Voar como um Passaro Ate seu Coracao
Não há sentido cruzar a linha do impossível com a tristeza no coração.
A conquista, qualquer que seja, deve vir acompanhada da sutileza da alegria.
Vou requerer meu coração novamente.
Não o sangre mais.
As punhaladas assumiram a forma da mudez dos seus gestos e
os olhos combalidos desabafam com a lágrima que grita.
Canto a falta de eco que tanto incomoda a minha alma.
Canto os ciscos do meu coração em cada estrofe e
em cada gesto que movimenta os vazios tão cheios de mim.
Não tento remendar o meu coração para não feri-lo mais do que já está.
Deixarei o tempo cicatrizar os ferimentos de agora e, quem sabe, um dia, poderei sorrir com a mesma graça de antes.
Quero apenas que não fira mais a minha alma e, tampouco, furte as minhas penas que me permitem voar para distante de ti.
Quais são os valores que podem nos indicar uma assertiva escolha?
Bem, se temos alma e coração, as respostas estão prontas!
De outro tipo de SERES....prefiramos distância!
#PASSOS
Passo a passo sigo sem parar...
Coração leve...
Sempre a sonhar...
Vez ou outra...
Aparecem pedras e espinhos...
Servem para me ensinar...
Caminho assim....
Sozinho...
Das flores sempre vou lembrar...
Em meu coração as levarei...
São muitas...
As que encontrei...
Vivo alheio de todos e de quase tudo...
Um mistério...meu mundo...
E o vento segue à minha frente...
Me anunciando...
Existe um vai e vem incessante...
Que poucos conseguem perceber...
Passam uns tão rápidos...
Outros lentos...
Que não aprenderem a viver...
Lá longe no horizonte...
Ocupo meu lugar...
Não sei a hora nem onde vou chegar
Mas sei que não posso jamais deixar de sonhar...
E assim sigo...
Caminhando por aí...
Desde a alvorada ao entardecer...
Tão longe uma estrela piscando...
Já me chamando...
Ao anoitecer...
Agradeço então a Deus...
Minha história para nunca esquecer...
Sandro Paschoal Nogueira
#CORAÇÃO #VALENTE
Pelos lugares onde anda...
Fantasmas afugenta...
Opta viver de escolhas...
E no talante do destino...
É o escolhido...
Olha no espelho e vê que não é perfeito...
Escolhe o que vestir com esmero...
Com olhos de querer...
Sente-se belo...
Afinal...
"Os planos de Deus nunca falham"...
Esquece de quem o deixou triste... Mas não esqueçe jamais de quem lhe fez feliz...
Sempre lhe promete lhe dar o melhor...
Às vezes se confunde...
E se ajeita com o pior...
Caminha no purgatório com destino ao paraíso...
Talvez seja por tal...
Não ser de muitos risos...
Planta no chão suas esperanças...
Num emaranhado de cores...
Sonha até onde a vista alcança...
Segue em frente com o coração valente...
Um coração que não mente...
Não chama de amor...
O nó que não desatou...
A sorte não deu...
O tempo levou...
Alma de criança...
Tem medo de enfrentar...
Seu próprio desejo...
De muito amar.
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#SIMPLES
Minha rua é na lua...
Meu destino eu que traço...
Minha vida, meu espaço...
Meu coração, no quintal, pendurado...
Aqui na orquestra de passarinhos..
As folhas dançam ao vento...
No velho muro, uns cacos de vidro...
Acreditam ser o sol...
Deixo-os bem quietos...
Minha felicidade, como criança...
É de ver o tempo não passar...
Sou do tamanho que desejo ser...
Enquanto eu puder sonhar...
Navego em silêncio...
À sombra dos meus desejos...
Vivo em paz.
Tecendo meus sonhos...
Sim, eu sou um louco...
Tenho tanto...
E me contento com pouco...
Sou namorado dos astros e dos cometas...
Amo as lagartas como amo as borboletas...
Celebro o amor no infinito...
Sou nascente, sou poente...
E assim como me sinto...
Também sou estrela cadente...
Enquanto vejo a noite chegar...
Fico olhando as estrelas...
Estendo as minhas mãos...
Querendo o brilho delas pegar...
De alguma forma tento eternizar... Tudo que vejo ou toco...
É meu jeito simples...
De amar...
Não me julgue...
Nem me entenda mal...
Cresci, sou homem feito...
Mas sou uma eterna criança...
Em minha alma imortal...
Peço a Deus todos os dias...
Que me cubra de bençãos...
Que minha vida seja iluminada...
Por grandes alegrias...
Deixa-me aqui então estar...
Deixe-me aqui ser feliz como posso...
Não peço muito...
Só um pouquinho...
De sonhar...
Em meu cantinho...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#ÚLTIMA #VEZ
Deixei meu coração cair...
Estava escuro...
E na escuridão me perdi...
