Viva bem Faca o bem Ensine Alguem
"Direita, esquerda; apolíneo e dionisíaco; bem e mal; matéria e alma: as duas asas do mesmo abutre. Somente o Espírito pode voar livre sem asas!"
Nós vamos ficar bem
Pai
Você não precisa se preocupar
Mais conosco
Todas as noites nós também
Vamos para a cama cedo toda noite
Pai, estamos seguindo seu
Horário de dormir
Que você havia feito para nós
E precisamos te dizer
Que está funcionando bem
Para nós
Antes de você ter mudado
Nosso
Horário de sono
Da perfeição
Ah! a perfeição!
Sonho almejado... mas bem pouco alcançado.
“Não espere, então, pela perfeição. Vá e faça”. Não se esconda atrás da perfeição... não use como desculpa o seguinte: ‘se eu fizer agora, não sairá perfeito’... não importa não sair perfeito... importa que você comece a fazer o que tem de ser feito.
Já ouviu por aí a seguinte frase?: "não tem que ser excelente para começar, mas tem que começar para ser excelente"... pois é... você começa. Daí parece que falta uma peça... você vai atrás dessa peça. Daí parece que ficou meio torto... você vai lá e faz os ajustes necessários pra desentortar... e começar a endireitar. Daí ficou pela metade... você pega esse ponto de partida... e continua dele na direção da excelência. Sempre um pouquinho mais... até chegar na sua melhor versão. Mas... se não começar, nunca haverá nada em suas mãos.
Trace objetivo alcançáveis, concretos, tangíveis. Não imagine o impossível – de cara. Faça o possível que estiver ao seu alcance e, talvez, ali na frente, você alcance o que só parecia ser impossível.
Você gosta de queijo suíço? Aquele cheio de buracos... Já ouviu falar do método “queijo-suíço?” No que consiste: entre suas tarefas há espaços – os ditos buracos ;) – aproveite-os e vá fazendo o que tem de ser feito... nem que seja a conta-gotas... um passo de cada vez... e voilá... daqui a pouco pronto estará.
“Implementar tarefas por partes é um passo certo na hora de sermos mais ativos sem nos sobrecarregar, especialmente se for o caso de um projeto relativamente grande, seja em médio ou longo prazo. Começamos hoje com uma parte. Além de avançar, isso demonstra que podemos nos dirigir ao que queremos”, concorda?
Rosangela Calza
"Nunca faças o bem à espera de um elogio. A gratidão é uma virtude; a ingratidão, infelizmente, impede muitas pessoas de reconhecerem o valor de quem lhes estendeu a mão." (FURUCUTO, P. D, 2026)
Observe bem quem você permite entrar na sua casa e na sua vida. Nem todos que se aproximam têm a intenção de permanecer. Muitas pessoas não fazem por você o mesmo que você faz por elas; desvalorizam sua presença e, quando não precisam mais, simplesmente o esquecem.
Amizade verdadeira não depende de condições, interesses ou da fase da vida. Quem é amigo de verdade permanece, respeita, valoriza e caminha ao seu lado nos bons e nos maus momentos.
Entre a burrice e a coragem existe uma linha bem tênue. Assim como entre a curiosidade e a imprudência.
Noite de 359.160 Horas
Hoje minha noite foi longa,
Nem sei bem como explicar,
Parecia que o tempo inteiro
Resolveu acelerar.
Arrisco dizer sem medo,
Pra ninguém duvidar agora:
Minha noite teve o peso
De 359.160 horas.
Horas cheias de lembranças,
De carinho e gratidão,
De pensamentos correndo
Disparados pelo coração.
Buscando qualquer maneira,
Mesmo sem arte ou teoria,
De dizer o quanto me orgulho
De ser sobrinho da minha tia.
Não sou poeta famoso,
Nem artista de profissão,
Mas quando o sentimento fala
A palavra acha direção.
Hoje escrevo o que grita
Dentro do peito, sem demora:
Um amor cheio de orgulho
Que cresce a cada aurora.
Meu coração se derrama
Em palavras pelo caminho,
Misturando frases soltas
De carinho e com carinho.
Cheio de adjetivos vivos
E figuras de linguagem:
Metáfora que ilumina,
Comparação que anuncia,
Personificação que sente,
Ironia que desafia,
Antítese mostrando opostos,
Eufemismo que alivia,
Metonímia que representa,
Hipérbole que amplifica.
Porque ser ANDRADE, minha gente,
É carregar tradição:
É ter coragem no peito
E firmeza na decisão.
