Voce Acendeu a Luz da minha Vida

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Verve em mim a súplica do sorriso, mesmo desleixado, depois do abraço.
E dói em minha têmpora, quem sabe alma, a falta dos seus braços para o abraço.
Fervilha as letras desunidas neste ajuntamento de ais que nascem da sua insensibilidade.
Morro o que me alimenta, mas hei de vencer este desencontro para me encontrar em uma alma feliz.

Inserida por BALSAMELO

Minha alma se entristece quando ela olha e não sente o que vê.

Inserida por BALSAMELO

Sou aqui.
Cá.
Com a melhor companhia!...a minha!
Por isso, não temo a solidão!

Inserida por BALSAMELO

A minha alma se conforta sentindo que a sua boca desenha uma alegria!

Inserida por BALSAMELO

⁠Pensei criando e, ao viver o criado, pude sentir nova sensação mesmo experimentando a cria da minha alma!

Inserida por BALSAMELO

Assustei o susto!
Ele dizia o que não soava bem à minha alma!
Cantei baixinho para sintonizar os anúncios nascidos no vento!

Inserida por BALSAMELO

Pensando e causando os movimentos necessários para a congruência da minha caminhada!
Ninguém está obrigado a seguir comigo, entretanto, certamente, perde quem segue sem a minha fiel entrega e verdade!... e, pior, quem segue sendo atirada ao vento e aos beija-flores da vida!

Inserida por BALSAMELO

⁠Incontáveis flashes sinalizam minha alma!
Avenidas estupefatas de gente apressada e, depressa, o dia findara!
A noite boceja não querendo ser despertada da hora de descanso!
Não é possível viver na impossibilidade de ser acordada!
Gritaram gemendo tantos abutres transeuntes!
O dia insiste morrendo outra hora!
Acordados!.... seguiremos com a lua!

Inserida por BALSAMELO

Dou sentido ao sentido recíproco da minha entrega!
Outras irrelevâncias não ocupam espaço em minha alma!
Sei me comprometer com a possibilidade da minha entrega sem, contudo, esperar o que não possuem para ⁠me oferecerem sem o preço vil do perecível!

Inserida por BALSAMELO

Escrevo as letras extraídas da percepção da minha lupa existencial!⁠...
evidentemente, que na visão sentida da convivência, existem muitas letras que foram manchadas pela sua indiferença!

Inserida por BALSAMELO

⁠Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só. Minha fronteira tinha que ultrapassar a mim mesmo, não me tinha confinado no enquadramento de uma cultura distante. Eu tinha que ser eu mesmo, esforçando-me por me estender como as próprias terras, onde me tocou nascer.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
Inserida por pensador

⁠Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
Inserida por pensador

⁠#FÊNIX

Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...

Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...

Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...

Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...

Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...

Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...

Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...

Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...

Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...

E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...

A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...

O fênix renasce...
Para lhe amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#O #JOELHO #É O #CULPADO #DA #MINHA #REVOLTA

Comendo joelho...
Bem assado no tabuleiro...
Queijo com presunto...
Feito por um bom cozinheiro...

Massa fofinha...
Bem temperada...
Do forno quentinho...
De dar água na boca...
Daquele jeitinho...

Bananas fritas com canela...
Também cozidas ...
Na panela...

Frango com quiabo...
Ovos caipiras...
Arroz soltinho...
Polenta molinha...
Que delícia...

No café foi cuscuz...
Com ovos e linguiça calabresa...
Café coado no coador de pano...
Leite de cabra...
Um espanto...

Fico admirado...
Tanta gente cozinhando...
Sem nenhum cuidado...

Cada comida feia...
E tão cara...
Tempero de sazom...
Não vale nada...

É muito doce...
Daqui a pouco fico diabético...
Quero mais carne...
Não ser magrelo...

Vendem um potinho...
Tão pequenininho...
Tão fraquinho...

Tem pena de abastecer...
Mas o meu suado dinheirinho...
Crescem o olho...
Podem crer...

Oh cidade cara...
Cheia de pessoas com usura...
Metem a mão descaradamente...
Não tem pena nenhuma...
Da gente...

Querem ficar ricos...
Esfolando um pato...
Falando de bicho...
Vocês não passam de um bando de ratos...

São Benedito deve estar admirado...
Comida boa...
Em bom prato...
Graças a Deus...
Não sou deixado de lado...

Aqui deixo minha queixa...
Não aguento mais ver...
Comidas repetidas...
Não fazendo intriga...
Quero bem comer...

Será que não dá para a imaginação usar?
Tipo fazer...
Comida não tão cara...
Se querem bem vender?

Não venham me enganar...
Sei também cozinhar...
Cada prato caro...
Super faturado...
Perco já o prazer...
Antes mesmo de comer...

