Vivo pra Mim
Sou presa de mim,
Nada me prende,
Sou feita de poesia,
Asas não criei,
Não sumi da pena,
Se ele aparecer
Para me soltar,
Nada mais sei,
sorrir ou inventar.
Dançando no abismo,
Sentimento revelado,
Alçando o estribilho,
Momento recordado.
Nada mais além
De mim e dele,
Na boca a sede:
Do beijo angélico
Que não provei,
Do abraço quente
Ainda guardado
para o amor divino.
Escrevo de mim
Para a largada,
Salto de partida,
Palavra reconhecida.
Egressa de mim,
Nada me prenderá,
Livre do passado,
Revoada do recomeço,
Nada me impedirá
De viver a toda hora,
Em todas as escalas
E de todos os planos,
Não quero mais enganos.
Alma lá da sacada,
Cabeça reerguida,
Vitória sobre o ego,
Estou amadurecida.
Nos teus olhos titânicos,
Eu vejo a cor do amor...
Ser livre para mim é um imperativo:
Do amor sou como um eterno fugitivo
Como um animal ferido no cativeiro
Que um dia se viu apreendido,
E agora já não sabe mais [voltar.
Não que eu não saiba amar:
- Provei o sabor da rua
Com o amor próprio canto pro Sol
E escrevo para a Lua;
Vivo a vida para [reverenciar].
Ser livre para mim é um jogo:
- Blefarei para ganhar a partida
Se receber amor, terei coragem;
E como fera selvagem
Vou me queimar no teu [fogo.
Não que eu não queira amar:
- Amar para mim é navegar!
Das letras eu sou maruja,
Da serra tenho a altura
Cresci poesia do [mar].
Porque inspirada na vida,
E na impoluta crença:
De que só vale perder
- a liberdade -
Só se for pela [verdade]
Da tal história que surpreenda,
E que faça tudo ter valido a [pena].
Trago em mim o infinito,
O invisível talvez;
Porque me guardas em ti,
E bem dentro do teu peito.
Deixo em ti o divino,
- A liberdade certa -
Porque em mim guardo
O quê há de mais bonito.
Beijo espiritual em versos
O amável e vero;
Porque em segredo intenso
Eu sempre te [espero.
Corpo natural em chamas,
- Beijo frágil feito louça -
Corpo feito para morar
Sem nenhuma roupa.
Artesanato feito à beira mar,
Poesia de moça,
Declamada em voz rouca,
Para você 'amar'.
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
Um dia eu morri
Acordei e era a espectadora
Nada mais podia ser feito por mim
Vi o amor fisicamente
A saudade tinha forma
A dor estava presente
As lágrimas escorriam dos rostos amados, eu não podia secá las
Eu amava cada um daqueles rostos
Em um lapso de tempo voei tão alto que o mundo ficou pequeno
Vi a insignificância do meu tempo aqui
Senti a morte ao meu lado
Em silêncio
Fui fisicamente para pensamentos que me ocuparam a vida e eles não fazia mais sentido
Enxerguei a indiferença disfarçada de atenção
Os planos agora são nuvens transparentes
Tudo o que vivi desfilou a minha frente
Fechei os olhos algumas vezes aceitando que o que estava feito feito está
O que eu aprendi?
Não interessa mais
Somos o suficiente pra quem nos ama
Era só o caminho
O fim chegou
Ana Cunha
Eu sou o melhor e o pior de mim.
Barulho e silêncio.
Piada errada as vezes certa.
Caio em tristeza profundas e levanto em alegrias transbordantes...
Sinto muito e muitas vezes nada.
Acredito, desconfiando e acreditando.
Vou para lugares em meio a conversas que ninguém suspeita.
Lucas 4:18
Jesus declara: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar as boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar a liberdade aos cativos e restauração da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor.
"O que era cego agora vê a salvação ao olhar para a cruz. E, ao ouvir que o túmulo está vazio, enxerga os portais celestiais."
Rodeio de Madrugada
Rodeio de madrugada
não ouve nenhum
carro passando na estrada,
Em mim há uma
grande movimentação
é o amor nascendo
aqui no meu coração.
Rodeio de madrugada
silenciosa do Médio Vale do Itajaí,
você sabe que amor viver aqui.
Rodeio de madrugada
suave nesta Santa Catarina,
Rodeio de Madrugada
sempre é poesia,
Viver aqui é renovação
da paz interior e da alegria.
