Viver em Sociedade
O povo só acorda quando é atacado diretamente. Infelizmente as instituições de ensino os adaptam para entender apenas o explícito, incapacitando-os da capacidade fundamental do humano, o raciocínio.
Que diferença faz para você e para a sua vida pessoal se o seu vizinho dorme com outro homem, se a sua vizinha é apaixonada pela secretária de escritório? Se faz diferença, procura um psiquiatra, você não está legal.
Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro.
O que as pessoas querem é encorajamento. Em vez de censurar constantemente os defeitos de alguém, fale das suas virtudes.
Você acha que, se não colocarmos uma foto de nós mesmos na internet, não existimos? Pare de olhar a vida através de uma câmera e aproveite-a com seus olhos.
Ser um adulto é apenas uma ilusão. Afinal de contas, não tenho certeza se algum de nós realmente cresce.
Ninguém mais quer ser quem é. Internet, redes sociais, shows de talento para idiotas, todos querem ser outra pessoa. Ninguém é feliz apenas se olhando no espelho, olhando para si mesmo. Isso significa que você também não precisa se responsabilizar.
Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucas neste mundo maluco que compartilhamos.
A verdade é que a maioria das pessoas não muda de ideia. Elas simplesmente morrem. Então, se elas não morrerem, ficaremos presos às velhas ideias e a sociedade não avançará.
Marielle permanece viva e como um farol de esperança pelo mundo afora para as pessoas que acreditam profundamente na possibilidade da transformação racial no Brasil, nas Américas e por todo planeta. Ela não acreditava que o racismo estava destinado a ser uma característica permanente da sociedade, mesmo com o legado de 500 anos, ainda assim poderia ser abolido.
Eu não sei se você já notou isso, mas as primeiras impressões muitas vezes estão completamente erradas.
A representatividade é importante, porque não basta ser mulher e mulher negra, mas tem que estar comprometida com as questões, e eu estou. Comprometida com as pautas feministas, com a questão racial, com a agenda dos direitos humanos no Brasil.
