Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
Defender a liberdade de expressão não exige concordar com a palavra alheia; exige reconhecer que uma sociedade livre não pode transformar a discordância em crime por mera inconveniência.
Uma sociedade civilizada não se mede apenas pela quantidade de leis que produz, mas pela capacidade de organizar a vida humana com menos medo, menos arbitrariedade e mais liberdade.
O Iluminismo não foi necessariamente o movimento que produziu as ideias mais complexas da história, mas foi um dos que mais sistematicamente transformaram a razão crítica em projeto de reorganização da vida humana.
A razão não é a ausência de limites; é a consciência capaz de reconhecer os limites que a própria razão possui.
A neutralidade do Estado não exige neutralidade da consciência; exige apenas que nenhuma consciência seja convertida em medida obrigatória das demais.
A verdade não se torna mais verdadeira porque possui maioria, tradição ou autoridade; torna-se intelectualmente mais resistente quando suporta a crítica.
O homem é produto de circunstâncias que não escolheu, mas sua liberdade começa precisamente na possibilidade de interrogá-las.
A inteligência de uma sociedade pode ser medida não apenas pelas respostas que produz, mas pelas perguntas que permite formular.
O progresso humano não consiste em eliminar as contradições, mas em desenvolver instituições capazes de conviver racionalmente com elas.
O passado não determina absolutamente o presente; mas o presente raramente compreende a si mesmo sem decifrar aquilo que herdou.
O pensamento verdadeiramente livre não precisa destruir a tradição; precisa apenas impedir que a tradição se torne substituta da consciência.
A liberdade de expressão não protege apenas ideias populares; protege precisamente aquelas que incomodam o poder.
