstra um talento inato
Quando o rabisca
Num autêntico nunca mais
Um sapato que machuca os pés
A saudade curiosa
Daquela fotografia que só se viu uma vez
O passo impreciso
De quem precisa aprender a andar
Era um azul de mês de setembro
Em cada lugar era um nome
Aquela rua, que era tão bonita
Mal iluminada e triste agora
A vida insiste, irredutível
Passei por lá noutros tempos
Ela estava pintada de abril
Nada mais que a bela e triste poesia
Que não podia ser recitada
Era assim que a gente obedecia
Pois nada nunca foi
Mais decidida que a própria vida
Uma conquista a mais
Outra alegria abrandada
Outra risada perdida
Escondida em algum lugar, lá dentro do coração
E que a vista faz questão
De pra sempre esquecê-la
E chega mesmo a duvidar que foi de verdade
Mas que a gente se lembra de vez em quando.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Porém, vence a luta.

Alma nua minha
Vaga
Um mundo em brumas
Vai, navega a valsa
Entrega à luz o olhar avesso
Esquece a dor assim
Assim, a dor esqueço
Se é que alguma dor
Minh'alma tinha
Alma descalça
Baila a solidão do teu destino
Entrega a mesma indiferença
Mas traz de volta sempre
Eternamente a esperança
Contenha-se
Guarda a lição aprendida
Como disso dependessem nossas vidas
Muros altos, nuvens, nevoeiro...escuro
Não se sabe quando
Um dia, um olhar derradeiro
e depois o silêncio, sempre há de surgir
Tira disso o que te houver de puro
Que te parecer
Alma minha
Cada estrada é diferente
Mas todas terminam
Guarda-te em si mesma
Porém, vence a luta
O ar sempre resiste ao pássaro pequeno e triste
Que atravessa o céu em plêno pico do sol
Eu fico aqui do teu lado
Alma solitária
A resistência é que garante o voo
Assim como a tudo que demais existe
Aparentando indiferente e livre
Entregue à luz, de olhar avesso
Porque toda liberdade exige um preço
Assim permaneço ao teu lado
Assim como sempre eu estive.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Dominador

“Sou minha originalidade e faço desta minha maior qualidade, a intensidade. Muitas vezes queimo etapas, atropelo opiniões e faço o que penso no primeiro estalo. Outras vezes "quebro", mas insisto, pois a vida não tolera os que somente olham e apreciam...

Eu pego pra mim, mesmo que seja gente.

O Duque

Inserida por MarceloHB

⁠Mito

Na minha utopia de amor,
amo sem cansar.
Sorrio sozinho
ao lembrar
deste louco amar
que guarda em mim
as marcas do namorar,
do junto estar
e o mesmo sonho sonhar.

Na minha utopia de amor,
o preto e branco dão lugar
a translúcida cor do mar.

Jorge B Silva

Não é a vida que é injusta, mas as pessoas que desaprenderam o gostar de amar.

Inserida por MarceloHB

"Os reflexos de minha endorfina esquadrinham no elo de uma consciência perdida, no vácuo de uma história trival, explicações do qual eu possa desenvolver respostas óbvias para o que sinto, no que diz respeito a um imprevisível clichê, de uma ocitocina platônica."

Inserida por macjhogo

⁠"A anáfora de minha alucinação periférica, adormecida pela tese de um neurótico insight, desencadeia um zênite embate dialético... Filtrado como causa de uma antítese ortodoxa dos meus primitivos pensamentos, gerando uma síntese
retórica de ciclos decrépitos, num sentido antagônico ao niilismo existencial
de moléculas, aleatoriamente traçadas numa deriva calopsia do universo.
Sobretudo, resiliente ao paradoxo de uma dispneia psicogênica de uma prospecção assertiva. Catalisando, no que lhe concerne, o protagonismo complexo de uma alexitimia ipseidade."

Inserida por macjhogo

⁠"A minha falha como cristão, não anula a veracidade das sagradas escrituras e nem justifica a permanência do meu erro."

Inserida por macjhogo

⁠"Meu silêncio é a minha voz, falando quando as palavras se tornam inúteis."

Inserida por macjhogo

⁠“Reflito a glória de Deus quando meus atos são puros, mas carrego a marca da minha imperfeição quando me desvio do caminho.”

Inserida por macjhogo

⁠“Em minha jornada, carrego a cruz da minha humanidade, tropeçando nas pedras das minhas fraquezas.”

Inserida por macjhogo