Viva a Vida como se Fosse a Ultima
"O pranto exige uma lógica que a tua partida não tem. Como chorar o fim de alguém que eu só vi ser força?"
Tudo aconteceu de repente.
Como um vendaval que arrancou as certezas, uma enxurrada que levou consigo o que parecia inabalável, uma avalanche destinada a alterar, para sempre, o curso da existência.
Mas, quando a fúria dos acontecimentos finalmente se dissipou, o silêncio devolveu tudo ao seu estado mais simples, à sua natureza mais profunda. O que parecia perdido reapareceu intacto; o que parecia definitivo revelou-se apenas um desvio no caminho.
Talvez o destino tenha apenas adiado o inevitável. Ou talvez existam instantes que jamais acontecerão, porque não pertencem ao tempo dos homens. Habitam outra dimensão, onde o passado, o presente e o futuro deixam de existir. Pertencem apenas à eternidade.
Só o Senhor é Deus!
Como está a sua casa, que é o seu coração?
Ela está preparada para ser habitação do Deus Espírito Santo?
É o Espírito Santo quem convence o homem e a mulher do pecado e do juízo.
O Espírito Santo habita em nossos corações quando há o consentimento do ser humano em recebê-Lo.
Antes mesmo de o mundo ser formado, o Espírito Santo pairava sobre a face da terra.
O Espírito Santo faz parte da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Davi tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar nesta terra. No entanto, ele clamou ao Senhor:
"Não retires de mim o teu Espírito Santo."
(Salmos 51:11)
Isso nos ensina que a maior riqueza não são os bens materiais, a posição ou o poder, mas a presença do Espírito Santo em nossa vida. Que o nosso maior desejo seja permanecer na presença de Deus e nunca perder a comunhão com o Seu Santo Espírito.
Viver como na infância é redescobrir a alegria sincera. Aproveitar os bons momentos com responsabilidade e consciência, guiar-se sempre por boa informação que ilumina o caminho, assim, cada dia se torna um presente cheio de significado.
Títulos: São Tiros
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Às vezes rio como o Coringa
À procura de um sentido
Em uma sociedade que me mata
Com políticas que me escravizam
E uma economia que me rouba
Sou apenas um número, um nome
Teu amor, me ilumina
Para minha dor, é aspirina
Sem o senhor, sou comida
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Sou rodeado por inimigos
Que se parecem com amigos
Teu brilho é um instinto
A ver se eu vivo
Em um mundo de ódio e medo
Onde a justiça é um sonho
E a igualdade é uma mentira
Sou apenas um jovem cansado
Teu amor, me ilumina
Para minha dor, é aspirina
Sem o senhor, sou comida
São tiros atrás de tiros
Nomes aqui me inspiram
Mar de Estrelas
Hoje, perdi-me ao observar a lua, tão próxima, como se o espaço entre nós não existisse. A escuridão profunda, pontilhada de estrelas, dá-me uma sensação de solidão; assim como a lua reflete a luz do sol, meu coração aguarda a noite para refletir a felicidade que você me traz.
Para mim, cada momento importa; nem toda palavra basta, e até o som do silêncio comunica algo. Enquanto a vida me traz ruído, você o transforma em música. Enquanto seu ritmo me pede calma, meu coração anseia por pressa, mas minha mente encontra paz.
Como o mar, sinto-me levado por suas ondas. Suas águas significam vida: ora calmas, ora tempestuosas, imprevisíveis, mas sempre acolhedoras e gentis. É um oceano cheio de tesouros e perigos, aguardando alguém com coragem para trazê-los à superfície.
Nesse mar, serei como um barco à vela, navegando por você enquanto seu vento me guia. Vou descobrindo cada ilha escondida em seu coração, e essa viagem se tornará eterna na essência de nossas vidas.
