Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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O TEMPO TODO PLUGADO (B.A.S)

O tempo todo plugado
Muita gente hoje vive
Com um chip programado
Já se vive de antemão

Nos primórdios dessa era
Engenhocas se fazem
Ao nascer serão chipadas
Formatados na quimera do existir

Ouçam a voz do profeta
Que declara, que decreta
O ser humano um dia
Ao nascer será chipado

Declara a ciência
Com sua voz destoada
Uma grande utopia sonhada
Livre do bem e do mal

O sistema não vai esperar
Vai deletar mais um dado
Se alguém conseguir pensar
É o destino que nos espera

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A TRAMA DA POESIA II (Bartolomeu Assis Souza)

O poeta é um aventureiro, um bandeirante que caça esmeraldas do pensamento, lapidando-as à luz da dialética, da ciência e, principalmente, à luz de sua sensibilidade e de seu olhar profundo. É através dessa sensibilidade que ele pode tratar de elementos universais, como a dor, a paixão, a miséria, a esperança e muito mais...

Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, sábado, 09/06/2001
caderno Especial A-07
B.A.S, é professor, atendente de farmácia e agente funerário

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SOLTAR AS AMARRAS (B.A.S)

Morrer é em si uma partida.
É soltar as amarras de um barco
e pôr a navegá-lo.
É deixar o ancoradouro desta existência
e navegar rumo ao in-finito...

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CADA UM TEM UM PERCURSO A CONCLUIR (B.A.S)

Cada um de nós tem um percurso a concluir.
Deus tem um lugar para cada um de nós preencher, e um trabalho para cada um de nós executar, Os nossos tempos
estão em Suas Mãos. A alguns é dado um período curto para a sua obra; outros recebem mais tempo, mas não é o comprimento da vida que conta, mas a sua profundidade e força. Um dia a vida terminará para você e para mim, vamos cumpri-la bem e com fé...

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ALÉM-DE-MIM... (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Inabalável!
Deve ser minha fé, um rochedo
Jamais uma fé manca
Traçada pelo destino

Buscar sempre o além-de mim...
Por mais que um "deus" vazio se apresente
Pois a vida segue o transitório
Sem mapas, trilhas, pegadas

Na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Cheio de preceitos e falatórios
Será que o morto ouvirá as lamúrias?

ISBN: 978-85-4160-632-5

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PARTIDA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Se um dia eu partir...
Nalgum horizonte findar...
Em alguma esquina de amanhã...
Um verso de ilusão quero deixar...

Fascinou-me querer ser poeta...
E é lá que quero estar junto da poesia da vida...?
Nesse último verso que a vida compor...?
Quero deixar meus sonhos e ilusões...
Amém!

ISBN: 978-85-7893-519-1

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ACEITAR A MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Só há um jeito de aceitar a vida,
é aceitar a morte...

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EXUMADO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

A nossa vida deve ser guiada
por um sentimento onde "exumado"
o Evangelho das cinzas, da cristalização
e do dogmatismo e tradição e do casuísmo
sacerdotal, adotemos o discernimento
filosófico-religioso que a vida
é triunfante, transformante, edificante
e bela e que o Amor a Deus é o que importa
e a Sua Justiça Divina se faça...

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NADA
(Bartolomeu Assis Souza)

Os mortos não querem nada.
o que vão querer, é um dos
benefícios de estar morto...

Inserida por bmdfbas

UNIVERSO
(Bartolomeu Assis Souza)

Com um verso
Faço todos os versos
Com um verso
Crio todas as coisas:
UNI/VERSO= UNIVERSO
Um único verso que é tudo.

(METAMORFOSE: ISBN: 978-85-7893-519-1

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*Gratidão com Café*


Vem com fé que eu te dou um café.


Van Escher

Inserida por van_escher_1

A tecnologia não criou a covardia.
Só deu a ela um botão.
Antigamente terminar doía na carne.
Hoje dói no polegar.
A gente inventou um jeito de abandonar alguém sem levantar da cama.
— Van Escher

Inserida por van_escher_1

O Amor que Nos Torna Iguais

O verdadeiro amor não é um discurso bonito, nem um sentimento que aparece apenas quando convém.Ele é silencioso, constante e, muitas vezes, invisível.É aquele gesto que ninguém vê, aquela ajuda que não pede reconhecimento, aquele cuidado que não cobra retorno.