Matos Costa
Do Alto Vale do Rio do Peixe
a poética em mim vive
partida do Porto Amazonas
com o aventureiro
José Cordeiro que partiu
Rio Iguaçu adentro
e foi o primeiro que
se deparou com as terras
de São João dos Pobres
quando nem nome tinha.
Depois ganhaste o nome
do Capitão mártir e se ergueste
das cinzas provocadas
pela Guerra do Contestado,
Matos Costa, querida,
és lição perene de um
povo hospitaleiro e que ama a vida.
Por tudo aquilo que fostes,
és e e sempre serás,
Matos Costa dona de toda esplendente beleza, História
e sua gente espetacular
jamais deixarei de te amar,
é ali nas águas do Salto São Lourenço
que a poesia não se cansa de banhar.
Ninguém é igual a mim, e eu não sou igual a ninguém. Logo, ninguém é obrigado a nada, inclusive, aqueles que não gostam de mim. A não reação é uma reação, talvez a 'indiferença pacífica' seja sobre isso!
Não é de hoje que
sei que você está
de olho em mim,
Eu soul poetisa,
não sou tonta,
e sem perceber
de ti tomei conta,
Com uma rebelião
por segundo o seu
coração não sabe
mais a rota de volta;
Aumentei o volume
a temperatura,
e coloquei romance
no seu coração:
o céu não é mais o limite.
As flores do açafrão
do meu cesto foram
espalhadas pelo vento,
E ele te trouxe bem
perto de mim porque é
ciente que moro dentro,
e assim resolvi pactuar
com a vida e o tempo;
Desafia mesmo é guardar
a poesia, a atração,
a volúpia e o sentimento
sem saber de fato se devo.
O oceano do teu amor
mora gigante em mim
mesmo que no instante
da maré inconstante
e deste desafio gigante.
Não existem correntes
do oceano para quem
nasceu peixe travesso,
e filha da Rainha do Mar
que sabe como nadar.
Manjar, canjica, uvas,
espumante, velas,
flores brancas e uma
cesta de oferendas
não tenho como ofertar.
Como quem pula
a terceira onda a poesia
oferto para a Sereia
tomar conta e a magia
da paixão nos aproximar.
Peço para nós um lugar
bonito no coração de Oyá
aonde quer que a gente vá,
que o destino seja gentil
e ajude o amor nos encontrar.
O seu coração por mim
fica em ritmo de vanerão,
A tua pulsação fica forte
e você arde por mim
mais intenso do que verão;
É o quê a poesia faz
em ti com toda a sedução,
E quando eu te beijar
não vai conseguir tocar
os seus pés no chão
e vai conhecer o quê é amor
e ao mesmo tempo paixão.
Não é nenhum segredo
que tenho desejo
de te devorar aos beijos,
Você virá para mim
no passo charmoso
da mazurca galopeada,
Eu sei que por ti
também sou desejada,
e a poesia só tem
sido mesmo a entrada
daquilo que não há mais
como não ficar alvoroçada.
Você sapateia
e para mim sarandeia
E eu me derreto
e para ti sarandeio,
É a poesia do Anú
nesta dança acontecendo;
Sabemos que um
para o outro não
somos aves de verão,
Só falta mesmo é a confissão.
Embalo as auroras
do amor no peito,
soberana do meu
próprio silêncio.
Enheduanna está
em mim mais
viva do que nunca
sob a divina Lua.
Vestida de poesia,
por ela sou regida,
pela Via Láctea
e seus sons de lira.
O Sol que rege
o seu destino
na minha direção
de mim se aproxima.
As caravanas passam,
as horas seguem,
os rebanhos rumam
e o amor se ergue.
O Universo traça
o trajeto no oculto,
não há nada mais
que adie o quê é absoluto.
De joelhos olhando
para mim durante
o Balão Caído,
Não será a última
vez que você vai
dançar comigo,
Você daqui
para frente só
dançará comigo,
O teu coração
se rendeu a poesia
e ao meu feitiço.
Você me chamou
para dançar o pezinho,
Tudo em mim despertou
em ti doçura e carinho,
As tuas esporas tocam
o chão e o meu olhar
toca o seu coração,
É a primeira vez que
você está diante
uma prenda capaz
de despertar fascinação.
Diante de mim você
está se derretendo
todo com sapateios,
E eu me deliciando
com sarandeios,
Você sabe como
eu sei para onde
este tatu de castanhola
vai acabando nos levar.
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