Viver em Sociedade
#DEUS #NU
Vaidade das vaidades...
Viver de aplausos...
Quem diria...
Que em sua louca fantasia...
Teria mais loucos a querer um dia...
Ergo a taça vazia...
Saúdo a sua insanidade...
A tumba que lhe espera...
Abrirá a boca faminta...
Ofício das horas ardentes...
Até a fatídica hora chegada...
Embriaga-se em falso orgulho...
Enquanto a multidão feroz arrota falsas alegrias...
Sob a lua escondida...
Sobre as pedras em noites frias...
De que lhe vale a contenda?
Um vulto na mortalha vazia...
De que lhe vale banhar-se no ódio...
Soberbo e cego tocando a ferida...
Em horas mortas de nostalgia...
Proferes uma tormenta de palavras...
Na espessa noite que lhe abraças...
No íntimo sabes que não dizes és nada...
Amado...
Invejado...
Não compreendo mas sei que és...
Tolos que se enganam...
Sabes bem e bem no fundo...
Que és um deus desnudo...
Mas não o culpo...
Assim é o mundo.
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#REENCONTRO
Do ser que tenho a viver...
Sou nesta vida um qualquer...
À ronda dos segredos ninguém conhece no fundo quem realmente eu sou...
O vento às vezes é brusco...
Leva para longe quem queremos perto...
Sem perdão e sem disfarce...
Sem deixar uma pegada...
Mas também traz...
Tirando nosso desassossego...
Que hei-de fazer senão com o retorno sonhar ?...
Esta saudade que não tinha fim...
Tenho o desejo doido de te contar...
Tenho medo...
Com o vento no arvoredo...
Das sombras...
Teimosas ao meu lado...
Do silêncio tão pesado...
Malícia do destino...
Ignorar o que vivemos...
Por dentro pressentindo...
Peço...
Volte...
Já não é tão cedo...
Pergunto por onde anda a minha vida...
Já não sei mais a diferença...
Sem você..
Tudo é ausência...
O medo conta os vinténs...
Fazendo-me seu refém...
Busco a luz e a encontro...
É você...
E ninguém mais...
Sandro Paschoal Nogueira
É a minha lei viver de amor...
Morrer não quero...
Desfalecer...
Sufocar de prazer...
Até na dor...
Sim...
Amar também dói...
Aperta o coração...
Nos tira o chão...
Faz a gente contar as horas ...
De agonia ...
Não ver o tempo passar...
Também nos tira a sabedoria...
Mas amar é bom...
No encontro das mãos...
Na troca e entender de olhares...
Saudades que não tem fim...
Pensar sempre na pessoa amada...
Em qualquer tempo...
Em todos os lugares...
Não há tempo consumido...
Nem tempo a economizar...
Além do amor, não há nada...
Apenas amar...
Um querer diferente...
Que envolve e doma a gente...
Harmonia suave...
Mas também insensatez deslumbrada...
Buscar sem saber o que busca...
Sem perdão e sem disfarce...
É lume que arde...
Na alma e no peito...
Deixando a gente sem jeito...
Igual a criança tola...
Que acredita no que, às vezes, não vê...
É viver entre a paz e a guerra...
Derrubando as distâncias...
Fazendo manhas...
Fatigado é procurar abrigo...
No seio ondes moras...
Enquanto a vida acontecendo lá fora...
E o antigo vazio...
Sendo preenchido...
Que hei-de fazer senão sonhar...
Não quero morrer de amor...
Quero viver...
Vivendo para te amar...
Sandro Paschoal Nogueira
Ser forte, sem ser...
Condescedente por falta de opção...
Vivendo, aprendendo a viver...
Sem querer ficar...
Mas fugir com o vento...
A noite que a tudo acata...
No dia acaba o perdão...
Fechando os olhos...
Como fera que estuda...
Na queda do súbito, o espanto...
Desnudar a carne para gerar a razão...
Porque se obriga a esconder o sentimento...
Fugindo da decepção...
Hora se tem um...
Hora se perde ao outro...
Nada existir...
Ser igual aos mortos...
Aspirar a voz...
Resfriar o suor...
Saber qual o momento...
Ser a criança que és...
Somente quando parar o tempo...
Segurar a vida por desespero...
Sabendo que nem tudo é tão perfeito...
A segura confiança trançando planos...
Vida estranha...
Vida dura...
Por mais que a gente se articula...
Despenca do barranco...
É uma rotina sem cura...
Vaivém de luzes...
Fatos, momentos...
Organizam a marcha em nossa estrada...
E assim vamos seguindo...
Criando sonhos...
Querer voar...
Sem ter asas...
Páginas em branco...
A serem escritas...
Sorrisos, choros...
Beijos e feridas...
Tudo junto...
Tudo misturado...
E tudo requer cuidado...
No fundo às vezes nem entendemos o porquê...
Mas vamos aprendendo...
Entre sermos felizes e a sofrer...
Infindável luta...
Recomeçar... após perder...
Sandro Paschoal Nogueira
Perfumes de pecado...
Oras eu os sei...
Minha prisão de viver...
Inúteis as noites da minha rua…
Sem antes conhecer você ...
Rituais que previ...
Pleno de desejo e de ciúme...
Abismo do seu ser.
Sou saudade do longe donde vim...
Sou esperança por estar junto a ti...
No caminho da vida...
Fui outro, e, outro sendo...
Outro serei...
Tenho fantasmas não tão educados...
Que não sei eu...
Se são casados com o diabo...
Perguntaste-me outro dia
Enquanto olhava-me admirado...
Se a vida me comprazia...
