Vivo o Presente
É interessante refletir sobre como tudo aquilo que parte deste mundo continua vivo na memória daqueles que ficam. É como se carregássemos um cemitério dentro de nossas mentes, repleto de lembranças que podem ser difíceis de lidar. Essas recordações podem pesar como lápides, mas também podem ser fontes de conforto e inspiração, lembrando-nos da importância de cada vida que cruzou o nosso caminho. Aprender a conviver com esse "cemitério na cabeça" pode ser um desafio, mas também pode nos ensinar a valorizar ainda mais os momentos compartilhados e a encontrar significado na jornada da vida.
Gosto de dormir, de sonhar... é quando vivo realidades diferentes. Me ver com um telespectador em situações inusitadas. Isso me liberta com asas até acordar.
Amor e poesia.
Nas madrugadas frias, em meio ao deserto , como um morto vivo, vaguei. Vaguei por caminhos solitários, ladeado de vozes, de sorrisos , de sons, de sussurros vazios, buscando em meio ao alarido, um único som. O som que ardentemente a minh'alma almejava ouvir.
A sua voz.
Vaguei, e em meio aos muitos sons, procurei. Cansado de vagar, procurei descanso em meio a dor num vale de terra seca e sem cor. Abatido, ferido, com a alma dilacerada, ali descansei .
O sono, como uma nuvem, movido pelo vento, tomando seu espaço
se apoderou, e me entreguei ao cansaço.
Minh'alma envolta no cansaço, dor e frio, acordei e em meio ao esgotamento, ouço o som, que me vez vagar pela vida.
Sua voz.
Celia Alves
Insistentemente vivo
Como a brisa que passa,
E a chama que se apaga,
Sinto minha essência se esvaindo,
O tempo, cada vez mais curto,
Tudo que me resta é a vida.
Tentei nela,
Tentei resistir a ela,
Mas a vida, em mim, insiste.
Corre em meu peito,
Como um rio que não seca,
Mesmo quando a maré parece recuar.
Em cada suspiro, há um eco distante,
Uma promessa não dita,
De que, apesar do fim iminente,
A vida, teimosa e incessante,
Segue, como quem não quer partir.
Como se fosse imortal,
a morte não me alcança,
Mesmo olhando,
dia após dia, nos olhos dela.
Contemplo a beleza do fim,
sem nunca a encontrar.
Sou como aquele cuja alma clama por descanso,
Mas Deus, em Sua ironia divina, me nega essa paz,
E, em vez disso, vida, e mais vida.
Vivo agora sabendo que poderia ir,
Mas permaneço, sem medo, sem censura.
Respeito apenas aquilo que, de fato, me faz sorrir.
Tudo o que antes era sombra agora é como correr no escuro,
E a vida que outrora não desejava, transborda em mim.
Uma promessa que o tempo sussurra baixinho,
E assim, danço à beira do abismo,
Sem mais temer a queda,
Mas celebrando a leveza do voo.
Se a morte não me acolhe,
Que seja então a vida,
Com tudo o que ela tem a oferecer,
Até que eu me perca no riso,
E, por fim, o destino me abrace.
Ruisdael Maia
Marabá
Eu vivo sozinha; ninguém me procura!
Acaso feitura
Não sou de Tupá?
Se algum dentre os homens de mim não se esconde,
— Tu és, me responde,
— Tu és Marabá!
— Meus olhos são garços, são cor das safiras,
— Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar;
— Imitam as nuvens de um céu anilado,
— As cores imitam das vagas do mar!
Se algum dos guerreiros não foge a meus passos:
"Teus olhos são garços,
Responde anojado; "mas és Marabá:
"Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes,
"Uns olhos fulgentes,
"Bem pretos, retintos, não cor d'anajá!"
— É alvo meu rosto da alvura dos lírios,
— Da cor das areias batidas do mar;
— As aves mais brancas, as conchas mais puras
— Não têm mais alvura, não têm mais brilhar. —
Se ainda me escuta meus agros delírios:
"És alva de lírios",
Sorrindo responde; "mas és Marabá:
"Quero antes um rosto de jambo corado,
"Um rosto crestado
"Do sol do deserto, não flor de cajá."
