Voce a Luz do meu Viver
ECOS DO ACASO...
O despertar é uma fagulha num vasto vazio pré-existente, um instante de luz contra a escuridão eterna e silenciosa. Não há um propósito inscrito nas estrelas ou em tabletes de argila, apenas o choque mudo de estar consciente, de respirar. A pergunta é um eco que se perde nos corredores da mente, uma ânsia por uma placa de sinalização num caminho não trilhado. Somos um acidente com a audácia de exigir explicações, uma canção breve que insiste em conhecer a partitura completa. A existência precede qualquer razão, qualquer desígnio oculto, e o porquê talvez seja apenas o som do próprio pulso...
O relógio é um tirano que inventamos para medir nossa queda, seus ponteiros giram velozes, colhendo segundos como flores murchas. A infância é um país distante, visto da janela de um trem em movimento, cuja paisagem desfoca-se em tons de verde e poeira dourada. A velocidade é a percepção do fim, o peso suave da despedida, cada momento um grão de areia escapando por entre os dedos. O tempo não acelera; somos nós que deslizamos ladeira abaixo, e o assombro não é pela rapidez, mas pela proximidade do solo. A memória comprime anos em fotografias sem nitidez, e a vida é esse breve clarão entre duas escuridões imensas...
A ordem do mundo é um quebra-cabeça com peças de outros mundos, não há uma lógica, apenas uma colisão constante de forças cegas. As coisas são assim porque o equilíbrio é um acidente momentâneo, o resultado de um jogo de dados jogado sobre um pano sem gravidade. O caos é a lei fundamental, vestindo o disfarce enganoso da ordem, e a razão busca padrões nas nuvens passageiras. Não há um arquiteto, apenas a poeira cósmica se rearrumando, e a beleza reside justamente nessa falta absoluta de motivo. Acontece porque acontece, uma cadeia de eventos sem testemunhas, e nós somos a parte que, por um instante, ganhou olhos para ver...
A mente é um rio de lava, um turbilhão de faíscas e sombras, pensamentos surgem como insetos efêmeros sob uma luz forte. Eles cruzam o céu interno sem pedir licença ou dar explicações, são estranhos passageiros em uma estação sempre lotada. Essa velocidade é o reflexo do mundo, sua overdose de estímulos, um mecanismo de defesa contra a quietude que assusta. É o cérebro tentando mapear a inundação com um copo de café, uma dança frenética para não ouvir o silêncio subjacente. Cada ideia é uma fuga, um pequeno universo paralelo e portátil, onde se esconder da pergunta é uma ideia no qual não será respondida...
A solidão é um planeta com atmosfera própria, uma gravidade diferente, onde os sons comuns chegam distorcidos e as cores vibram em outra frequência. Não se é de um lugar, mas de um tempo que ainda não chegou para os outros, ou de um passado tão remoto que virou lenda até para si mesmo. A diferença não é uma escolha, é uma geologia íntima, um fóssil na alma, uma assinatura escrita em uma língua que ninguém se dedica a aprender. É o preço de sentir as costuras do universo de forma muito clara, e o fardo de carregar um olhar que nunca se desliga, nunca descansa. Não é superioridade, mas um exílio, uma ilha de sensibilidade crua, onde se é simultaneamente o prisioneiro e o único habitante...
A data não foi um sorteio, foi uma convergência de infinitas variáveis, um ponto único no tecido do espaço-tempo que precisava de uma testemunha. O universo não escolhe; ele simplesmente é, e você aconteceu nele, naquele cruzamento exato de astros e histórias, de sangue e acaso. A pobreza é uma lição, é a geografia cruel onde a semente caiu, o solo árido que exige raízes mais profundas para encontrar água. E o cansaço e o peso de carregar todas essas perguntas sem repouso, a exaustão de ser a interrogação ambulante em um mundo de pontos finais. É a fadiga de um espírito velho que se vê preso em matéria efêmera, ansioso por um descanso que chegará, inevitável e completo...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Ago - 2025
Na varanda do quintal
Igual a tantos ontens
Hoje escondo um olho à luz do Sol
E vejo um pouco mais aquém
E penso por um segundo
Que nunca olhei tão profundo
Enxergo em olhar marimbondo
Levando pra sob o telhado
A alguma coisa que Deus lhe deu
E concluo aqui comigo
Se esse voar fosse meu
Eu voava até o fim do mundo
Chegando o final do dia
Dizia pro meu amor
Por favor, se ainda não me esqueceu
Se eu fosse você, não esquecia.
Abelha a fazer mel na telha
Desde que sumiste
A chama da vela
Bailando tão triste
Madrugada que ainda clareia
Na areia das horas
Caminho de volta
Não há nada que eu faça
Ou que possa fazer
O monstro da Santa Agonia
É fumaça de vela a também ir embora
Aquilo a que tanto eu queria
Vou querer por mais outro dia.
Edson Ricardo Paiva.
Lições.
