Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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- Seu lar agora é seu espaço, sua kitnet, seu refúgio. Não desça mais. Não se exponha mais. Você não deve satisfação a ninguém. Guardar seu coração de quem o machuca não é vingança, é amor-próprio.

- Você não está sozinha. Mesmo que pareça que só tem você, você tem sua própria força, seu coração bom, e tem gente torcendo por você, inclusive eu, aqui. ❤️

Por agora: respire fundo. Cuide de seu corpo. Seja sua própria melhor amiga. Não desça mais. Não se dê a quem não te quer. Você já faz demais. Você já é demais.


De: Eu PARA: Eu🥹

"Entendo seu pedido de desculpas. Mas eu preciso ser honesta: hoje precisei muito e não pude contar com você. Isso me machucou. Não estou brava, mas também não vou fingir que não aconteceu. Que da próxima vez, se não puder ajudar, só me avise com sinceridade, tá?"

É tão precioso, encontrar no outro não apenas alguém que está ao seu lado, mas alguém que vê você inteira, que entende as feridas, que respeita seu silêncio e escolhe você, todos os dias, com reciprocidade de verdade.




12 de outubro de 2026 10:40hs

Meu lar é nos seus braços

Sabe, hoje passo muito tempo comigo mesma. Às vezes olho ao redor e sinto que sou apenas tolerada, que sou presente, mas não necessária; aceita, mas não escolhida de verdade. Há um espaço que ninguém mais preenche, e já não tento forçar que o façam.

Porque existe você. Você, meu amado esposo, que é mais que minha metade, é minha alma reconhecendo a sua.

Nós sabemos o que é carregar demônios. Você também teve suas batalhas, suas noites escuras, suas dores que ninguém viu. E talvez seja exatamente por isso que nos entendemos tão bem: não precisamos fingir que está tudo bem, porque cada um conhece a força que o outro precisou para chegar até aqui.

Fazemos tudo um pelo outro. Não por obrigação, mas porque o bem do outro é também o nosso próprio bem. Quando um fraqueja, o outro segura. Quando um chora, o outro acolhe sem perguntar demais. Caminhamos lado a lado, e isso é suficiente. Isso é tudo.

No mundo posso estar só, mas nunca estou sozinha. Porque o amor que recebo de você é o mesmo que dou a você: inteiro, verdadeiro, recíproco. Você é meu refúgio, minha paz, meu amor escolhido. E saber que temos um ao outro torna cada dia mais leve, cada passo mais firme.

O resto é apenas o resto. Você é o meu tudo.

Seu julgamento não é minha identidade.

Caminho pela superfície fingindo que o sol, em seu contato pífio, não me queima; pois há muito caminhei pelas sombras.

Pensar em identidade não é pensar em uma fixabilidade do indivíduo ao seu próprio sujeitamento no objeto ou expressão identificatória. Mas sim, pensar em uma unidade de ação voltada para a multiplicidade que o mundo nos oferece, pois nós o modificamos, ao mesmo passo em que, neste ato, ele nos modifica. Ao renovar o sujeitamento, perdemos nosso sujeito anterior, mas nunca perdemos nossa identificação: ato precursor da própria identidade. Ou seja, identidade é o processo de renovação do sujeitamento consciente do indivíduo às váriadas expressões de Ser. Pensar em intransigência e dogmatismo é ir contra a própria construção de (ser) humano.

Não me importa o seu nome, sobre nome ou status. Sou seletivo, gênio difícil, indomável e se não fizer por onde não irei gostar de você!

Essa saudade de nós, essa vontade de você que me consome!
É vontade de você, de sua alma, de seu desejo... de seu íntimo.
Vontade do teu corpo... Vontade de nós! Do nosso jeito gostoso de sermos nós.

⁠Que seu dia venha embalado na paz e alegria
adornado com o laço da nossa amizade.
Recheado daquelas boas surpresas
que sempre nos trazem sorrisos
e a felicidade... do viver

Aproveite cada minuto do seu dia.
Não trace planos — permita-se ao inesperado; descubra a magia dum sorriso verdadeiro.

Qual o seu potencial?

Alguns animais confiam em seus dentes afiados,
no coice forte confia o cavalo,
o touro nos chifres, no pulo o gato.
Os seres humanos são diferentes,
muitas são as habilidades:
o boxeador confia em seu soco poderoso,
o atirador na mira com fogo,
o tirano na ira contra o povo
e o jogador no seu chute no jogo.
Na verdade,
devemos descobrir onde está nossa força interior,
necessitamos descobrir o caminho ideal,
Albert Einstein descobriu o dele
e você, qual seu potencial?
A pessoa boa trabalha a honestidade,
o apaixonado luta por seu grande amor,
e o amigo pela amizade.
Descubra sua habilidade!