É ter força na batalha,
Cuidado no coração,
Dedicação no caminho
E fé como direção.
É ter voz mansa que acalma,
Mas firmeza na razão.
Por isso digo sem medo,
Com verdade que não se esconde,
Que sua presença, minha tia,
É luz que sempre responde.
E digo "hiperbolicamente",
Pra ninguém ter dúvida agora:
Eu e toda nossa família
Te amamos mais que 359.160 mil horas.
"QUANDO NÃO ESTAMOS BEM E LEVAMOS ESTÁ INFORMAÇÃO PARA OS OUTROS, DE NADA ADIANTA, ARRUMAMOS MAIS UMA PREOCUPAÇÃO" Ademar de Borba
12/10/2023
O meu sonho foi o seguinte:
"Não me lembro bem, mas lembro que havia homens descendo de cima e eles eram muitos, vestiam roupas, como um amarelo queimado e usavam turbantes, e eu ouvi uma voz que dizia "40 mil homens estão atacando..." não deu pra continuar o sonho, porque meu gato me acordou. Passei o dia inteiro, incomodada, como se algo me dissesse, para buscar a interpretação desse sonho e eu pesquisei..."
Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.
Um sonho do dia 25/03/2026
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.
Quando lemos o capítulo 1 de Gênesis, muitas pessoas enxergam apenas uma narrativa sobre a criação do mundo. Mas existe uma reflexão muito mais profunda escondida nas entrelinhas. Antes de existir forma, existia o caos. Antes da ordem, existia a desorganização. Antes da luz, existia a escuridão.
E não é exatamente assim que muitas vezes acontece dentro de nós?
Quantas pessoas estão esperando um milagre, enquanto ignoram que toda transformação começa quando a luz entra em contato com a escuridão? O primeiro ato da criação não foi construir montanhas, oceanos ou estrelas. Foi trazer luz. Como alguém pode organizar a própria vida sem antes enxergar a realidade como ela é?
Talvez o verdadeiro significado desse capítulo não esteja apenas na criação do universo, mas na criação diária de nós mesmos.
Observe a sequência. Deus não cria tudo de uma vez. Existe um processo. Existe uma ordem. Existe paciência. Primeiro uma etapa, depois outra. Primeiro a preparação, depois a abundância.
Vivemos numa sociedade que deseja resultados instantâneos. Queremos riqueza sem construção, maturidade sem sofrimento, colheita sem plantio. Mas Gênesis nos mostra que até a criação segue uma lógica. A natureza não tem pressa, mas também não para.
Outro detalhe impressionante é que tudo aquilo que foi criado recebeu uma função. O sol, a lua, as águas, as árvores, os animais. Nada foi colocado ali por acaso. Isso levanta uma pergunta poderosa: se tudo na criação possui propósito, por que tantas pessoas passam a vida acreditando que nasceram sem um?
Talvez o maior conflito humano não seja a falta de capacidade, mas a falta de consciência sobre quem realmente é.
Também é interessante perceber que o ser humano surge apenas depois que o ambiente está preparado. Isso nos ensina que nem sempre aquilo que desejamos está demorando porque foi negado. Às vezes está demorando porque ainda está sendo preparado.
Quantas vezes reclamamos da espera sem perceber que a espera também faz parte da criação?
Gênesis 1 nos convida a abandonar a mentalidade do acaso. Ele nos lembra que ordem gera crescimento, que disciplina gera frutos e que a vida floresce quando existe direção. O caos não desaparece sozinho. Ele precisa ser transformado.
A pergunta é: qual área da sua vida ainda está mergulhada na escuridão esperando que você tenha coragem de acender a primeira luz?
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E agora eu lhe deixo uma última pergunta: se hoje fosse o primeiro dia da criação da sua nova vida, qual seria a primeira escuridão que você precisaria iluminar?
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.
O capítulo 2 de Gênesis é uma das passagens mais profundas já escritas sobre a condição humana. Enquanto o primeiro capítulo fala da criação do universo, o segundo parece aproximar a câmera da alma humana. Não estamos mais observando galáxias, mares e estrelas. Estamos observando propósito, responsabilidade, escolhas e relacionamentos.
O texto diz que o ser humano foi formado do pó da terra. Que imagem poderosa. Ao mesmo tempo em que somos capazes de criar cidades, escrever livros, construir impérios e transformar o mundo, nossa origem nos lembra da humildade. Somos pó animado por um sopro. Somos matéria que ganhou consciência.
