Viva a Vida como se Fosse a Ultima
No doubt
Para quem quiser perder tempo em me ler ou escutar fique sabendo, sou como um sábio que faz como profissão explicar o impossível. Não duvides
Os políticos como estratégia aplicam sempre a dúvida fingida no discurso para causar confusão.
Neste caso, quem fala não está verdadeiramente confuso; está apenas a usar a encenação da dúvida para parecer mais sincero, humano e persuasivo
Na aba
Do meu chapéu,
De tempo
Em tempo
Sem dor,
Quero que me amas
Não por caridade
Mas como
Um beija-flor
E a flor,
Eu estive desacordado
Quase não resisti,
Mas agora
Sei que me vês
Então deixe
A porta aberta
Caso eu queira
Em tua casa
Entrar.
Como o doce vinho que embriaga... Doce e quente é o calor no meu corpo excitado... Coração acelerado antes e depois do ápice do prazer💕
Cada palavra sua è como um tiro no meu coração... Eu sei que falas diretamente pra mim... Eu sei percebo tenho minha intuição... Você è tudo que sempre imaginei e agora sei que és real... E isso me deixa assustada... A adrenalina do inesperado percorre em minhas veias... E agora? Como poderei fugir da felicidade!?
O doce beijo do cavalheiro sedutor ... È Como o vinho doce em meus lábios... Me seduz e embriaga de amor💕❤
Acho que amar alguém seria como a beleza... Seu significado é relativo, do mesmo modo que a demonstração dele...
Se eu pudesse cuidar do mundo
Como quem guarda um jardim
Se eu pudesse escolher as sementes
Se eu fosse um bom jardineiro
Ou algo semelhante
Plantaria um jardim de verdade
E cultivava somente verdades
E o melhor que houvesse
do amor e da amizade
Mas, por mais sementes que se espalhem
Muita coisa falha, abaixo do Céu
Muita coisa falta em meu jardim
Assim como falta
Um maior entendimento
Pra que todo mundo soubesse
Que neste jardim
Onde quase nada cresce
Poderá nascer a qualquer momento
Aquilo que há de varrer deste mundo
Todos os jardins do mundo.
Te espero amanhã
Assim como hoje esperei
Te espero surgir
Aqui
Ou em algum
Universo Paralelo
Te espero nos meus sonhos
Aguardo que apareça
Pra que eu
Finalmente te compreenda
e te conheça
Te espero, Meu Pai
Que me conhece mais que eu
E sabe
de cada pensamento que me vai
e cada fio de cabelo
Que existe na minha cabeça
E cada vontade minha
Te espero a cada manhã
Te peço que venha
Assim como antigamente
O Senhor sempre vinha
Não tenho muito
Mas queria que o Senhor aparecesse
Pra tomar uma xícara de chá
e me dar um abraço
Eu sei que o Senhor está aqui agora
Compreendo isso
E sei também
Que diante
dos compromissos que assumi
Acabei por perder
Aqueles olhos que eu tinha
de Te Ver
Mas ainda te espero, Meu Pai
Pra te falar
Sobre as coisas que aprendi
desde aquela última vez
Em que o Senhor
Me permitiu
Que eu O Visse
E Mandou que eu
Vivesse esta vida
Te espero Meu Pai
Pra confessar
Que fiz muita coisa errada
e Te pedir perdão
Mas, se o Senhor não puder vir
Pede a um Anjo
Que Segure a minha mão
e Guie meus passos
e oriente meu caminho
O chá vai estar preparado
Se o Senhor não puder vir
Não tem problema
Pois eu sei que um dia
Estarei perto de Ti novamente
E eu vou poder
Te olhar e Te ver
Como antigamente
Eu, alegremente
O via.
