Voar
Arrume-se sempre que possível, e jamais deixe de voar, para ajudar conte com a ajuda da gravata-borboleta
Por mais que a floresta seja frondosa, em algum momento ao abandonar o ninho, o filhote decide voar para árvores ainda não podadas
Chega de voar por todo mar...
Vem descansar e se aconchegar em meu peito, seu eterno porto seguro.
Acalma este mar revolto de saudade de ti, que alguns chamam coração, mas eu prefiro chamar de amor...
Amar é isso,não exigir garantias,mas cultivar um jardim que beija flor não queira voar para visitar outros.
Parecia abismo,queda livre de um penhasco,abri os olhos e vi que a vida estava me ensinando a voar.
Saudade é o coração querendo ser passarinho,querendo voar,para voltar no tempo,ou para algum lugar.
Para voar alto como águia no céu,
É preciso mergulhar no íntimo véu.
Ir além da dor, do medo, da ilusão,
E descobrir o que pulsa no coração.
Nascido para voar
Filho de ninguém
Não se casou
Não trabalhou
Não conheceu alguém
Filho de alguém
Que se casou
Que trabalhou
Refletiu sobre ser ninguém
Só mais um ninguém
Filho de ninguém
Casado com ninguém
Não queria ser ninguém
Além de ninguém
Se tornou um zé
Compreendido por ninguém
Morreu como um zé
Um zé ninguém
Só mais um zé
Considerado ninguém
Amores são pássaros
aprendendo a voar
Eu vi o amor
ir do amar
á ferida
que não sara mais.
vivi o tempo
de todo o amor
que me encontrou
e se eu pudesse
viveria alguns amores
um pouco mais,
mas amores são pássaros
aprendendo a voar.
"Voar com leveza ao som dos bandolins"
Voar… não com asas, mas com a alma acesa,
no instante suspenso em que tudo silencia,
e só resta o som — sutil — da natureza
tocando os bandolins da melancolia.
É nesse fio invisível entre o tempo e o vento
que o espírito se desfaz de seus espinhos
e se veste de luz, de música e sentimento,
como se a vida coubesse em poucos dedinhos.
Oh, bandolim que chora, tão pequeno e tão imenso!
Em ti há mares, luas, lembranças e alvoradas.
Cada nota tua é um verso que eu lanço, intenso,
ao céu que me abriga em suas madrugadas.
Voar com leveza... é despir-se do mundo,
desatar os nós das dores que se calam,
é entregar-se ao som, profundo e fecundo,
que os bandolins, com ternura, embalam.
E, nesse voo que não conhece altura,
onde o corpo não pesa e a alma é verbo,
descubro que a música é forma de ternura
e que amar... é tocar o invisível, sem reserva.
Ah, se todos soubessem do milagre escondido
no instante em que a nota vibra no vazio,
veriam que o som é um gesto adormecido,
e o voo… é um poema escrito no brilho.
Brilho do céu, brilho da terra, brilho da eternidade,
um chamado mudo que só o sensível entende.
Voar com leveza é tocar a imensidade
sem jamais perder a alma que se estende.
E quando finda o som, quando se cala o mundo,
ainda ecoa, dentro, o que jamais se explica:
a certeza de que o voo mais profundo
é aquele que nasce da nota mais lírica.