Se eu desejava mudar meu fado...
Menti naquela hora...
E disse que não sabia...
Que te importa afinal...
O bem que me acalenta...
Ou que me fustiga o mal ?
De olhos vagos e perdidos...
Nos olhamos sem nos ver...
Quase tudo passa...
E tão pouco fica...
Dê-me alívio às minhas feridas...
De que são feitos os dias...
Pequenos desejos...
Ou mágoas sombrias?
O bem que nunca fora...
É o mal que se avizinha...
Mas enfim no que me é guardado...
São meus sonhos conturbados...
Alguns se perderam...
Outros na sarjeta foram jogados...
Anda, vem...
Nem todo prazer é pecado...
Da vida não tenho muitos jeitos...
Só saudades e embaraços...
Junto ao teu peito...
Me perco e me esqueço...
Olhando todos os céus...
Choram em mim os seus presságios...
O maior sonho que acalento...
É por ti ser amado...
Tudo que sou, sou prelúdio...
O resto foi o que eu não quis...
Como se o tempo fosse um sentimento...
Entre os teus braços enlaçar-me mais...
Sandro Paschoal Nogueira
Há de viver, pastoreando...
Com coração jovem, ousado e arejado...
À coroa de espinhos dos sentidos...
Onde o luar o banha...
Suavemente ofendido...
No silêncio sob os lábios frios...
Ninguém está a escutar...
O sacro se mistura ao profanos...
O tato que devora, sem dó nem piedade...
No dispersar dos anos...
Perde a consciência...
Sem hora, nem idade...
Na madrugada que ronda...
Sem rumo, sem afronta...
Fatigado de estar, sem força, nem fumo...
Sob tudo que fez, sem glória nem fama,
Do medo que perdeu, sem dor nem chama...
Quando a noite vem...
Com sombras profundas...
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo, clama...
Eu a si pergunta:
-Valeu?
O silêncio responde...
E o eco da voz, sem resposta...
Se desfaz ao vento...
Que o abraça...
Em meio à escuridão...
Sem luz, nem guia...
Busca respostas...
Mas só encontra sombras frias...
Só o eco dos seus passos...
Sem destino, nem meta...
E o vazio que o consome...
Sem paz...
Sem ser clemente...
Para ele, de frente, sorri...
Na solidão da alma...
Onde sombras dançam...
Procura a luz...
Procura colo...
Mas só encontra trevas que o cercam...
E ainda assim, continua buscando...
Um sentido...
Uma razão para viver...
Para sonhar...
Para ofuscar o seu sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
O que mais precisamos...
É o que temos de graça...
Amanhecer dourado...
Bom dia para viver...
Orvalho subindo ...
Para o céu azul...
Pássaros em trinados...
Doce melodia a ouvir...
Aquela flor tão esperada...
Se abrir...
Se a tarde for nublada...
Vai faltar...
Noite prateada pelo luar...
Tranquilidade na vida...
Esperança a sorrir...
Viver mais simples que puder...
Só bem observar...
Toda essa teia...
Onde tudo está ligado...
Correr atrás do tempo é tolice...
Nunca vamos alcançar...
O que não existe...
Tempo é uma palavra ...
Que é muito usada...
Para definir um momento a sentir...
O seu não é o meu...
O meu não é o seu...
Contar anos...
Contar horas...
Para que afinal ?
Vai recuperar as que se foram?
Vai adiantar as que vão chegar?
Eternidade?
Deixa para lá...
Prefiro andar lentamente...
Sentar em um banquinho quando der vontade...
O café da rodoviária tão quentinho...
As andorinhas procurando seus ninhos...
Ah..
Como é bom viver...
Como é bom tudo sentir...
Escutar , no fim dessa tarde, conversas fiadas lá longe de pessoas a sorrir...
Noite que anuncia...
Sem lua...
Mas sei que está lá...
Ver minha novela...
Dormir...
Amanhã novo dia...
Se Deus permitir...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
Viver
Quem nunca quis morrer
Não sabe o que é viver
Não sabe que viver é abrir uma janela
E pássaros pássaros sairão por ela
E hipocampos fosforescentes
Medusas translúcidas
Radiadas
Estrelas-do-mar… Ah,
Viver é sair de repente
Do fundo do mar
E voar…
e voar…
cada vez para mais alto
Como depois de se morrer!
Não dá pra se viver numa ilha deserta. As ilhas precisam de pessoas que as conectem pra que sejam habitáveis.
"Nada na vida se baseia no depois..estamos prontos pra viver o agora,o ontem ja se foi e o amanha pode nao surgir"...
Quando estamos bem, sem problemas, deixamos de viver por, pudores, tabus, línguas, mentalidades, religião. Enfim, em qualquer situação deixamos sempre de viver como gostaríamos para viver o pensar alheio.
E quando temos, não seria pelo problema que se apresenta no momento, seria em todo tempo a vigilância do não viver por isso ou aquilo.
A situação do momento passa a ser a desculpa que faltava para justificar sua estagnação.
E se tratando de saúde ou ausência dela, precisamos estar atentos para o controle e estabilidade, caso contrário, desfrutem...
Quando estamos apaixonados por nós, nos permitimos viver e fazer algo que gostamos e a muito queremos, sem correr o risco de nos ferir. Passamos a cuidar do nosso coração, descobrindo nossas necessidades, nossas limitações e o prazer de viver um grande amor.
Se apaixone por você!
Apaixone se por você !
Viver para agradar e conquistar seus objetivos, seus anseios e não para agradar os outros.
Cada pessoa que tentamos agradar, uma parte de nós ficará esquecida.