Eram coisas que brilhavam
Pendiam da luz que vinha do alto
Eram brotos, eram sementes
Espalhadas pelo chão
Eram pedras à beira-mar
desde que o mundo era mundo
Eram folhas mortas
Eram gotas de chuva
Eram pássaros nos galhos
Havia também estradas
Idas e voltas
Atalhos
Eram ponteiros que giravam
A vida tiquetaqueou cada segundo
Eram coisas sem brilho também
Era avô, era pai, era filho
Era amor, era odor, era trem, era trilho
À espera do que não vinha
Mas que de tanto esperar
Também veio
Mas não tinha ninguém à porta
Era só diversão e passeio
Não havia tempo pra aprender
A lição das estrelas
distante demais para vê-las
Tampouco das folhas mortas
Que outro dia eram só sementes
As pedras caladas e ausentes
Os Pássaros cantantes
Tamém não diziam nada
Os caminhos também já não podem
Levar aos lugares que conduziam
Era tanta lição para ser aprendida
Eram coisas caladas
Que estavam ali, somente pra serem vistas
Era tanto tempo
A ser preenchido à toa
Que não dava tempo
E a boa lição desta vida
Não pode mais
Ser aprendida
Por aqueles que tudo já sabem
E que vão dormir infelizes no final do dia
Suplicando aos seus deuses
Que as estrelas desabem do Céu
E que a todas elas
Esmaguem.
Edson Ricardo Paiva.
A noite carrega em sua atmosfera uma massa de amor que aproxima e faz pontes, de uma luz à outra, de um coração à outro e de sonho à outro. Até que a aurora a dissipa e os sonhos acordam.
__Silêncios matinais...
__Despertares de luz...
__E o Céu como resposta...
#É o que Deus tem preparado para aqueles que não querem sobreviver...
#Mas
V
I
V
E
R... (L.S.)
"A gratidão é a luz que ilumina os caminhos da vida, revelando a beleza nos pequenos gestos e transformando o ordinário em extraordinário."
LUX
.
No início o Universo era uma luz infinita
Que emanava da essência do Grande Deus
Éramos apenas centelhas da glória Divina
Então corpos espirituais Eles nos deu
Para que pudéssemos adquirir identidade
Individualidade e personalidade
E assim escrevermos a nossa própria história
Ele Criou a energia da essência de tudo
Mas não criou a matéria dos mundos
Porque a matéria não suportaria a Sua glória.
.
Depois de ter criado as energias sutis e vitais
Deus criou espíritos com maiores porções do Seu poder
Aos quais chamou de Seus primeiros filhos imortais
Que como Semideuses passaram a viver
Sendo responsáveis pela criação da matéria
Assim Eles criaram os corpos celestes e a Terra
E Deus para não destruir tudo o que foi criado
Concentrou em Si a luz e tornou-se escuro o Universo
Foi quando os Semideuses criaram os diversos
Sóis que passaram a manter o Cosmo iluminado.
.
Os Semideuses habitavam planetas distantes
Constituídos de matérias incorruptíveis
E tinham como a Sua missão mais importante
Permitir que nos tornássemos seres indefectíveis
E para desenvolvermos as nossas potencialidades
Precisaríamos experimentar a mortalidade
Então prepararam a Terra para a nossa morada
Criaram os animais, os vegetais e tudo o que existe
Sob o solo que pisamos e sobre a superfície
E para tudo o que teria vida a energia vital foi dada.
.
Passaram-se muitos milênios e em ciclos
Animais e vegetais surgiam e desapareciam
E quando o nosso Planeta mostrou-se propício
Os Semideuses ainda no mundo em que viviam
Criaram milhares de corpos físicos
Que trazidos à Terra receberam os espíritos
Que abriram os seus olhos como seres mortais
Totalmente ignorantes quanto à sua criação
Sem linguagem, sem lembranças tendo a intuição
E o instinto como dispositivos naturais.
.
Por serem os únicos capazes de raciocinar
Reinaram sobre as outras espécies
Com as quais aprenderam a caçar
Colher frutos e apanhar peixes
Usavam uma linguagem rudimentar
Que se resumia em balbuciar
E fazer variados sinais e gestos
Assim começaram a se comunicar
E quando passaram a se dispersar
Surgiram os variados dialetos.
.
Os Semideuses agradaram ao Deus das alturas
Ao ofertarem a chance de crescimento interior
Aos Seus filhos que por serem criaturas
Passaram a desejar se reaproximar do seu Criador
Dessa maneira surgiram as diversas formas
De religiosidade que desde outrora
Têm permitido ao homem se conectar
Ao Grande Deus que espera pelo reencontro
Com os Seus filhos desenvolvidos e prontos
Para assim como Ele em glória brilhar.
Sobre a vida: Dizem que a resposta está na luz no fim do túnel. E eu aqui, olhando para o nada, fingindo entender tudo.
Deus é bom em todo tempo. Mesmo quando o caminho parece escuro, Sua luz nos guia. Ele não abandona, não desiste, não afasta o cuidado. Em cada detalhe da vida, há um toque do Seu amor infinito, sustentando, renovando e fortalecendo o nosso coração.
Mãe
é a ligação entre a Vida e a Luz do Universo.
Amor Iluminado e Infinito que não cabe em um só verso.
Liberdade de Expressão não é para os que têm coragem... É quem ousa mostrar a Luz na escuridão social.
A luz.
A luz cava a escuridão,
como as mãos de um poceiro cavam um poço.
Da escuridão da terra,
flui a água pura e cristalina…
Bons livros são poços de conhecimento!
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