Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
Viver a vida é viajar numa desconhecida estrada, e seguimos sem saber quando haveremos de cessar essa jornada.
Viver é viajar e ver pelas janelas do ser as maravilhas da existência. Sentir a brisa das emoções, as quais fazem saltar os olhos em alegria e também as que os transformam em mananciais de águas salobras.
Importante na vida, o que é? Viver em paz e seguir com fé? Ter a ilusão de uma busca a viver com perfeição? Ou viver simplesmente, cada instante intensamente?
Para subir necessário é descer. Para viver, importa morrer e para ser fiel, urge desapontar a muitos.
Ninguém subirá com Cristo sem primeiro descer e aos seus pés se prostrar.
Também não terá a prometida vida eterna, sem antes morrer para este mundo, e também, para alcançar fidelidade, precisamos desapontar a tantos quanto se importam em ganhar através da desonestidade.
Porque aquele que nos fez promessa eternal disse: Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.
Chega o tempo em que apresentamos o enfado natural do viver. Uns de forma precoce, outros tardiamente. Sorte a nossa não termos longevidade além das centenas de anos nesta terra cheia de males e enganos.
Ame a vida.
Ame as vidas.
Viva a vida.
Viva pelas vidas.
A nossa missão é viver, possamos nós então aproveitar cada partícula temporal, sempre da melhor forma possível, de tal maneira que consigamos reclinar nossas cabeças sobre o travesseiro leves, livres e soltos, de tal modo que no amanhã sejamos melhor criatura do que havíamos sidos ontem.
É interessante o mistério de nosso viver. Chegamos a este mundo sem saber de onde vimos, sem pedir para nascer, e sem conhecermos o instante que haveremos de partir. E para o desconhecido de nossa compreensão, de como sucederá nossa viajem para uma outra dimensão.
A humanidade deixa de viver e passa a vegetar, quando se mostra indiferente com quem se pode ajudar.
Que é a vida sem amor?
É um alimento sem sabor
Um ambiente incolor
Uma vida sem viver
É a ausência do prazer.
É tudo de ruim
Resumidamente, é o fim.
Tantas palavras queria eu dizer, esvaziar meu coração. Tantos sonhos queria eu viver, me libertar da ilusão.
Viver, ver e aprender.
Com os erros banais, ou ainda fatais, entretanto, melhor aprender com o erro dos demais.
A vida é bela, todos poderiam viver sua beleza, mas a ganância de poucos é a desgraça de muitas vidas.
Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.
É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.
Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.
