Vivo pra Mim
ÁGUIA
Se algum dia não mais lembrares de mim
Tenho certeza que isso é impossível,
Pelas rosas que cultivamos ,
O belo jardim que plantamos e que um dia morreu;
E tristemente os espinhos desse jardim
São direitos seus...
Eu carrego as flores coloridas
Que de certa forma enfeitam minha vida.
Afinal quem traiu não fui Eu.
Tu pra mim se tornartes invisível
Aventureiro, ignóbel, imprevisível.
Hoje sou livre como pássaros a voar
Sou um rio cristalino que deságua e se mistura com as lindas águas verdes do mar !
Ornar -mei como o brilho do luar,
Pintar-me como se fosse uma águia, indo além das nuvem e novamente na terra em algum lugar me abrigar;
Em frente seguirei rumo a luz que me transporta
Na alegria vou seguindo, pois não sou urtiga,
Tão pouco urtiga morta !
Maria Francisca Leite
A Sua Dor Mora em Mim
Colecionei luas quebradas no fundo dos bolsos, pedras antigas que aprenderam a chorar antes dos rios, areias que se tornaram partículas de sangue, meu nome dormia entre galáxias apagadas, enquanto teus passos atravessavam constelações e sem perceber as cinzas que deixava marcadas em mim, havia um jardim escondido dentro do meu peito, onde só raposa de nove caudas, aquela que sempre guardava os seus segredos, a que sempre trazia água quando você tinha sede, aquela que daria a alma pra salvar a sua, a que roubou as estrelas pra você pousavam e descansar e pós sobre meus ombros, levando em lugares que você sempre quis visitar.
Eu sempre te chamava teu nome em idiomas que os ventos esqueceram, mas a madrugada devolvia em forma de silêncio, por que minha dor é a sua dor e a sua dor é a minha dor, eu me desfiz lentamente, como um planeta que escolhe cair na órbita de um sol que nunca o viu o verdadeiro brilho, as noites em Saturno parece inclinar-se sobre o mundo, como um velho sacerdote observando aquela raposa se perder no seu próprio amor que se tornou proibido.
E me destruir em você, como cristal lançado ao mar, como cometa que aceita morrer apenas para iluminar um céu, o seu céu, nas cidades invisível que construir, mas pontes que ergui entre universos, nos oceanos que dei seu nome, nas cartas que pedi ao vento que lhe entregasse, nos planetas que inventei para que você pudesse habitar, mas na sua realidade você não me escolheu.
Enquanto eu recolhia as luvas quebradas e você caminhava por outras estações, eu aprendi o idioma das auroras somente por que você amava escutar os cantos delas, enquanto meu coração contruia moradas, o seu seguia caminhos que nao levavam até mim.
A esperava que ainda restava me fez sentir que existe chance, só que isso aconteceu nos meus pensamentos, porque na sua realidade, na sua realidade, você nunca me escolheu, ainda bem que tive as ametistas que guardaram meus segredos, e as obsidianas beberam minhas lágrimas, Saturno, velho sacerdote do tempo, escreveu meu nome nos anéis do esquecimento, eu conversava com estrelas adormecidas, pedindo que levassem até você as cartas que nunca tive coragem de enviar, que falei pro vento sopra, mas os meteoros retornaram vazios, trazendo apenas poeira e inverno onde era mais frio que Urano, no templo das coisas impossíveis, acendi velas feitas de auroras, e cada chama dizia teu nome como se amar fosse uma espécie de feitiço capaz de dobrar o destino.
Talvez eu tenha sido oceano para quem precisava apenas de chuva
Talvez eu tenha sido eclipse para quem procurava somente a luz
Talvez eu tenha sido fogo pra quem precisava de água
Talvez eu tenha sido inverno pra quem precisava do verão
E mesmo assim, dividi meu céu, minhas estrelas, meus desertos e meus marés, carreguei tua ausência como quem carrega uma constelação inteira nos braços.
Por que a minha dor é a sua dor, e a sua dor se tornou minha dor, mas somente dentro do universo que criei, porque no mundo onde as horas respiram, onde as pessoas fazem escolhas e os dias seguem seu curso, você caminhou por outra estrada e eu fiquei entre planetas partidos, em eras de histórias que já foram contadas, entre pedras antigas e luas sem nome, aprendendo que algumas almas se encontram apenas para morar nos sonhos.
Talvez, em algum horizonte distante, eu descubra que o amor não era pesado e sim leve por inteiro, enquanto o céu contempla mais uma vez o meu jardim florescer lentamente.
Tenho tudo que declarei pra mim no silêncio 🤐🪐,mas
não tenho nada do que contei como segredo que ia comprar 🧟♂️
🕳️
Meu bem
Te aconselho
Seus problemas
Diga eles pra mim
Te beijo, oh meu bem.
