Viver em Sociedade
Recebi mais uma mensagem de um jornalista português. Volta e meia os jornalistas portugueses me procuram para eu contar as historias da sociedade portuguesa dos anos 80 e 90. Fico feliz de poder falar dos meus registros e contributo para a historia, que estão nos aquivos da biblioteca nacional e na imprensa não diária, que serão lembrado e estudado, pelas gerações futuras... Foram os melhores anos da minha vida, lembro-me tão bem da transformação da sociedade e da economia, de um país que quando lá cheguei nos anos 80,estava 70 anos a trás do Brasil, e, hoje, está 250 anos à frente do Brasil.
Quem administra positivamente suas emoções, comportamentos e atitudes, tem melhor percepção de pertencimento aos grupos sociais e familiares.
Meu esforço e compromisso de me livrar das fofocas, de maledicências e de proferir palavras em vão, me exaltam como ser sociável e me dignificam perante a empatia.
Exibicionismo em situações inapropriadas, obviamente, amplia as possibilidades de perdas e arrependimentos.
Às vezes é necessário buscarmos em meio ao silêncio absoluto da vida a razão pela qual continuamos vivendo mesmo quando a queda parece ser tão dolorosa. O silêncio é necessário para nossa sanidade mental, porque se precisássemos falar tudo que pensamos seriamos tachados como loucos, pois em uma sociedade vendada pelos princípios que lhe convém, tanto faz de onde saiu o louco que se "autointitulou" dono do hospício.
Liberdade e Justiça Social são tão fortemente inconciliáveis quanto a luz e a escuridão. Para uma existir, a outra precisa ser dissolvida.
Capacidades e aptidões são DESENVOLVIDAS e é impossível tê-las alinhadas e daí conseguir iguais resultados numa sociedade.
As sociedades humanas sempre evoluíram, sempre mudaram e constantemente estão em processo de evolução, assim como se faz necessitar o homem social. Porém, sempre foi e ainda é rotina o empenho de grupos na permanência e crescimento da desigualdade entre os homens sociais. Desigualdade essa sempre combatida por outros grupos que vêem e vivem no meio da maioria destes sociais. Feliz pela perseverança e esperança do grupo que luta pela igualdade dos homens sociais que todos socialmente somos, até mesmo aqueles que lutam contra essa igualdade.
No dia em que o trabalho não for mais atividade necessária para se obter bens, mas ação necessária apenas para justificar o agradecimento pelos bens já adquiridos, estes em igual equidade à todos, terei certeza a saúde deste povo como sociedade foi alcançada. Até lá, o trabalho sempre dará sentido à separação dos povos entre ricos e pobres.
Uma coisa que não muda fácil é a cultura: essa é construída pelo coletivo, construído individualmente pelos desejos e realizações pessoais de cada ser. Assim sendo, todos somos culpados e responsáveis pela sociedade a qual estamos inseridos, ou pelo menos, na qual ela se torna.
Há um montão de adultos confusos no significado de seu fazer, confundindo aqueles que ainda estão a aprender fazeres, criando uma sociedade cada vez mais doente nas relações gerais e interpessoais. Nós adultos ainda temos muito o que aprender para saber como realmente devemos ser, para assim sermos os mestres e não os aprendizes.
Nada grande ou extremamente grande assim é desde o seu princípio, e nada assim se torna senão com o ajuntado de pequenas coisas. Assim são as grandes ideias, as invenções e as descobertas. Também são os animais, as florestas, o universo. Assim é uma sociedade, um país, o mundo. Se nem família conseguimos ser sozinhos, nem sociedade ou tão pouco um grupo, de nada vale acreditar que sozinho se pode tudo. Junte, se ajunte, cresça com os outros e com tudo o mais, só assim serás grande.
Não desperdice o bom entendimento
Não é porque quer assim um fulano
Nem pela ordem ou o procedimento
É pela sociedade que te exige humano
Quem não quer são palavras ao vento
Para analisar o caráter de um homem não precisamos de palavras, basta observarmos as suas atitudes no meio social em que vive.
Eis uma falha humana dantesca: a falta de amor ao próximo. Muitos, do pedestal da arrogância, e da suposta autossuficiência, encaram os seus semelhantes com olhares de desdém. Mas nesse mundo não há super-humanos. Os nossos princípios, no nascituro, e os nossos fins, na morte, são idênticos. Para quê, nesse intervalo de vida, subestimar, ignorar e diminuir as pessoas? A Bíblia nos diz que devemos amar o próximo como a nós mesmos. Que exercitemos o sentimento da empatia, pois ele transforma positivamente o convívio em sociedade.
A crise ética, que perpassa da base da pirâmide social ao seu topo, é a mais preocupante e danosa de todas as crises.
