Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
Apagar o número não apaga o sentimento. Mas corta o acesso automático ao impulso. É a diferença entre sentir dor e se ferir de novo por reflexo.
Hoje, isso é maturidade emocional em modo sobrevivência.
Você não está desistindo de alguém.
Está parando de sangrar pela mesma ferida.
Não era compra
Eu não sei que gesto virou crime
nem em que ponto ajudar ganhou preço.
Só sei que estendi a mão
e alguém chamou isso de troca.
Não era ouro.
Não era dívida.
Não era laço invisível puxando retorno.
Era cuidado cru,
do tipo que nasce quando a gente ama
e vê o outro afundando
sem saber nadar por ele.
Não se compra afeto.
Não se negocia carinho.
Amor não aceita recibo
nem vem com prazo de validade.
Se dei, foi porque tinha.
Se ajudei, foi porque doía ver faltar.
Quem confunde presença com posse
nunca soube o peso de ficar.
Eu não quis ter.
Eu quis amparar.
E se isso virou suspeita,
que fique claro:
Pior que ser mal-entendida
é desistir de ser quem se é.
O barulho
Não é som.
É excesso.
É gente falando por cima,
história torta batendo na cabeça,
telefone vibrando como ameaça,
nomes que não pedem licença.
O barulho não grita.
Ele insiste.
Mói por dentro até o silêncio parecer suspeito.
Tem barulho de culpa que não é sua.
Barulho de versão que você não contou.
Barulho de afeto mal interpretado
virando arma na boca errada.
Por isso o corpo quer fugir.
Não do lugar.
Do ruído.
Porque quando tudo cala,
o gelo começa a derreter
e sobra só o que é seu de verdade.
Sem eco.
Sem defesa.
Sem precisar explicar nada.
O barulho não te define.
Ele só revela
o quanto você precisa de paz
pra voltar a ouvir a si mesma.
Boletos
O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.
Cometa
Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Sem Colete
Quando eu parei de me proteger,
vieram com mira certeira.
Não foi o erro que doeu.
Foi acreditar
que comigo
seria diferente.
O tiro nunca vem
quando você tá armado.
Ele vem
quando você acredita
que finalmente pode descansar.
O que liberta
não é esquecer quem feriu,
mas parar de insistir
em carregar alguém
que nunca teve medo
de ver você afundar.
Tem gente que não merece nem o teu olhar,
mas vive implorando migalhas da tua atenção
como quem bate na porta de um castelo
trazendo lama nos pés e ego nas mãos.
Nem toda presença merece acesso.
Tem gente que entra na tua vida
só pra testar o quanto consegue destruir
antes de chamar isso de amor.
Teu silêncio já é luxo demais pra certas almas.
E teu desprezo?
Quase uma obra de caridade.
Porque tem gente que não merece nem o teu olhar…
imagina o teu coração.
Autor: Lucci Santz
Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.
O DESPERTA DO SER
A espiritualidade não habita no que reluz,
mas no silêncio que a sombra produz.
É no escuro do peito, longe do vitral,
que pulsa a verdade, crua e visceral.
Não és o que vêm, nem o que dizes ser.
És o espaço imenso entre o querer e o fazer.
Quebre o vidro. Deixe a poeira entrar.
A essência só respira quando para de encenar.
O propósito não é ser o melhor espelho do mundo,
mas mergulhar no próprio abismo, calmo e profundo.
Só quem desiste de ser vitrine para os outros,
consegue, enfim, ser templo para si mesmo.
As veezes tento te esquecer,Mas se tento estou lembrando esquecer nâo é possivel,e assim estou tentando
Anjo, não quero diminuir teu céu
Para que caibas em minhas mãos.
Só temo que, de tanto contemplar teu voo,
Eu me esqueça de que também tenho asas para voar.
Dentro do meu mundo, sonhos não têm
Tamanho, são apenas sonhos.
Uns realizados, outros ainda sonhados.Contorno os medos para enfrentar a realidade.
Liberdade é tudo de melhor!
Não existe unanimidade em nada.
Temos costumes, conhecimentos, percepções, vivências e histórias diferentes.
Não precisamos concordar em tudo para sermos amigos. Basta cultivar uma palavra: RESPEITO.
Se gosto, concordo, apoio, ratifico, assino...
Se a ideia não me representa, amizade que segue!
Sem traumas.
Vivo a liberdade, não a libertinagem.
Vamos que vamos!
Vida que segue!
“Não basta indagar se a Constituição admite a alteração do sistema de governo. É indispensável investigar se o procedimento escolhido para realizá-la respeita a soberania popular, observa os limites do poder de reforma e preserva os fundamentos democráticos da própria ordem constitucional.”
Não importa como você passa a rotina diária,
o importante é ao anoitecer encontrar um travesseiro para colocar a cabeça e dormir um sono tranquilo sem incomodação da consciência, dessa forma o corpo agradece!