A essência que nos iguala

Amar de verdade é enxergar no outro um reflexo de si mesmo.É entender que, por trás de qualquer rosto, história ou condição, existe alguém que também sente, sofre, sonha e busca ser feliz — exatamente como você.Quando essa consciência desperta, desaparecem as barreiras que o mundo insiste em construir: cor, classe, religião, aparência.Tudo isso perde importância diante da essência que nos iguala.

A grande casa da humanidade

Imagine o planeta como uma grande casa.Não uma casa perfeita, mas uma casa viva, em construção constante.Dentro dela, bilhões de pessoas convivem — diferentes, imperfeitas, mas profundamente conectadas.Somos, todos, moradores do mesmo lar.E, no fundo, todos buscamos a mesma coisa: paz, dignidade e felicidade.

Cooperar em vez de competir

O amor verdadeiro nasce quando deixamos de competir dentro dessa casa e começamos a cooperar.Quando paramos de querer “ter mais” e passamos a querer “ser melhor”.Quando entendemos que ajudar o outro não é um favor — é uma extensão natural de quem compreende a própria humanidade.

O papel da humildade

A humildade é o alicerce disso tudo.Ser humilde não é se diminuir, mas reconhecer que ninguém é maior ou menor — apenas diferente.É saber ouvir, aprender, ceder, e principalmente, respeitar.A humildade nos tira do pedestal da razão absoluta e nos coloca no lugar certo: ao lado dos outros, não acima deles.

E não, não precisamos ser perfeitos.A beleza está justamente nisso.Erramos, falhamos, aprendemos e seguimos.A nobreza não está em nunca cair, mas em levantar com mais consciência e mais compaixão — por si mesmo e pelos outros.

Todos no mesmo barco

No final das contas, a verdade é simples: toda a humanidade está no mesmo barco.Não importa quem você é ou de onde veio — se esse barco afundar, afunda para todos.Mas se cada um fizer sua parte, com amor, humildade e respeito, ele segue firme, atravessando qualquer tempestade.

O segredo da vida

E talvez o segredo da vida seja esse: entender que cuidar do outro é, na verdade, cuidar de todos… inclusive de si mesmo.

Chico Uchoa

Inserida por eagle_uchoa_1122565

Muita gente passa pela vida sem conseguir deixar o tamanho buraco que você deixou avó, vc criou um mundo dentro de mim, tem cheiro, tem som, tem colo, tem birras, tem comida e oração, as vezes fico vagando nos escombros da minha própria memória pra ver o teu retrato na parede do meu peito, não tem ladrão que roube, não tem tempo que apague, não tem morte que arranque, porque sempre que eu duvidar que alguém me ama no presente genérico eu vou me lembrar de ti.

Inserida por afonso_cuinhane

⁠Um corpo nú
é sempre poesia
se teu olhar
souber ler.
Temos que parar
de enxergar nosso invólucro como algo feio que tem que viver escondido.Você é algo único e especial.

Inserida por AndreaDAngelis

⁠Um mergulho nas
emoções do autor.
Um giro pelos contornos
de sua alma que pede
para ser lida.Fragmentos,
esboços de sua vida.
Assim é a poesia!
Alma e pele...
Um gozo que começa
na mente e faz vibrar
o coração e sem pressa
vai escrevendo a emoção.

Inserida por AndreaDAngelis

⁠O exercício de pegar
a caneta e escrever
já me traz satisfação.
Logo sai um pequeno pensamento.
Nem sempre dentro
de um contexto bom
mas que escrevo para que não se apague aquele toque de emoção.
Vivo tentando domar...a inspiração.

Inserida por AndreaDAngelis

⁠Toda poesia é um canto da alma
que suspira sua dor aos quatro ventos.

