Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
Escolhas
Porque escolhemos o que somos e não necessariamente o que desejaríamos ser, felizes ou não, insatisfeitos ou resignados, inquietos, buscando incessantemente explicações para o que nos cerca, ou na condição de viver intensamente o hoje, aqui e agora, pouco importando o que e porque fazemos?
Nada em nossas vidas é por acaso, temos muito a aprender diariamente com o que pensamos saber, com nossos familiares, com companheiros de trabalho ou completos desconhecidos.
Ao admitirmos, a cada novo saber sobre nós mesmos, que não sabemos quase nada, ampliamos nossas possibilidades de melhor entender o que nos cerca.
Herdamos de nossos pais, além do conteúdo genético, alguns modelos de comportamento que, na maioria das vezes, inconscientemente, teimamos em repetir, especialmente quando sabemos que não deu certo para eles e nós, protagonistas ou espectadores, ainda pouco dimensionávamos do que estava em curso.
Conhecer mais sobre nossos pais e antepassados é uma rica oportunidade de crescimento e aprendizado, valorizando-os, entendendo suas limitações à época em que viveram, quando nos propiciaram ou não as supostas e desejáveis "boas condições" de vida, dentre elas, educação, moradia, interesse ou indiferença pelo que passávamos e até os excessos no rigor quando no trato, às vezes com palmadas e sermões.
Quantos de nós nutrimos pelos pais um misto de amor e ódio por questões mal resolvidas ou não compreendidas?
Reverenciar, detestar ou sermos indiferentes aos nossos antepassados, seja em sua sabedoria e experiência, seja em sua quase ignorância, pode se tornar menos doloroso se, e só se, com outro olhar.
Importante ao admitir seus erros e acertos, permitir-lhes o benefício da dúvida, porque agiram daquela maneira?
O que os levou a serem infelizes, com ou sem sucesso na vida material, e porque eram tão distantes e indiferentes?
A cada geração podemos aprender com o passado, num contínuo processo de mais conhecer, nos propiciando romper com círculos viciosos de ações que por vezes levam ao sofrimento e à dor, para um círculo virtuoso de atentar para o ontem, entendê-lo, desconstruí-lo e construir para nossas vidas, familiares e amigos uma nova história.
Se optarmos por uma condição de vítimas, condenadas à infelicidade, não nos permitiremos experimentar outras escolhas que podem mudar para melhor nossas vidas.
Passado, presente e futuro, somos uma soma de fragmentos, resultados de nossas opções ao longo desse e de outros tempos.
Construir a nossa biografia é, pois, uma sequência de opções a exigir algum sacrifício e perseverança, com acertos e erros, afinal somos seres falíveis, mas com o tempo necessário para mudar, um pouquinho a cada dia, a cada mês e ano, até a nossa finitude de apenas mais uma vida e uma nova oportunidade que Deus nos concede.
O tempo está passando e eu não tenho muito tempo. Vejo as pessoas trabalhando em empresas dos sonhos, tendo carros, se casando e tendo filhos, eu simplesmente não consigo me encaixar nesse perfil de gente desinteressante. Não consigo viver sob essa ideia de ter um destino pré-determinado, de ter que fazer o que a sociedade em si espera. Preciso ter a coragem de pegar meus sonhos engavetados e torná-los reais, tenho a necessidade de fugir de tudo que é padronizado pelos fiscais de "SUA VIDA TEM QUE SER ASSIM E ASSADO E É ASSIM E PRONTO". Tenho a obrigação comigo mesmo de sempre manter essa enorme interrogação na minha vida, essa roda de novas experiencias. Até porque toda vida é pouca diante dessa grande loucura que é VIVER.
Sempre gostei de escrever, há que não suporta tal mania. Jeito. Dom. Talvez eu pense demais e necessite contar, contar a mim mesma. Refletir. Escrever. Organizar. Finalizar. Guardar.
Parece complicado, mas é assim que eu descomplico.