"SABER NEGOCIAR É BOM: "QUANDO TRABALHEI COMO TAXISTA A NOITE, PASSANDO NA RUA MAXUEL NA TIJUCA (2 HORAS DE MANHÃ), 1 JOVEM ME ABORDOU, ELE ENTROU E PEDIU PARA PARAR MAIS A FRENTE PARA LEVAR MAIS 2 COLEGAS: QUANDO ENTRARAM, EU PERGUNTEI QUAL O DESTINO? O LIDER ME DISSE: JACAREZINHO (COMUNIDADE), OBSERVEI, ESTAVAM ARMADOS, EU LOGO ME MANIFESTEI: "VOCÊS SABEM QUE ESTE CARRO E O MOTORISTA SÃO VELHOS, MAS PERTENCEM AO HOMEM LÁ DE CIMA ( UM DELES FALOU), AO SENHOR JESUS?, EU DISSE A ELE MESMO, E ESTÁ EMPRESTADO PARA EU GANHAR O PÃO PARA SUSTENTAR A FAMÍLIA. NA ENTRADA DA COMUNIDADE PEDIRAM PRA PARAR, UM DELES OLHOU PARA O TAXÍMETRO QUE MARCAVA $. 32,00, JOGOU $. 20,00 NO CHÃO E ENTRARAM NA COMUNIDADE. EU SEM RECLAMAR; PENSEI; ALELUIA SENHOR. OBRIGADO". Ademar de Borba.
Como devemos tratar nossas crianças?
Essa é uma pergunta que muitos responderão prontamente: "Com amor." E essa resposta está certa. Mas, logo percebemos que apenas o amor não é suficiente para educar uma criança.
Vamos começar por nós mesmos e voltar um pouco ao passado...
Talvez você tenha ouvido frases como: "Você não sabe fazer nada direito. Saia daí, deixe que eu mesma faço!" Ou então: "Você não sabe nem segurar um copo!", logo após derrubar um copo de vidro ao tentar beber água. Isso quando não vinham os xingamentos.
Essas são frases que muitas pessoas ouviram repetidamente durante a infância.
Mas por que, quando era a criança da visita que derrubava um copo, o tratamento era diferente?
Quantas vezes ouvimos nossas mães dizerem: "Não tem problema, deixe aí que eu limpo."
E é justamente assim que deveríamos tratar nossas próprias crianças: com a mesma tolerância, compreensão e respeito que oferecemos às crianças dos outros.
Afinal, derrubar um copo, deixar um objeto cair ou esbarrar em alguma coisa é algo normal. Isso não acontece apenas com crianças, mas também com adultos. Às vezes por distração, pressa, cansaço ou falta de atenção.
Esses acontecimentos não significam que a criança seja incapaz. Porém, quando ela é constantemente criticada ou humilhada, pode começar a acreditar que realmente não é capaz.
Quando experiências negativas se repetem com frequência, aumentam as chances de a criança desenvolver medo de errar, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades para experimentar coisas novas, por receio de ser criticada.
Então, voltando à pergunta: como devemos tratar nossas crianças?
Com amor? Sim. Mas o amor, sozinho, não basta.
Devemos compreender e respeitar os sentimentos delas. Precisamos exercer empatia, paciência e acolhimento, sendo a base segura de que elas tanto precisam. Devemos educá-las com palavras que fortaleçam, com atitudes que inspirem confiança e, claro, estabelecendo limites, mas sempre com respeito.
Portanto, trate sua criança como a criança da visita!
— Kaiane Macedo
Pare de pedir para repetir as coisas como se não tivesse entendido; você já compreendeu perfeitamente e só está a tentar fugir da culpa.
Jardim de Pragas Antigas
Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.
Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.
O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.
Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.
A PAZ EM VIVER
Hoje é quinta feira, acabo de almoçar e como de costume saí para correr. Estava em dúvida se iria correr na esteira da academia, ou em uma pista que tem no clube em que frequento. Dessa forma, como o dia estava maravilhoso, ensolarado e com uma brisa fresca, decidi correr na pista. Até parece que eu iria desperdiçar um cenário desses, para ficar trancada correndo sem sair do lugar, em uma academia lotada. Não sei explicar o porquê, mas naquela tarde eu precisava de um tempo comigo mesma, um espaço para esvaziar a cabeça. Chegando no local a paisagem era perfeita, somente eu, a natureza, e o som prazeroso dos passárinhos em minha volta.