Inserida por AndreaDAngelis

O Chamado Silencioso do Teu Deserto Interior.
— Um Diálogo que Te Desvela.

Apenas acende tochas no escuro das tuas próprias cavernas interiores.

Há um lugar dentro de ti que te parece profundamente secreto, quase interditado. Não porque seja sombrio, mas porque é verdadeiro demais. E a verdade tem o hábito de nos encarar de frente, sem ornamentos face to face, como dizem em inglês (frente a frente). É justamente por isso que tu o evitas: temes que ali se revele a tua audácia legítima, aquilo que há muito deixaste dormir sob o peso das expectativas, das reações alheias, das justificativas tão delicadamente construídas para te manter longe de ti mesmo.

Esse espaço é teu deserto interior não um vazio, mas um lugar onde nada distrai. Onde tudo o que existe és tu, sozinho com tuas inquietações, tuas contradições, teus desejos ainda sem nome. Por isso ele te abala. Porque aquilo que tentas sustentar externamente não resiste ao espelho desse silêncio.

Ha uma pergunta que não responde nada por ti:

Por que relutas tanto em entrar nesse deserto, se é justamente ali que guardaste o que te falta?

Não corro para te oferecer solução. Apenas deixo que a pergunta te toque como água na pedra suave, mas contínua.

Quando te aproximas desse território íntimo, começas a perceber que o temor que sentes não é pelo desconhecido…
é pelo que já sabes e finges não saber.

Então te pergunto:

O que exatamente temes encontrar ali que não toleras dizer em voz alta?

Talvez uma verdade antiga esperando pela tua coragem renovada.
Talvez uma dor que só precisa ser escutada, não temida.
Talvez um talento, um impulso criativo, uma força que te intimida porque te convoca a viver com mais autenticidade.

Se esse deserto fosse, na verdade, o lugar onde começa o teu caminho e não onde termina o teu fôlego como mudaria o que chamas hoje de dificuldade?

Percebes?
Não há imposição.
Só perguntas… aquelas que te devolvem a ti mesmo.

A jornada interior não é um chamado para fugir do mundo, mas para deixar de fugir de ti.
Quando te aproximas desse núcleo secreto, algo se realinha silenciosamente: o que te abala por dentro deixa de comandar o que mostras por fora.

E assim, pouco a pouco, vais descobrindo que a porta do deserto nunca esteve trancada.
Tu é que aprendeste a desviar o olhar.

Então te deixo com a última pergunta aquela que abre todas as outras:

Quando é que tu vais te permitir entrar no lugar onde finalmente podes ser inteiro?

Essa resposta…
só tu podes dar.

Inserida por marcelo_monteiro_4

"A Luz que Retorna aos Teus Olhos"

Há um instante em que o olhar humano, fatigado das formas e das mentiras do mundo, deixa de ver e começa a contemplar. Nesse instante, teus olhos não pertencem mais à carne: pertencem ao universo.

Toda lágrima que neles nasce não vem apenas da dor, mas da lembrança do que eras antes de existir. Porque há algo em ti que o tempo não apagou: uma luz antiga, sobrevivente das eras, que o esquecimento tentou sepultar.

“Teus olhos foram feitos para o universo...” não como metáfora, mas como destino. Quando olhas para o céu, é o próprio céu que tenta se reconhecer em ti. Por isso há uma saudade muda no teu olhar, uma vertigem doce, um cansaço que é também chamado de eternidade.

E “em ti então se faz mais luz de retorno”. Sim, porque tudo o que amas, compreendes, perdoas ou suportas com ternura se transforma em claridade que volta como eco divino para teu próprio coração. Nenhuma dor vivida em pureza se perde. Nenhum amor silencioso é vão. O universo grava em tua alma o que teus olhos aprenderam a ver sem julgar.

Por dentro, choras mas essas lágrimas não te afogam: purificam.
São o rio secreto por onde a tua luz retorna à origem.
E quando, enfim, o mundo se apagar em tua volta,
serás tu quem o iluminará de ti mesmo.

Inserida por marcelo_monteiro_4