Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Renascimento
Ele caminhava pela rua com passos leves, mas a mente pesava como nunca antes. O eco das palavras que nunca foram ditas rodopiava em sua cabeça, criando um turbilhão de emoções que ele não conseguia conter. O dia estava cinza, uma coincidência ou talvez um reflexo do que sentia por dentro. O silêncio ao seu redor parecia zombar da confusão que o consumia.
Lembrava-se de como ele era diferente, ou pelo menos parecia ser. Naquele início, quando cada gesto dele parecia prometer algo novo, algo que jamais o faria reviver os medos do passado. Ele se entregou de corpo e alma, acreditando que dessa vez seria diferente, que ele ficaria. O sorriso dele tinha aquele brilho de esperança que ele tanto desejava encontrar em alguém. E ele se permitiu acreditar, contrariando os próprios receios, que ele não era como os outros.
Mas o tempo, cruel como sempre, revelou sua verdade. Ele se tornou aquilo que ele mais temia: alguém que parte. Não importava o quanto ele tivesse planejado, sonhado ou desejado; ele se mostrou efêmero, uma presença passageira, quase como um sonho bom que, ao despertar, se desfaz no ar. Ele percebeu, com amargura, que havia criado expectativas em torno de algo que nunca fora real.
Sentiu-se vazio, como se todas as suas forças tivessem sido sugadas por um abismo sem fim. Mas então, algo dentro dele começou a mudar. Uma força antiga, quase esquecida, emergiu das profundezas de seu ser. Uma lembrança de quem ele realmente era, antes dele, antes de todos.
Ele parou de caminhar por um momento e olhou para o céu. As nuvens cinzentas começavam a se dispersar, permitindo que alguns raios de sol atravessassem, iluminando suavemente a cidade. Sentiu uma onda de determinação invadir seu peito. Ele foi um momento, um capítulo em sua vida, mas não o fim da história.
Ele seguiria em frente, como sempre fez. A estrada à frente era longa e cheia de incertezas, mas ele estava pronto. Não mais dependeria de promessas alheias para ser feliz. Seu caminho seria traçado por seus próprios passos, fortes e decididos. E assim, ele seguiu, deixando para trás as sombras do passado, caminhando em direção ao futuro, onde sabia que encontraria a si mesmo novamente.
O amor, em sua essência mais pura e selvagem, é como uma tempestade que varre tudo ao seu redor, uma força irresistível que arrasta os amantes para um universo próprio, onde as regras do cotidiano deixam de ter sentido. Há algo de inquietante em amar assim, com intensidade desmedida, onde o desejo de estar juntos transcende o simples estar, e a distância provoca um vazio insuportável. Quando os corpos se encontram, o mundo ao redor se apaga, e o tempo parece suspenso em um momento eterno de paixão. É um encontro não apenas de pele, mas de almas, onde cada toque carrega um significado profundo, um laço invisível que se reforça em cada suspiro compartilhado.
Há uma beleza estranha em cultivar esse amor, como se fosse uma coleção de momentos, gestos, e olhares que merecem ser eternizados. A maneira como ela sorri de canto, ou como veste sua camisa com a despreocupação de quem se sente em casa dentro do coração do outro. E, ainda assim, há uma sensação de perigo no ar. Amar com tal profundidade é expor-se à vulnerabilidade, à entrega completa. Confiar torna-se um risco maior do que simplesmente partir, pois ficar exige coragem, exige a aceitação de que o amor, como a vida, é incerto e por vezes caótico. Mas é justamente nessa incerteza, nesse caos, que reside o fascínio.
No fundo, o desejo que arde nesse amor é de viver intensamente, sem amarras, sem medo das consequências. Não se trata de ter cuidado, mas de abraçar os estragos, de se lançar em uma paixão que consome e transforma. São noites regadas a vinho ou uísque, festas que acontecem não em lugares exóticos, mas na intensidade de estarem juntos. A mistura dos dois, como tequila e uísque, cria algo explosivo, uma química que transcende o mero físico e se torna visceral, quase psíquica. É um desejo que se manifesta em todas as formas — no toque, no olhar, nas palavras não ditas. E, enquanto estão juntos, o resto do mundo deixa de existir. São apenas dois corpos, duas almas, fundindo-se em algo mais profundo, mais intenso, que desafia qualquer tentativa de explicação ou racionalidade.