Há quem julgue
A companhia dos animais
Como algo tão relevante
Quanto a invenção do esmalte
e o corante para cabelos
Simultaneamente
O que nós ainda
Não nos demos conta
É de uma coisa muito linda
Ocorrida em tempos ancestrais
Quando alguns animais
Perceberam ser possível
Domesticar o Homem
Desde então
Alguns Primatas
da subordem dos Símios
E aqueles animais
de quatro patas
Passamos a conviver
Em relativa harmonia
Os Felinos e os caninos
Ensinam-nos a viver
E é muito bom, quando a gente percebe
Que a hora mais feliz do dia
Algumas vezes
É receber o olhar
Carinhoso
Despretensioso e fiel
Contrastante, infinitamente
Com algo que existe
Pra lá de cruel, em todos nós
Que estamos no topo da Cadeia
Seres à Parte na criação
Prediletos do Criador
Pois nascemos Humanos
Tenho a Lua como amiga
Porque prefiro as amizades
Que sempre aparecem
Exatamente na hora
em que a gente precisa
E eu gosto muito
da maneira silenciosa
Que a Lua conversa
Tenho a Lua como amiga
Porque ela não demonstra
pressa pra que eu apareça
E se eu não vier às vezes
Ela não desconversa e nem briga
Tenho a Lua como amiga
Porque eu a conheço
desde a infância
E apesar de tamanha distancia
Ela nunca me esquece
E essa é uma qualidade verdadeira
das amizades antigas e sinceras
Tenho a Lua como amiga
Porque apesar da idade
A Lua sempre se renova
E nunca me deu as costas
Mesmo quando eu percebo
Que a Lua está cheia
Apesar de tanto tempo juntos
A nossa amizade é constante
e crescente
Amizade básica
Atração mágica
E eu sempre procurei compreender
Que ela tem lá, as suas fases
E assim, a nossa amizade nunca míngua
Tenho a Lua como amiga
Porque a Lua é mais velha
E sempre me aconselha
E sabe dizer em silêncio
E com brilho
As coisas que eu preciso saber
E ela sabe que eu sei como ouví-la
Tenho a Lua como amiga
Porque a lua
Sabe se calar na hora certa
Pois as melhores amizades
São aquelas
Que sempre aparecem
Pelo prazer de estarem juntas da gente
A Lua também nunca mente
Nem fica fazendo perguntas
Fica ali, me olhando, calada
Eu não troco essa amizade
Por nada.
Edson Ricardo Paiva
Deus deu asas aos pássaros
E deu a imaginação aos homens
Pra que homens
Como pássaros se vissem
E voassem mais alto
Que qualquer ave jamais imaginou
Deus deu olhos de ver
Às Águias e aos linces
E deu a inteligência aos homens
Pra que assim a gente olhasse
Com olhos da mente
Aquilo que não se vê
E enxergasse claramente
O que Deus pretendia de nós
Deus deu a intuição
Pra que todos os bichos
Soubessem onde é seu lugar
E perfeitamente adaptados
Aos seus nichos
Deixassem aos homens o mundo
Cada um
Segundo seus preceitos
Seguindo perfeitamente
Cada qual o seu destino
Conforme a vontade de Deus
E voando mais alto
E enxergando mais longe
Pensando, ao invés de intuir
Todos juntos
e sempre sozinhos
Somente o homem se perdeu
Não percebeu
nem jamais descobriu
Qual deveria ser
O seu caminho
Edson Ricardo Paiva.
Hoje o Sol
Parece meio apagado
Assim como
de vez em quando
Você tem a sensação
de ter sido
deixado de lado
E ficou sem nenhum amigo
Sorria
Feche os olhos
E voe até certos lugares
Onde normalmente você não iria
Enxergue que nesses lugares
Existe
Muita gente
Se sentindo assim, também
Elas são
Muitas mais
Que você pensa
A diferença existente
Entre você e elas
É que elas não contaram pra ninguém
E, talvez sua passagem por lá
há de deixá-las
Um pouco mais contentes
Pense somente
Que a sua solidão
pode tornar-se uma coisa boa
Pois dali
Haverão de sair
As palavras que vão melhorar
As vidas de outras pessoas
Não existe nada nesta vida
Que possa ser
pra sempre esquecida
E não há nenhuma vida
Que se possa viver à toa.