— Meu colo de leve se encurva engraçado,
— Como hástea pendente do cáctus em flor;
— Mimosa, indolente, resvalo no prado,
— Como um soluçado suspiro de amor! —
"Eu amo a estatura flexível, ligeira,
"Qual duma palmeira,
Então me responde; "tu és Marabá:
"Quero antes o colo da ema orgulhosa,
"Que pisa vaidosa,
"Que as flóreas campinas governa, onde está."
— Meus loiros cabelos em ondas se anelam,
— O oiro mais puro não tem seu fulgor;
— As brisas nos bosques de os ver se enamoram,
— De os ver tão formosos como um beija-flor!
Mas eles respondem: "Teus longos cabelos,
"São loiros, são belos,
"Mas são anelados; tu és Marabá:
"Quero antes cabelos, bem lisos, corridos,
"Cabelos compridos,
"Não cor d'oiro fino, nem cor d'anajá."
E as doces palavras que eu tinha cá dentro
A quem nas direi?
O ramo d'acácia na fronte de um homem
Jamais cingirei:
Jamais um guerreiro da minha arazóia
Me desprenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá!
Meu amor queima como uma pequena chama reluzente: permeando a eternidade e afora, vivo e resistente.
Eu o seguro aqui, protegido e intocável. Afinal, não são muitas as quebras que um coração pode suportar.
Entre términos e renovações ele permanece como um farol em meio a escuridão, a pequena e singular luz entre as trevas.
Não o guardo a sete chaves, porém, ele é livre e independente. Agora eu busco ensiná-lo a ser mais prudente.
É hora de assumir a responsabilidade e cuidar daquele que sempre será meu companheiro e amigo mais próximo, a parte de mim que me faz única e resiliente: o meu coração apaixonado.
“Na incessante inquietação de perceber-me um passo além do que é estar unicamente vivo, há um prelúdio de temor que me faz razoar que estar vivo é como uma brisa que ao se extinguir, apenas se vai"
Vivo pacientemente, me preparando, à espera de Shazan!!! (conselho da minha mãe, morta). Enquanto não estamos preparados, nada acontece. Quando chega a hora certa, a Serendipidade do Destino faz Shazan! com a Vida, e ninguém tira o que nos é de direito.
Acima das nuvens, não pareço existir.
Entendo o karma, aceito Dharma. Vivo plenamente.
Eu trago comigo um novo
sentir, um novo pensar.
Ancoro e irradio a luz da verdade.
Sou mais um "sol de pernas" andando por aí!
Como um rio que nasce, percorrendo as profundezas da terra, encontrei as estrelas do céu.
Somos o nosso próprio universo!
Sonhos não é sobre dormir, é sobre estar vivo. Quem não sonha, mesmo sem ter sido sepultado, já morreu.
Diante do absurdo da existência,
vivo, luto, sobrevivo,
me desfaço, me refaço,
sorrio, celebro — me calo, respiro.
Escrever livros me transforma. Eles são como pessoas, eu vivo com eles.
Vivo em abundancia e feliz pois a luz divina se manifesta em mim.
E quando abrimos a porta para o divino, abrimos para a abundância e nos conscientizamos de que a abundância é algo natural da vida e que merecemos viver em abundância, ser felizes.
Quanto mais vivo, mais percebo que a Magia realmente existe e funciona. Embora às vezes eu tenha dificuldade em controlar minhas emoções, entendi que não preciso mais intervir diretamente nas vidas de outras pessoas, muito menos sabotá-las. A Magia, assim como todos os seres com os quais já tive contato, cuida perfeitamente desses incautos por si só.
Todos estão vivendo o hoje, enquanto eu ainda vivo no passado.
Esquecida fui.
Não faz mal.
Só vão lembrar de mim quando eu não estiver mais aqui.
Conversar com você é como respirar, me preenche e me faz sentir vivo. Adoro ouvir sua voz, suas ideias, suas histórias.
"Sobre a loirice de pele roseada, o fruto vivo das antilhas, faz a vida alegre, no seu vermelho"( José Adriano de Medeiros)
"Envelhecer por si só não é um privilégio é a consequência de se estar vivo. O verdadeiro privilégio está em envelhecer com saúde, independência, autonomia."
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