A confiança é como uma delicada taça de cristal, que enchemos com os melhores vinhos ao lado de quem amamos. Porém, se for quebrada, não há como reconstruí-la ou substituí-la, e não é sobre taças que estou mencionando.
Ritmo e silêncio
Eles eram como o dia e a noite, tão distintos que parecia impossível coexistirem. Ela carregava o caos das manhãs ensolaradas, cheia de energia e risos que explodiam sem aviso, como o canto de pássaros numa floresta desperta. Ele, por outro lado, era o silêncio do crepúsculo, contemplativo, com olhos que pareciam guardar segredos das estrelas.
Enquanto ela dançava pela casa, improvisando passos ao som de músicas que nem sempre ele entendia, ele a observava do sofá, com um sorriso leve, como quem encontra beleza naquilo que não se pode controlar. Quando ele lia seus livros densos, mergulhando em pensamentos profundos, ela se aproximava com uma xícara de café e o interrompia com histórias do dia que, para ela, tinham mais cor do que qualquer romance.
Eram opostos que se completavam sem esforço, como o céu que precisa do azul e das nuvens. Discutiam, é claro, pois ele amava a ordem e ela adorava o improviso. Mas mesmo nas discordâncias havia uma harmonia: ele aprendeu a apreciar o caos das risadas dela, e ela encontrou beleza no silêncio dele.
Assim, seguiam juntos, um equilíbrio improvável entre diferenças que, em vez de separá-los, os uniam. Pois, no fundo, o amor não é sobre sermos iguais, mas sobre aprender a dançar no ritmo um do outro, mesmo que a música pareça, à primeira vista, totalmente diferente.
As Dores que Escolhi Carregar
Dizia que me amava, mas amava como quem repete um verso decorado, sem sentir o peso das palavras. Amava a ideia de me amar, mas não a mim. Porque, na prática, eu me deixava para depois. Quando choveu, encarei as gotas sem guarda-chuva, aceitando o frio como se meu corpo não merecesse abrigo. Quando a febre me queimou, deixei que ela ardesse, porque gastar com remédio parecia um capricho supérfluo.
E os sapatos que me feriam? Caminhei com eles, como quem carrega um fardo invisível, fingindo que a dor era pequena. Porque, no fundo, acreditava que suportar as feridas fazia parte de existir, fazia parte de ser eu.
Mas o que mais me machucava não era a febre, nem os sapatos. Era o silêncio que guardava quando alguém me feria. Eu calava e, pior, tentava compreender. Tentava justificar os golpes que recebia, como se fosse justo aceitar ofensas, palavras ríspidas e gestos que me cortavam. Perdoava antes mesmo que me pedissem perdão, carregando culpas que nunca foram minhas, tornando-me um depósito para dores que não me pertenciam.
Hoje, olhando meu reflexo, não vejo apenas um rosto marcado pelo tempo. Vejo uma pergunta que ecoa: o que é, afinal, esse amor que digo ter por mim mesmo? Será que amar-me é só esse hábito vazio, essa rotina de sobrevivência? Ou será que amar-me é algo maior, mais profundo?
Talvez amar-me seja o gesto simples de abrir o guarda-chuva na tempestade, de trocar os sapatos que me machucam, de tratar minhas feridas com o cuidado que sempre ofereci ao mundo. Talvez seja entender que minha dor também importa, que meu coração merece repouso, e que o amor que dou ao outro só tem valor se primeiro eu souber oferecê-lo a mim mesmo.
Se for isso, amar-me será um desafio diário. Uma escolha nova a cada manhã. Mas é uma escolha que preciso fazer, porque percebo agora: não sou terreno de passagem para o peso alheio. Sou uma casa que merece abrigo, uma estrada que também precisa de cuidado. Amar-me, enfim, é aceitar que eu não fui feito para ser silêncio, mas para ser inteiro.
Quando a angústia vier como um trovão,
E o céu pesar no peito em noite escura,
Erguerei minhas mãos em oração,
Pois sei que a Tua glória me assegura.
Não calarei meu canto em meio ao medo,
Nem cederei ao ódio ou à pressão.