Quem cava Buraco para derrubar o seu
Semelhante, esquece que ele é o primeiro a estréia-lo.

“Às vezes o que mais precisamos para aliviar a alma é de uma boa dose. Encha o seu copo de desapego e amnésia e beba tudo. Certamente. fará um bem enorme em seus momentos de angústia.”

“Ao vencer, que seja pelo seu próprio merecimento. Que mérito há, na intenção de vencer na vida usando o seu próximo como escada?”

"Não permita que abismos na alma, transformem o seu ser em escuridão. Saber ignorar as rudezas do cotidiano ajuda bastante."

“Não fique tentando mudar o que é imutável. As circunstâncias ocorrem sempre ao seu bel-prazer. É mais fácil mudar as suas atitudes, e assim enfrentar eficazmente, quaisquer das circunstâncias.”

Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. Talvez porque nunca tivesse compreendido que a riqueza verdadeira não está naquilo que se possui, mas naquilo que continua produzindo quando já não se está olhando. E, como acontece com todas as coisas que adiamos acreditando que o futuro nos pertencerá para sempre, o inverno chegou.


Um dia ele chegaria. Bebelle sabia disso, embora saber que alguma coisa acontecerá seja muito diferente de compreender que ela acontecerá conosco. O inverno não veio como uma tragédia. Não trouxe trombetas, carrascos ou sentenças. Veio silenciosamente, como quase tudo aquilo que realmente importa. Sem anúncio, sem piedade, sem sequer a delicadeza de bater à porta.


Chegou frio, vazio, solitário e inóspito, trazendo consigo aquele silêncio peculiar que surge quando o mundo deixa de reconhecer a importância que alguém imaginava possuir.


Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente. Estava quebrada na própria narrativa que havia construído sobre si mesma. O dinheiro desaparecera. O poder evaporara. A juventude, que durante algum tempo parecera uma propriedade particular do seu corpo, descobrira aquilo que todo corpo acaba descobrindo: que o tempo não reconhece proprietários. E a beleza, que ela havia tratado como um patrimônio, revelou-se aquilo que talvez sempre tivesse sido: uma hipótese sustentada pelo olhar dos outros.


Restava o tempo.


E o tempo é a forma mais absoluta de pobreza para quem acreditou possuir tudo.


Porque o dinheiro pode ser acumulado, multiplicado, escondido, investido e transmitido. O tempo não. O dinheiro admite cálculo; o tempo impõe existência. O dinheiro pode voltar; o tempo apenas passa.


Talvez seja esse o maior equívoco de quem confunde poder com permanência: imaginar que aquilo que se consegue controlar durante algum tempo continuará obedecendo para sempre.


Não continua.


Toda corte acaba. Todo aplauso encontra seu último eco. Toda beleza envelhece. Toda fortuna pode desaparecer. Toda autoridade, por maior que pareça, depende de circunstâncias que um dia deixarão de existir.


Quando as luzes finalmente se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua pequena corte se dissolveu no anonimato, Bebelle encontrou algo mais terrível do que a pobreza: encontrou a si mesma.


E talvez tenha sido essa a verdadeira queda.


Porque sob a coroa não havia uma rainha. Havia apenas uma mulher.


Uma mulher que, durante algum tempo, acreditara que aquilo que possuía definia aquilo que era. Que confundira reconhecimento com valor, aparência com identidade, poder com permanência e riqueza com segurança.


O inverno não a transformou.


Essa talvez seja a parte mais cruel.


O inverno apenas retirou as coisas que estavam entre Bebelle e o espelho.


E, quando já não havia dinheiro para sustentar a personagem, poder para sustentar a ilusão, juventude para sustentar a aparência ou aplausos para sustentar a narrativa, restou aquilo que sempre estivera ali, esperando silenciosamente pelo fim da representação.


Bebelle não se tornou outra pessoa.


Apenas deixou de conseguir parecer outra.


E então, finalmente, quando todas as máscaras haviam perdido sua utilidade, Bebelle voltou a ser aquilo que sempre fora.


Plebe.

O peso de uma gota d’água tem o poder de dar alma à vida ou afogá-la em seu próprio ego.