Edson Ricardo Paiva
A simplicidade
Nem sempre é uma coisa fácil
Como a menção da palavra
te pode sugerir
é bem complicado
Ser uma pessoa simples
Assim como a humildade
Te pode custar algumas quedas
Pois, nem sempre a realidade
Corresponde
Àquilo que está escrito
Simplicidade
é um estado de espírito
e é algo difícil de alcançar
por aqueles
Que enxergam somente
A superfície das coisas
e vivem a vida
Superficialmente
Simplicidade
é saber dividir
Tanto o ar quanto o ouro
é saber se doar
sem nunca esperar retorno
é aprender a aprender
Com quem aparenta não saber
é fazer sempre alguma coisa
por quem nunca fez nada por você
é entrar em contato com Deus
Mas não um Deus invisível
inatingível ou intangível
Mas saber e ter certeza
que Deus
Apesar de Preponderante
Pode sim, guiar os teus passos
e orientar a sua vida
a todo instante
Simplicidade
é não ter medo
das quedas ou das perdas
Quando se vive e quer seguir
A Aquele que te guia
desde o nascer do primeiro dia
até a hora derradeira
Simplicidade
é ir onde não se pode ir
enxergar o que não se pode ver
e quando voltar
testemunhar
Que a verdadeira fé
te faz acreditar no que não viu
pois pressente na alma
e ouve no silenciar dos ventos
A calma ardente
Que te faz querer somente
Viver a simplicidade
das coisas complicadas
e compreender que todas elas
somente são desse jeito
Porque a gente
Não tinha entendido direito.
Edson Ricardo Paiva
Imagine-se
Como se você pudesse
Fazer tudo que quiser
E pense como seria
Se acaso
Quando algo doesse
ou machucasse
A gente esquecesse em um dia
Tudo aquilo
Que só depois de anos
a gente esquece
Tente imaginar-se
Como sendo
Aquele prosaico inseto
Vivendo sua vida, quieto
Pousando de flor em flor
Buscando o seu pólem predileto
E, na sua simplicidade
Poder ser, aos Olhos de Deus
O ser mais completo que existe
Pense em quão bom seria
Poder levar
Um pouco de alegria
Ou talvez
A própria felicidade
A quem você visse triste
Liste, mesmo que mentalmente
Tudo que você faria
ou desfaria
E em quantos desejos secretos
Com o tempo, se esqueceu
E em tudo de concreto
Que a vida permitiu que você vivesse
E tenha sempre uma certeza
Que em qualquer dia desses
Você pode realizar
Todos os seus desejos
Transformar numa luz que brilha
Aqueles simples lampejos
Virar a mesa
Tudo isso sem precisar
Gritar nada disso ao mundo
Pense agora somente
Que tudo isso não está lá fora
Mas contido e escondido
No seu peito e na sua mente
Lembre-se sempre
No quanto é correto o viver
daquele inseto
Que você insiste em não ser
deixe-se invadir
Pela mera simplicidade
e espera
Que com o tempo
Teus olhos te mostrem a coisa certa
Ali se esconde toda a verdade
Pois
Só conhecendo a verdade
Você se liberta.
Edson Ricardo Paiva
Amanhã
Eu vou poder caminhar
Pra onde quer que eu queira ir
Eu vou ser como sempre quis
E ser quem eu mesmo queira ser
dai então
descobrir quem eu sou
E nunca mais vou precisar
Ser quem o vento levou
Mas serei quem sempre esteve aqui
em cada verão e cada primavera
Porém, na verdade
Nunca pode ser quem era
Sou aquele que o tempo transformou
Mas sempre permaneceu
O mesmo
Este sou eu
E apesar do cinismo da vida
Jamais se adaptou a isso
Pois eu sei
Que ainda gosto de dançar na chuva
E sou criança
e tenho medo de escuro
E ao mesmo tempo
O Mesmo
E mesmo que nada se mova
Se renova a cada dia
E preserva a alegria guardada
E continua sendo
Quem tanto queria
Aquele que não quer ser nada
Nada além daquele cara
Que ri de alegria
Ao final de cada dia
todo dia
Edson Ricardo Paiva.