Talvez um dos maiores erros da humanidade seja esquecer uma dessas duas verdades. Algumas pessoas se enxergam apenas como pó e vivem acreditando que não possuem valor. Outras se enxergam apenas como grandeza e se tornam arrogantes. O equilíbrio está em compreender que somos pequenos diante do universo, mas imensos em potencial.
Depois disso, Deus coloca o ser humano em um jardim. Perceba que ele não foi colocado em um palácio para descansar eternamente. Foi colocado em um jardim para cultivar e cuidar. Isso destrói a ideia de que propósito significa apenas receber. O propósito também envolve responsabilidade.
Quantas pessoas desejam os frutos, mas rejeitam o cultivo?
O jardim representa a própria vida. Os relacionamentos precisam ser cultivados. O conhecimento precisa ser cultivado. O dinheiro precisa ser administrado. A saúde precisa ser preservada. Quando abandonamos o cuidado, até as coisas mais belas começam a se deteriorar.
Então surge algo fascinante. No meio da abundância, existe uma árvore que não deveria ser tocada. Isso nos ensina uma verdade desconfortável: liberdade não significa ausência de limites.
Vivemos em uma época que muitas vezes trata qualquer limite como uma prisão. Mas sem limites não existe maturidade. Sem escolhas reais não existe caráter. O valor da obediência só existe porque existe a possibilidade da desobediência.
Outro ponto profundamente humano aparece quando Deus declara que não é bom que o homem esteja só. Mesmo em um jardim perfeito, cercado por beleza, algo ainda faltava. Isso revela que conquistas materiais não substituem conexão humana.
Há pessoas que buscam dinheiro para preencher solidão. Outras buscam fama para preencher vazio. Mas o texto sugere que fomos criados para viver relacionamentos significativos, para compartilhar a jornada, para aprender a amar e ser amadas.
No fundo, Gênesis 2 fala sobre identidade. Fala sobre lembrar de onde viemos, assumir responsabilidade pelo que recebemos, respeitar limites e compreender que nenhuma conquista externa consegue substituir a riqueza de uma alma conectada ao seu propósito.
A questão é que muitos passam a vida inteira tentando possuir o jardim, mas poucos dedicam tempo para cuidar dele.
E você, se alguém observasse o jardim da sua vida hoje, encontraria sinais de cultivo consciente ou marcas de abandono silencioso?
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O capítulo 3 de Gênesis não é apenas uma história sobre uma árvore, uma serpente e um fruto. É uma das mais profundas reflexões já registradas sobre a mente humana, sobre o poder das escolhas e sobre as consequências invisíveis que nascem dentro de nós muito antes de aparecerem ao nosso redor.
Tudo começa com uma pergunta.
A serpente não chega impondo força. Ela chega semeando dúvida. E talvez seja exatamente assim que os maiores conflitos da vida acontecem. Antes de uma queda, existe uma ideia. Antes de um erro, existe uma justificativa. Antes de uma destruição, existe uma pequena conversa acontecendo dentro da mente.
Quantas vezes uma decisão que mudou nossa vida começou com uma simples pergunta?
O mais impressionante é que o fruto não era apenas um objeto. Ele simbolizava o desejo humano de ultrapassar limites, de definir sozinho o que é certo e errado, de colocar a própria vontade acima de qualquer orientação superior.
E não fazemos isso até hoje?
Muitas vezes sabemos exatamente o que devemos fazer, mas escolhemos aquilo que parece mais agradável, mais rápido ou mais conveniente. O problema é que nem tudo o que parece bom no momento produz bons resultados no futuro.
Depois que comem do fruto, algo muda imediatamente. Eles não ganham liberdade. Ganham consciência da própria vulnerabilidade. Sentem vergonha. Sentem medo. Sentem necessidade de se esconder.
Essa é uma das partes mais profundas do capítulo.
O erro em si não é o fim da história. O que vem depois é ainda mais revelador. Surge a culpa. Surge a fuga. Surge a tentativa de esconder aquilo que aconteceu.
Quantas pessoas passam anos escondendo feridas emocionais, fracassos, arrependimentos e dores porque acreditam que não podem mais ser vistas como realmente são?
Mas existe uma pergunta que ecoa através dos séculos.
"Onde estás?"
Não porque Deus não soubesse onde eles estavam fisicamente. Talvez porque eles mesmos não soubessem mais onde estavam espiritualmente, emocionalmente e moralmente.
E essa pergunta continua atual.
Onde você está em relação aos seus sonhos?
Onde você está em relação à pessoa que desejava se tornar?