E por tudo que pode ser
Te deixaria em paz
Queria te confortar
Mas não sei se sou capaz
Ainda te amo
Mas não quero saiba
Nunca teve nada
Mas só queria uma farda
Para me sentir seguro
Não me perder no escuro
O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta
sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões
fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta
se ela me purifica
o que será de mim sem sua luz?
quando ando pelas ruas
e em cada esquina
há uma venda
e neste comércio
a alma é o negócio
não a vejo
não sinto seu esplendor
se ela me purifica
por que recebo o açoite
pela mão de quem se diz pastor?
promessas de um céu
em troca de metais produzidos
pelo trabalho de pequeninas mãos
e onde estão as minhas mãos
nesta hora?
entre o bolso e a prece
entre a sanha e a pressa
de erguer-se a mais um clamor
se ela me purifica
e perdoa os meus desvios
os desvarios
os devaneios
e os anseios
de quem deseja ter fé
e a cada esquina ainda encontra o mercador
disposto a traficar crenças
com a promessa do paraíso-além
porque aqui na carne
no corpo
na face
é só inferno e pronto!
– apenas isso se tem…
[se ela me purifica
a chave vive na dor]
O Evangelho cristão é que sou tão imperfeito que Jesus teve de morrer por mim, mas sou tão amado e valorizado que Jesus ficou feliz em morrer por mim. Isso me leva a uma profunda humildade e profunda confiança ao mesmo tempo. Não posso me sentir superior a ninguém e, no entanto, não tenho nada a provar a ninguém.
O Tempo em Mim
O tempo não corre, ele pousa.
Às vezes é chá quente na panela,
demora, queima, e a gente nem vê passar.
Outras vezes é 60 anos num piscar.
É filho pequeno que ontem cabia no colo
e hoje me chama pra conselho.
É ruga que chega sem pedir licença
e memória que volta com cheiro de café.
É pressa no corpo, calma na alma.
O tempo não é relógio.
É saudade do que foi,
ansiedade do que vem,
e esse segundo aqui,
agora,
que se eu não abraçar,
ele vai embora.
Sentir o tempo é aprender
que a vida não cabe em calendário.
Cabe em riso, em espera,
em "te amo, filho",
dito no dia certo.
Rodeio em pleno ciclone
O quê afeta Santa Catarina
a mim também afeta,
a Natureza sinais sempre
envia para tomar todos
os cuidado necessários.
Rodeio em pleno ciclone
me faz pensar na vida,
quando o Rio Benedito sobe,
emerge uma silenciosa agonia.
De milagres em milagres
sobre o céu e nas mãos do destino
vamos superando os efeitos
do clima causados pelo Homem,
e buscando a consciência pelo Bem.
Ciclone este que leva a viajar
e a consciência examinar:
o Planeta Terra é o nosso lar
e a nossa cidade é o lugar de amar.
Rodeio em pleno ciclone
me faz pensar em tudo:
em mais árvores para quebrar ventos,
espaços de vida racionalizados
e gestos carinhosos pelo nosso Estado.
Sem fazer ideia de que
sou loucura de capturar
o ar e que de mim não
saberá mais regressar.
Plácida é a armadilha
do destino para deixar
os dois de joelhos,
virei ocupação perene:
de todos os teus desejos.
Sem notar o meu alto
grau de atenção,
sorrateiro e seduzindo
vens o tempo inteiro.
Desde o dia em que
você decidiu aparecer
no meu caminho,
Sem colocar poesia em tudo:
nada mais tem feito sentido.
O Toropi que floresce
amoroso em Outubro
no Rio Grande do Sul
carrego dele em mim,
como se fosse preciso
de alguma explicação
para a Primavera ser
entendida para quem
nunca presta atenção.
Do Toropi amoroso
levo o quê é sublime,
o estar sob o glorioso
céu austral que basta
diante do banquete
do ego alheio que passa.
A minha existência não
precisa ser fantástica
como alguns pensam
que morro de desejo,
a convicção enraizada
que levo desde berço
do meu Pampa imenso,
porque sou Chimarrão,
pão com Chimia, poesia
e paz pro nosso coração.
Quando a Pisang Hias Merah
com os cachos florescer,
Terei certeza de que de mim
você não vai se esquecer.
...
Florescem os belos buquês
de Rhododendron Brooke,
As respostas para os porquês
mais lindos nos teus olhos
foram capazes de me revelar:
Tenho todas as razões para amar.
...
A Periuk Kera Raja
o horizonte em feita
com os seus frutos,
Observando como
a ventania a balança
escrevo versos
cheios de esperança.
....
A Bunga Simpoh Ayer
floresceu esplendente,
É assim colocou o meu
coração todo sorridente.
Parte de mim veio de muito longe
e outra parte nasceu enraizada,
Embora visivelmente não evidente
a minha realeza é ameríndia,
Absoluta como a Tapirira nativa
florescida celebrante em novembro.
Não sonho e nem vejo florescendo
fora da minha América do Sul;
os meus caminhos austrais conheço,
e deles abertamente me envaideço.
Os teus caminhos apenas respeito,
apenas não posso falar que
de volta ando recebendo o mesmo;
Caso tropeçares nos meus,
não espere nada menos do que reação,
Vivem em mim filiação, pacto e devoção,
que nunca irão na primeira embarcação.
Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.
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