Teu nome é torre forte em meu degredo,
Rocha que firma a minha decisão.
Se tudo se perder, Tu és constante,
Se tudo for tirado, ainda és fiel.
No vale ou sobre o monte, és meu bastante,
Te exalto com louvor, não com papel.
Se a luz tardar, lutamos adorando,
Pois és o Deus que sempre vem chegando.
O problema é seu!
E antes que isso soe como uma sentença pesada, entenda: é exatamente aí que reside a sua liberdade. Porque, quando algo é seu, também é sua a possibilidade de mudar, de aprender, de agir. Ninguém tem o poder de resolver por você, e essa é a maior das bênçãos, pois ninguém conhece sua força como você mesmo. A vida lhe entregou as ferramentas, e até os obstáculos mais duros estão chamando você à evolução. Assumir a responsabilidade pelos próprios desafios não é um fardo, é um ato de coragem e maturidade. É dizer: "Eu sou o único capaz de construir o meu caminho, e, se houver pedras, sou eu quem escolhe se tropeça nelas ou se as usa para erguer pontes."
Aquilo que Deus disse ser comum, homem algum o poderá torná-lo sagrado. Assim como, o que é sagrado, jamais deveria o homem rebaixá-lo, à sua própria condição!
Marcos Kennedy
O que o homem considera como correto, não faz Deus aceitá-lo como verdadeiro.
Precisa ser, verdadeiro!
Marcos Kennedy
A tradição, não pode ser considerada como verdade. Uma vez, que não esteja sustentada pelas Escrituras Sagradas!
Marcos Kennedy
Beleza, o belo está na perfeição?
Somos flores e, assim como elas, nossa beleza está na individualidade. Como ser individual e perfeito? Existe o perfeito?
Se o perfeito não existe, o belo está na imperfeição?
As flores são imperfeitas e belas, mas não será uma pétala que as deixarás feias.
Hoje em meu Despertar, eu esteja forte como as rochas sagradas e nenhum ser em vibrações inferiores serão capazes de me desequilibrar.
Que meus vizinhos encontre ótimas oportunidades e não mais tome conta da minha vida.
Que meus familiares realizem todos os desejos possíveis, para que assim não fiquem curiosos para saber o que estou criando.
Que meus colegas de trabalho encontre um amor verdadeiro, para que assim eu possa trabalhar tranquilamente sem reclamações e desabafos.
Que todas as pessoas ao meu redor estejam envolvidos em cores Arco Iris para que sejam felizes verdadeiramente e eu possa desta maneira contribuir para a evolução da humanidade.
Decreto que neste dia seja o incio da concretização dos meus objetivos e está manifesto no Agora.
Eu sou realização, Eu sou luz, Eu sou verdade.
Pense em tudo o que você tem, como conseguiu? Foi tudo mérito seu? E se você perdesse tudo o que tem, ainda teria motivação para seguir em frente?
Agarre ao que você possuí e não pode perder, o conhecimento, pois se caso algum dia você não tenha mais bens, você possuirá uma força incompreensível para continuar.
Assim como um homem tem o papel de moldar sua família ele molda o ambiente ao seu redor, suas decisões são espelho disso.
Cabe ao homem decidir quais caminhos ele irá escolher, quais degraus ele irá subir e quais irá descer.
Do que adianta querer e não fazer o necessário para ter? É como querer ser rico sem pensar com uma mente rica.
A mudança vem de dentro, as oportunidades são feitas pelas suas decisões.
Se quer começar, comece ago. Você tem o que é preciso para mudar a si mesmo, basta ter a disposição se encontrar.
Desde tenra idade, somos condicionados a pensarmos como o mundo quer, a concepção regente sufoca quaisquer ideias que se desvencilham dela, e quando pensamos por si mesmos, então nos tornamos independentes de qualquer influência externa, mas ainda sim estamos enclausurados à um conceito substancial, o que resta é nunca agarrar-se a uma ideia inflexível.
Assim como todo fim é inevitável.
Todo recomeço é possível para quem está disposto a viver uma nova história!
Já dizia Paulinho Gogó:
Quem não tem dinheiro conta história.
Como eu tenho faço logo tatuagem com o nome da minha ex.
By: Paulinho😌
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