Onde você está em relação aos valores que dizia defender?
O capítulo 3 também mostra algo que continua acontecendo diariamente: a tendência humana de transferir responsabilidades. Adão culpa Eva. Eva culpa a serpente. Ninguém quer encarar completamente a própria escolha.
Mas crescimento começa exatamente quando paramos de procurar culpados e começamos a assumir responsabilidade.
Talvez a grande mensagem de Gênesis 3 não seja a queda da humanidade. Talvez seja o retrato de uma realidade que todos enfrentamos. Somos seres capazes de acertar e errar, de construir e destruir, de nos aproximar da verdade ou fugir dela.
A diferença entre permanecer caído e recomeçar está na coragem de olhar para si mesmo sem máscaras.
Porque o verdadeiro paraíso não é um lugar. É uma consciência em paz com aquilo que somos, com aquilo que aprendemos e com aquilo que ainda podemos nos tornar.
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E agora eu deixo uma pergunta que talvez valha mais do que muitas respostas: qual é a verdade sobre a sua própria vida que você ainda está tentando esconder de si mesmo?
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O capítulo 4 de Gênesis é uma das narrativas mais dolorosas e humanas de toda a Bíblia. Ele não fala apenas sobre Caim e Abel. Ele fala sobre algo que continua existindo dentro das pessoas até hoje: a batalha silenciosa entre a comparação, o ressentimento e a responsabilidade.
Tudo começa com duas ofertas.
Dois irmãos. Duas escolhas. Dois corações diante da mesma realidade.
O texto não se aprofunda apenas no que foi colocado sobre o altar. Ele nos convida a olhar para algo mais profundo: a intenção por trás daquilo que oferecemos ao mundo.
Porque a vida inteira estamos oferecendo alguma coisa. Nosso tempo, nossas palavras, nossas atitudes, nosso trabalho, nosso caráter.
A pergunta não é apenas o que fazemos. A pergunta é: com que espírito fazemos?
Quando Caim percebe que sua oferta não foi aceita como a de Abel, nasce dentro dele uma emoção extremamente perigosa. A inveja.
A inveja é uma das poucas emoções que transforma a vitória do outro em sofrimento próprio.
Observe como isso continua atual. Muitas pessoas não estão tristes porque suas vidas são ruins. Estão tristes porque alguém parece estar vivendo melhor. Não sofrem pela falta do que têm, mas pela comparação com aquilo que os outros possuem.
E a comparação é uma armadilha cruel.
Ela faz alguém esquecer suas próprias oportunidades enquanto observa as conquistas alheias.
O mais impressionante é que antes da tragédia acontecer, Caim recebe um alerta. Ele é avisado de que existe algo crescendo dentro dele. O pecado é descrito como algo que está à porta, esperando uma oportunidade.
Que imagem poderosa.
Os maiores desastres da vida raramente começam do lado de fora. Eles começam quando deixamos emoções destrutivas criarem raízes sem serem confrontadas.
O ódio não surge de repente.
O ressentimento não surge de repente.
A amargura não surge de repente.
Tudo começa pequeno.
Uma mágoa ignorada.
Uma comparação alimentada.
Uma raiva não resolvida.
E então acontece o impensável. Caim tira a vida do próprio irmão.
Mas talvez a parte mais assustadora não seja o ato em si. Talvez seja a pergunta que vem depois.
"Onde está Abel, teu irmão?"
E Caim responde: "Sou eu guardador do meu irmão?"
Essa pergunta atravessa os séculos e chega até nós.
Somos responsáveis uns pelos outros?
Temos alguma responsabilidade pela dor que causamos?
Pelo apoio que deixamos de oferecer?
Pela palavra que nunca dissemos quando alguém precisava ouvi-la?
Gênesis 4 mostra que a violência não nasce primeiro nas mãos. Ela nasce no coração.
Mostra que a inveja destrói primeiro quem a alimenta.
Mostra que fugir da responsabilidade nunca apaga as consequências das nossas escolhas.
Mas também revela algo importante: mesmo depois do erro, a história continua. A humanidade continua. A vida continua. O futuro continua sendo construído.
Porque uma queda não precisa definir uma existência inteira.
Talvez a maior batalha da sua vida não esteja acontecendo contra circunstâncias externas, mas contra sentimentos silenciosos que ninguém vê.
E então eu deixo uma pergunta para você refletir profundamente: existe alguma inveja, mágoa, ressentimento ou comparação ocupando espaço no seu coração que deveria ser arrancado hoje antes que se transforme em algo muito maior?
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