Minhas mãos eram fortes...
Mas não conseguiram sustentar o peso sobre mim...
Meus joelhos fracos se dobraram...
E chorei...
Por tudo que senti...
Em muito fechei meus olhos e não quis ver...
Sempre ao meu lado...
Ah...
Como sonhei assim com você...
Mas a vida não teceu nossos destinos desse jeito...
Hoje compreendo...
E por mais que sofri...
Aceito...
Mas há um lado meu que você não conheceu...
De ser perseverante e lutar mesmo quando tudo já perdido...
Chorei...
Não me entreguei...
E do chão me levantei...
No jogo que comigo fizeste...
Antes um perdedor , venci...
Hoje toco seu rosto com um leve beijo...
E sorrio...
Contigo aprendi...
Sei que é a última vez...
Foi a última vez...
Sou feliz , sou livre...
Algo morreu...
E não foi em mim...
Sandro Paschoal Nogueira
facebok.com/conservatoria.poemas
#ECO
Meu coração arde em coisa fria...
Nem a luz...
Nem o fogo...
Nem a fome entardecida...
Ou a febre da sede dos lábios...
Ai, ai de mim...
Enquanto caminho...
É pelo corpo que nós nos perdemos...
Pertenço a quem amo...
Num profundo arremesso...
Tenho pressa de viver...
Só quero o que me é devido...
Coração diga o que sofri...
Nesses dias que embranquecem os cabelos…
Amores vividos...
Só as fagulhas voam ao vento...
É preciso partir...
Antes que tudo cubra-se de cinzas...
É preciso ficar...
Onde se é benquisto...
Cerca-me a solidão...
Tal como uma pedra escura...
É tão fria e morta...
Eu sem ti...
À sua procura...
Ninguém sabe dizer porque o eco embrulha a voz...
Mas eu sei dizer...
Que sem você...
Não vivo mais...
Sandro Paschoal Nogueira
Trago dentro do meu coração...
Todos os lugares onde estive...
Todas as minhas escolhas...
Todos os amores que tive...
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero...
Soa-me do fundo da alma...
Sonhos sinceros...
Cada homem, cada célula...
Tanta coisa...
Tanta gente...
No universo é verdade...
Nunca está só...
Por muito tempo achei que a ausência é falta...
De alegrias...
Em tempo de silêncio...
Tempo de nostalgia...
Intermináveis dias...
Ao longo das veredas...
Porque nisso está a verdade...
A vida em si...
É uma aprendizagem...
Voluntariamente abandonei...
O meu trono de sonhos e cansaços...
E aguardei com lágrimas no vento...
Mas sempre de peito aberto...
Não tenho pressa...
Pressa de quê?
Para quê?
Toco só onde toco...
Não em que desejo...
E assim sigo...
Sonhando...
Desejando...
Vivendo...
Sandro Nogueira
Desconheço...
Sou eu poeta?
Cenário dolente...
Embora me divirta...
Aqui, coração que andou entre os homens, arranco...
Ando à deriva na fonte de muitos olhos...
Movendo-me aqui e agora entre contornos vivos...
A minha prisão de viver são perfumes de pecado...
A grande inteligência é sobreviver...
Entre o murmúrio dos esgotos...
Rotina...
De longos braços estendidos...
Velhos desejos recalcados...
Espantos e receios...
Escondidos em leitos sangrentos...
Disfarçados em diálogos sonolentos...
Provisórios dias do mundo a ti pergunto:
Sou eu poeta?
Desculpai-me esta face...
Serei eu só mais um fantasma de tudo?
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Há de viver, pastoreando...
Com coração jovem, ousado e arejado...
À coroa de espinhos dos sentidos...
Onde o luar o banha...
Suavemente ofendido...
No silêncio sob os lábios frios...
Ninguém está a escutar...
O sacro se mistura ao profanos...
O tato que devora, sem dó nem piedade...
No dispersar dos anos...
Perde a consciência...
Sem hora, nem idade...
Na madrugada que ronda...
Sem rumo, sem afronta...
Fatigado de estar, sem força, nem fumo...
Sob tudo que fez, sem glória nem fama,
Do medo que perdeu, sem dor nem chama...
Quando a noite vem...
Com sombras profundas...
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo, clama...
Eu a si pergunta:
-Valeu?
O silêncio responde...
E o eco da voz, sem resposta...
Se desfaz ao vento...
Que o abraça...
Em meio à escuridão...
Sem luz, nem guia...
Busca respostas...
Mas só encontra sombras frias...
Só o eco dos seus passos...
Sem destino, nem meta...
E o vazio que o consome...
Sem paz...
Sem ser clemente...
Para ele, de frente, sorri...
Na solidão da alma...
Onde sombras dançam...
Procura a luz...
Procura colo...
Mas só encontra trevas que o cercam...
E ainda assim, continua buscando...
