Vivo nos Planos de Deus

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Vivo tropeçando em antas.
E, por vezes, a anta sou eu.

Meu Amado (Im)Perfeito

14/10/2025

Vivo tranquila e ansiosa

à espera de te encontrar,

ó Meu Amado.

Será aquele?

Ou aquele lá?

E tu? Serás tu mesmo?

Mas e se tu não fores

o cara certo,

quem será?

De fato, há alguém que é certo?

Creio que não.

Então, como te encontrarei,

ó perfeição tão errada?

E tu, visão perfeita,

acaso não és aquela brasa

que mora em meu peito?

Chamam-te de verdadeira,

paciente e bondosa,

mas todos te conhecem por

amor.

E se a perfeição

és mesmo tu, Doce Amor,

por que Meu Homem,

obra do barro e sopro de Deus,

tem que ser perfeito?

Por que colocaste,

Mundo Cruel,




tamanho peso nestes

pequeninos imperfeitos?

Mas agora entendo:

Meu Amado não é

perfeito,

e nem sequer será.

Pois a certa

perfeição

não está

em ti,

nem em mim.

E sim, na força

que nos sustenta:

o Amor.

⁠Tudo o que é vivo deseja amar, e ser amado.

Enquanto vivo, aprendo!

Mato


Moro no mato,
vivo no mato,
trabalho no mato...
Minhas festas são no mato,
viajo para o mato,
vivo de mato em mato.
Se alguém me chamar para
passear no mato...
eu mato!

Viver é a única maneira de estar vivo...

"Vivo entre risos, aventuras e pensamentos que ninguém entende, mas todo mundo sente."

Num mundo de quem se droga, se alcooliza e se dopa eu vivo longe de tudo isso encarando a vida de frente e sabendo que existe um Deus que não desiste de mim.

Escravos Cardíacos das Estrelas


Vivo no nordeste de um sítio, tão pequeno, que norte e sul se confundem, vivo numa montanha tão baixa que em meio passo chego ao mar, o ar que respiro é puro mas dói, tem cheiro de fumo, tem cheiro de gente que se mói. Vivo numa pequena casa de dois andares, e é enorme quando estou sozinho, nós somos 1 e eu lá sozinho. Estudo numa escola de gente grande, mas sou pequeno e pergunto-me se haverá algum esquema para crescer só por fora. Melhor, nem estudo mas tenho aulas que nem assisto, que nem existo mas estou sempre lá. Tenho medos que não conheço, paixões que não mereço. Amo cigarros e bebida alcoólica, como católico ama o terço, e torço secretamente para que a vida se vá a cada instante. E apesar de tudo, amo viver. Dói cada músculo que ouço, cada som que sinto e eu vejo um brilho de paz, não é droga, sem substâncias, eu sou nós que não somos iguais.
Sinto-me em casa em qualquer sítio; e é sempre o desejo que me manda embora.Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.
⁠Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu, estou hoje dividido entre a lealdade que devo àcalçada do outro lado da rua, como coisa real por fora,à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo,como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,desci dela, pela janela das traseiras da casa, fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá, encontrei só ervas e árvores, e quando havia gente, era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade, estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, e não tivesse mais irmandade com as coisas, talvez uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua, a fileira de carruagens de um comboio, ou uma partida apitada de dentro da minha cabeça. No mais,uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
O mundo é para quem nasce para o conquistar, não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo. Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas, sou e talvez serei sempre, o da mata, ainda que não more nela,
Serei sempre o que não nasceu para isso. Serei sempre só o que tinha qualidades, serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta.
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,eouviu a voz de Deus num poço tapado.

Crer em mim? Não, nem em nada.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Aquilo que um dia te reduziu ao chão, hoje te ergue como um testemunho vivo do poder da superação.

O valor que crio é tangível e mensurável, não vivo de narrativas, vivo de entregas, quem busca resultado encontra meu sinal.

Recomeçar não é fácil, mas é o que me mantém vivo.

Já vivi de esperas, hoje vivo de fé.

Eu vivo. Isso é o bastante para um poeta cujo ofício é transformar a dor em beleza.

Tenho pavor da apatia. Prefiro a dor que me lembra que estou vivo ao gelo que me protege de sentir qualquer coisa.

​Os espíritos imundos não param de sussurrar no meu ouvido, vivo em um cemitério de lápides vazias, quebradas, com nomes escritos que não consigo decifrar. Os fantasmas que me atormentam não têm rostos, não falam comigo, apenas me observam na escuridão em que me enterro.

Há uma diferença entre estar vivo e estar consciente da vida, e eu já não consigo mais separar os dois, porque cada instante carrega uma análise implícita, e, nesse excesso de lucidez, a simplicidade se tornou inacessível.

Existe uma parte de mim que nunca será leve e foi ela que me manteve vivo.

Eu ando solitário, vivo a vagar
A um caminho que trilho há muito tempo que chamo jornada
Acredito que me leve a algum lugar
Se a vida é finita, sei que um dia esta se acaba
E guando não houver mais vida, cessará o caminho não haverá mais solidão será o fim da jornada.