Na sopa colocam maizena...
No leite água para render...
Ovo tão sem graça...
Gema bem amarela quero ver...

Feijoada só tem pele...
Pé, rabo e orelha....
A farofa é só farinha...
Não tem baicom e nem uma linguicinha...

O feijão está desnutrido...
Couve amarga...
Cebola...nem o cheiro...
Cadê o alho?
Está sumido...

Eu cozinho...
Mas não gosto de cozinhar...
Fazer comida só para mim...
Não dá...

Aprendi com meus pais...
Que a fartura tem que ter lugar na mesa...
Sentar com a parcimônia não me interessa...

Pouca coisa não enche minha pança...
Gosto de abastança...
Não me incomodo de pagar...
Quero festejar...
Só não quero é me deixar roubar...

Se a carapuça serviu...
Pode na cabeça usar...
O Facebook é meu...
Qualquer coisa que me interessa...
Vou postar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠PERDIDO

Meus pensamentos são a minha perdição...
Tenho fases, como a lua...
Listas de certo e errado
Rumo a solidão...

Que medo é este?
Levanto a cabeça...
Olha aqui, eu não vou
Nenhum de nós é disso...

As coisas acontecem nessa vida...
Acontecem com você...
Acontecem comigo...
Com todo mundo, isso lhe digo...

Chegou a hora de decidir...
Falo será isso?
Será aquilo?

Por que é que você tem medo?
Enquanto você está com você?

Entro pela porta estreita...
Controlo a fome dos meus pelos seus...
Minhas confusões...
Minhas ansiedades ainda não passaram...

⁠#PÚRPURA

Em um desejo meu...
Cor mística igual minha alma...
De cor púrpura...
Mostro-me assim agora...

Com risadas de loucura...
Conto esta crônica encantada...
Tinjo cabelos antes prata...
Mostro-me assim agora...

Que tudo que não tem nome...
Quiçá bem definido...
Que revele sua magia...
No que agora sinto...

Abro a janela visando o jardim...
Caminho sobre as estrelas...
Tão simples assim...

E no grande amor oculto...
Só o vento testemunha...
Um grande amor que é mudo...

Porque quem não se declara...
Parece que não há mais nada...
Como não existisse amanhã...
Memória desamparada...
Púrpura...
Mostro-me assim agora...

Só preciso mais de um sonho cantante...
Vivendo em pensamento...
Se há mais que um mundo...
Não sei como é...
Como será...
Mas que eu tenha asas púrpuras...
Para nas nuvens poder brincar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ILUSÃO #AMOR

Disse-me tantas coisas lindas...
E acariciou minha pele como se fosse veludo...
Escutei em meus ouvidos seus sussurros...
E um tolo...
Acreditei em tudo...

Nossas vidas têm tantas portas...
E por tantas já passei e ainda vou passar...
Porém com você já não mais sigo...
Não tenho como acreditar...

Que passem os minutos, dias e anos...
Que passem todas as estações do tempo...
Que passem as águas por muitas pontes...
Apesar de tantas aventuras...
Seguirei só e confiante...

Ainda que eu tenha outro entre os lençóis confidentes...
Mesmo que os beijos sejam molhados e quentes...
Não me deixarei, mais uma vez...
Ser seduzido tão facilmente...

Porque sei que ainda assim...
Serei feliz novamente...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ERRANTE

Vago na rua...
Fria e escura...
Sem nem mesmo o clarão da lua...

O vento açoita minha face...
As estrelas uma a uma se apagam...

E as pedras inertes...
Apenas refletem...
O que restou de mim...
Não dizem nada...

Dentro de mim minha alma em agonia confusa, calada...
Já não sonha...
Teve suas asas cortadas...

Quis meu corpo aquecer sobre o seu...
Unir sua boca a minha...
Por que me negara?

Agora o mesmo já não sou...
Em você me encontrei...
E também me perdi...

O calor que o amor me ascendeu...
A todo meu ser me consome...
E na dor tão longa...
Tornei-me um errante agora...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#AQUI #ESTOU...

Minha caminhada ainda não terminou...
E sentado à beira do caminho estou...

Sinto a carícia da brisa...
E o doce forte beijo do sol...
Não há hora melhor para ser feliz do que agora...

Houvemos vista na terra...
Enquanto alguns foram...
E não voltaram...
Virão outros...

Se amanhã de mim sentires saudades...
Lembre-se das fantasias do sonhar...
O horizonte necessita do silêncio...
Para abrirmos nossas asas e podermos voar...

Haverá de vir sempre um amanhã para poder amar...
Enquanto eu cá...
Sonhando contigo...
Estarei a lhe esperar...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

⁠#SONHOS

Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...

Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...

Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...

Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...

E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...

Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...

Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...

Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...

A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...

Sandrinho Chic Chic

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