Um sentido...
Uma razão para viver...
Para sonhar...
Para ofuscar o seu sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
Contei-lhe minha história e para ti fiz nascer poemas...
Coração solto em terra ímpia a florescer...
Da ilusão por mim criada só tive algemas...
Onde aprendi a sofrer...
Todas as portas já cerradas...
Todas as ruas vazias...
Vejo as estrelas a chorar...
E até, quem diria...
Não é mais bela a lua...
É só uma luz fria...
No jardim das almas...
Ninguém acompanha meu caminhar...
Saudade ou aspiração?
Deixei minhas virtudes cair ao chão...
Cansei de tanto oferecer...
Do que não há de voltar...
Do tempo que há de chegar...
Castigo inexpiável...
Tamanho é meu parecer...
Para ter meus sonhos realizados...
A quem devo obedecer?
Para quê a busca das coisas?
Quando por fim tudo acaba?
Valerá a luta da conquista...
Onde ainda se crê e se ama ainda?
Sim, é certo...
Quem eu amo...
Agora zomba e ri do meu amor…
Em tudo o que fiz pus o cuidado...
Será possível mesmo o fim de tudo?
Restando-me só ausência e dor?
Sandro Paschoal Nogueira
#Se #o #meu #coração #ainda #insiste...
Em bater nesse peito...
Descompassado e sem jeito...
Por ti, ainda existe...
Te quer bem e não desiste...
Não reclama, nem lamenta...
A tudo suporta e aguenta...
Mas saiba de uma coisa...
Uma hora vai parar...
Não mais lamente...
Quando esse tempo chegar...
Seus carinhos hoje negados...
Nossos erros passados...
Pois sempre lhe avisei...
Que assim um dia...
Seria...
Depois de muito esperar...
Em um dia como outro qualquer...
Uma nova oportunidade de ser feliz...
Aparecerá...
O amor não sabe esperar o dia amanhecer...
Quer sempre agora...
Quer sempre se fazer acontecer...
Não sei o que Deus me reserva...
Se terei outras auroras...
No compasso e descompasso...
Vejo findar as horas...
Me ame agora com paixão...
Esquecendo do mundo lá fora...
Junte sua mão a minha mão...
Minha alma revigora...
Não vale a pena sofrer, meu amor...
Como se nada tivesse acontecido...
Todo esse tempo de dor...
Jamais deveria ter existido...
Um dia, quando você menos esperar...
Sentirá a falta desse amor perdido...
Sofrerá por não mais encontrar..
Em meu coração seu abrigo...
Sandro Paschoal Nogueira
#Vento #que #varre #minha #alma...
Que em campos floridos espalha meus sonhos...
Coração ora alegre...
Coração ora tristonho...
Abrindo os véus de ilusões...
Assim eleva meu espírito....
Ao céu cheio de azul...
Faz da vida ter mais sentido...
Me traga de volta à cidade...
Onde nasci...
Aonde mais rápido que ela...
Envelheci...
Aonde o menestrel canta à lua...
Pelas pedras azuis a caminhar...
Dos que partiram...
Da saudade aqui a ficar...
Na lembrança do abismo de mim....
Em pegada sem caminhada...
Só posso encontrar...
Estrela brilhante a me guiar...
Suave melodia a me encantar...
Mão a outra encontrar...
Outra alma para amar...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Árvore seca...
De coração vazio...
Anos a fio...
Não tinha cor...
Não tinha amor...
O vácuo cada vez maior...
Raízes mortas...
Não mais florescia...
Sob um sol quente e árido...
Me contou sua história...
Foi semente...
Plantada com esmero...
Por um senhor...
Velada com carinho...
Cresceu...
Nas folhagens verdejantes...
Pássaros faziam seus ninhos...
Cantavam alegremente...
Retribuía com sombra...
Muitas flores ofertava...
Fronte de belas mulheres enfeitava...
Suas folhas eram remédio...
Doença ela curava...
Foi orgulho daquele senhor ...
Que um dia a plantou...
Seresteiros à sombra dela...
A todos encantou...
Conversas fiadas ouviu...
Pessoas que chegavam na cidade...
Um ou outro que já partiu...
O banquinho ao seu lado...
Foi ponto de encontro...
De amigos e de enamorados...
Quando o vento levou o senhor...
De tristeza a árvore chorou...
Me disse que se fechou no silêncio...
Que de saudades suas folhas cobriram o chão...
Não tinha mais forças para então florir...
Sua aurora tinha ido embora...
Sua madrugada chegara...
Sua hora findou...
Hoje...
Triste...
Seca...
Morta...
Ainda conta sua história...
Da saudade que ficou...
Do tempo que passou...
Sandro Paschoal Nogueira
Árvore, pata-de-vaca, branca, que meu pai plantou, em frente de minha casa.
Homenagem póstuma Scylla Dias Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
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