Melhor que publicar, é poder voltar aos meus pensamentos, reviver, e por que não editar, inovar, mudar? Reescrever. Viver.
Não quero viver a expectativa do impossível
Nem estagnar-me ao conceito de sorte,
Quero trilhar naquilo que é difícil
Onde a competição é para os fortes.
A vontade de abandonar todas as coisas é a forma mais explícita daquilo que não temos coragem de viver e assumir diante de todos.
Não quero perder mais tempo
com gente que não acrescenta.
Estou no tempo de viver a paz
e buscar a essência do espirito.
Não quero ter mais disposição
a quem é feito de explosões
que só causam dor!
Tudo o que quero é brisa suave
em meu caminho.
Por mais que me mostrem
a indiferença
eu quero mostrar
a diferença do que é ser amor!
7/9/15
EU NÃO QUERO MAIS SER EU
É isso. Eu não quero mais ser eu. Cansei de viver na minha pele. Cansei de me sentir presa a esta minha vida.
Não que minha vida seja ruim. Ruim é vivê-la sendo eu. Difícil não é viver, sou eu vivendo. O problema não é de verbo, é de sujeito mesmo.
Conviver comigo mesmo é complicadíssimo. Aguentar todas as minhas idiossincrasias é dolorido. Suportar este turbilhão de sentimentos e emoções dentro de mim é sofrível. Ter sempre a minha companhia é cansativo!
Ninguém merece uma pessoa que quer carregar todo mundo no colo, que quer cuidar das dores de todos. Que absorve a tristeza do outro e se sente responsável por transformá-la em alegria.
'Oh, que boa alma!', você diz. Não! Oh, que alma pesada! Porque chega uma hora que ela não vai aguentar mais ninguém no colo, nem suportar todas as dores que escolheu cuidar, muito menos conseguirá transformar as tristezas em alegria. Então ela não sobreviverá mais, pois necessita sentir sua missão cumprida para dormir em paz.
Ter uma pessoa assim ao lado é bom por um tempo, por alguns momentos, mas por todo tempo, sufoca. Ninguém aguenta uma companhia assim.
Eu não estou aguentando mais a companhia de mim mesmo.
Eu não quero mais ser eu.
Mas também não sei quem quero ser.
Talvez uma pessoa qualquer, alguém que simplesmente é.
Sempre fiel aos meus sentimentos,
não permitirei que me roubem
a intensidade do meu SER e VIVER.
A intuição me define e
nela meu coração
deposito.
Enquanto viver,
manterei a Esperança...
e sempre, a Gratidão
por quem, sempre,
a amar e respeitar
me ensinou.
8/9/15
Viver é calar o ego e fazer dele escravo D'Alma. Muitos creem viver, mas não se dão conta nem mesmo da existência. Por isso o ego grita e assume o controle.
A vida é como um sorvete, se não a aproveitamos ela derrete e escorre pelas nossas mãos sem que a tenhamos saboreado.
Se você insistir em viver a vida que os outros querem que você viva, não vai ser feliz nunca. Não é agradando os outros, que você conseguirá se realizar na vida.
Só podemos ser felizes quando nos respeitamos, quando nos conhecemos profundamente e agimos realizando as coisas do nosso jeito.
É preciso virar a mesa, não tentar agradar à ninguém, seguir o próprio caminho. Somos seres únicos e devemos respeitar a nossa própria natureza.
Na vida sempre aparecerão pessoas querendo que você siga os roteiros que elas mesmas seguem, mas o que não serve pra você descarte, não tenha medo de desagradar. Não é preciso ser duro, agressivo, apenas fique firme e confie no que diz seu coração.
Claro que não vamos deixar de ouvir conselhos, orientações de pessoas que nos querem bem, mas é preciso enxergar quem quer nos orientar, de quem quer nos manipular.
É preciso seguir o bom senso e aprender a dizer "não" quando for preciso.
Pise, não vague; sonhe, não seja tão mecanicista; ouse, não seja tão prático. Seja louco por um minuto e verás que foi a atitude menos insana de toda sua vida.