Deixei de guardar as datas
Me esqueci de como fazia
Pra lembrar-me dos nomes
Faz tempo que não me ocupo
Com aquela antiga aflição
Que me fazia lembrar
Endereços e preços
Agora compreendo
Que coisas, cujo valor se mede
Não valem muita coisa
E que não existe um dia combinado
Muito menos um lugar certo
Pra que aconteça
de a vida da gente virar ao avesso
e descobrir
Que nomes ou endereços
deixam de ter importância
E que as coisas realmente importantes
Podem estar bem perto,
Ou distantes
Não existe certeza
Pra nada
Aquilo que vem
Sem nome, lugar ou hora marcada
é que realmente vai fazer
A gente acordar triste ou feliz
No meio da madrugada
Um rosto sem nome certo
Um rastro a ser seguido
Sem a gente ao menos saber
A razão de estar
Tão contente
Indiferente ao fato
de tudo que tinha guardado na lembrança
Não servir pra nada
E aquilo que tanto interessa
Não tem nome e não tem preço
endereço ou hora marcada
Não tem passado; não tem cor
Não tem medida e nem peso
Nada que explique a pressa
Nada que àquilo mensure
Existe apenas suavidade
e um tanto assim de magia
Junto a tanta alegria
e uma grande quantidade
daquela coisa que faz a gente
Não querer saber como se faz
Só da vontade de fazer
Fazer exatamente
Perfeitamente perfeito
Aquilo que nunca fez
E fazendo do jeito que vier à mente
de repente a gente olha
E vê que não tinha outra escolha
Só tinha querer
Um querer que não podia ser
Guardado ou escrito
Não estava em lugar nenhum
No tempo ou no espaço
e independia
de tudo que houvesse nos bolsos
E mesmo assim
Tinha sim
hora e lugar pra ser
Mas demorou pra perceber
Que a real felicidade
Independe da nossa vontade
das nossa lembranças
E também das nossas crenças
Pois chega do inesperado
Sem nem ao menos pedir licença
Edson Ricardo Paiva
Como se não bastasse viver
Eu fui escolher amar
É como se não
Houvesse nenhuma escolha
As coisas do coração
Sempre rumam
Em direção àquilo
Que é belo e bonito
E estava escrito
Que ao cair da última folha
Todos os castelos de areia
Não prosperariam
A gente apenas não sabia
Que aquelas pequenas coisas
Que a gente tristemente vivia
Anos à fio
dia a dia
Coisas que pairavam no ar
Um jeito triste de viver
Aquele amar
Onde inexistia
Qualquer espécie de amor
Se transforma
Num cálice transbordante
Promessas esquecidas
Triste vida
E tudo se acaba
Em menos de instante
Como se não bastasse o amor
Eu fui escolher você
Eu escolhi um viver
Que não nos basta
E o vasto mundo a trilhar
Tendo ao lado
Um pote de alegria
Me falta escolher
Uma flor pra te dar
e depois te confessar
A falta que me faz
Ter talento pra escrever
Algo bonito
Estar de joelhos
Os olhos e o rosto vermelhos
A lhe dizer
Que não tema nunca mais a solidão
Então
Eu fiz somente um sigelo poema
Não é perfeito, mas agora está escrito
E tudo que nele foi dito
Eu fui buscar
No fundo do meu coração,
Edson Ricardo Paiva.
De vez em quando
Eram promessas
Dessas que se esquece
Antes de acabar o dia
Como se houvesse na vida
Algum tipo de esperança
Que pudesse simplesmente
Esvair-se
Juntamente o pôr do Sol
Podem passar anos
desejos profundos
Permanecendo latentes
Aguardando o segundo certo
Pra despertar
Num futuro um tanto incerto
Tão repentinamente
Como um dia adormeceu
Pois
A dor que um dia a causou
Não se esqueceu
Como eu não me esqueci
Eu creio que somente adormeci
Tristemente eu dormi
Aguardando assim
Que o tempo se esvaisse
Até chegar o dia
Quando após
muitos pores do Sol à toa
A lembrança muito boa
daquela triste esperança
Que hoje
Não mais me magoa
Ressurge, assim, do nada
Fazendo alarde
Em meio à mais uma das muitas
Madrugadas vazias e caladar
Gritando que hoje ainda não é tarde
E que talvez
A gente, que perdeu tanto
Por enquanto
Ainda não perdeu
Nada.
Edson Ricardo Paiva.
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