Iniciei minha corrida, mas tinha algo diferente em mim, parecia flutuar, e comecei a prestar atenção em cada passo dado. O momento fluia calmamente, como um mar calmo em um dia mais ou menos quente, tudo estava diferente, a tempos não me sentia dessa forma, leve como uma pena. Na maioria das vezes, quando saio pra correr, estou no automático, sem mesmo perceber a beleza do esporte, contudo, essa vivencia me fez refletir sobre essa automatização. A harmonia da natureza diante de meus olhos, me fez soltar todo o peso que eu levava em minhas costas, somente aquele instante importava e nada mais passava em minha mente. De repente, uma sensação de plenitude tomou conta de meu ser, o ar que entrava e saia de meus pulmões, limpava todas as angústias, medos e tristezas que estavam presos em meu interior. Tudo entrou em perfeito equilíbrio, o tempo simplesmente parou de existir por alguns poucos minutos.
Mais tarde quando voltei pra casa, percebi que a paz se apresenta para nós em diversas ocasiões da vida, mas como vivemos em uma síndrome de robôs, automatizados toda hora, nossa percepção desses prazeres desaparece. A paz é simples, o viver bem é perceber os pequenos momentos de plenitude da existência humana, como sair para correr em um dia qualquer e liberar a negatividade, observar um pássaro cantando, contemplar a natureza, simplesmente viver cada fração de segundo, um de cada vez, sem sair se atropelando por aí. Com isso, a sensação de paz se faz necessária para cada ser humano que existe, sem isso a gente entra em pane. E para encontrá-la? Precisamos nos livrar dos inúmeros pensamentos de nossas mentes, e nem que seja por um minuto, observar com calma o universo de coisas lindas e ao mesmo tempo tão simples, acontecendo ao nosso redor. Sem dúvidas, esse é o jeito mais simples de encontrar a paz.
O MUNDO DAS MELODIAS
Em um dia como outros, estou sentada em frente a um fogão a lenha, olhando a chuva cair delicadamente na grama através de uma janela, em um dia frio de inverno intenso. Além disso, estou escutando música, mais específicamente Michael Jackson, artista do qual estou obcecada há meses, parece até doença, mas isso não vem ao caso, já que eu amo suas músicas. Todos os dias ao acordar, é uma melodia diferente em minha mente, é tão bom, mas ao mesmo tempo incomoda um pouco. Mas afinal, o que seria de nós, seres humanos, sem a tão grandiosa música?
Dessa forma, fico pensando, quando escuto uma canção animada, como por exemplo Billie Jean - obviamente vou usar Michael Jackson como exemplo - eu fico muito feliz, por mais triste que esteja naquele momento. Tenho até que me segurar para não começar a dançar, principalmente quando estou em ambientes públicos. E quando toca uma música triste? Da vontade de chorar, parece que o mundo fica escuro, e você literalmente cai dentro de uma fossa, todos os pensamentos de tristeza possíveis vêm à tona. Ah, e não dá pra esquecer aquelas que são como chiclete, gruda na mente e para tirar é só substituindo por outra da mesma espécie.
Mas, as piores são aquelas que você nem sabe realmente o conteúdo. Geralmente são em outros idiomas, não consegue-se explicar por que um sentimento ruim nasce ao escutar aquilo, e é aí que mora o maior problema. As músicas de alguma forma conversam com nosso inconsciente, trazem para a superfície pensamentos esquecidos e guardados a sete chaves. A questão aqui é: por que tudo isso acontece? A música tem um poder exorbitante sobre qualquer pessoa, ela de fato consegue mudar quem somos, pra melhor, pra pior, enfim, de diversas maneiras. Acho difícil alguém normal não gostar de uma bela canção, ela exerce um papel fundamental em nossas vidas, dá cor ao mundo.
Com isso, ao escolher uma melodia todo cuidado é deveras pouco, já que muitas delas a gente escuta várias e várias vezes, e mesmo que pareçam inofensivas, elas irão de alguma forma nos influenciar, de acordo com o conteúdo de suas letras. Por isso, escuto Michael Jackson, são letras bonitas e que me dão vontade de viver e ser alguém melhor para mim e para o mundo, respeitando literalmente o que as canções dele dizem. E quando elas “grudam”, é melhor ainda, pois essa sensação vem a todo momento no meu dia, um sentimento de ânimo em meio ao caos da rotina. Por meio disso, acho que todo mundo deveria repensar o que ouve nos fones de ouvido, pode estar provocando uma construção, ou destruição interior, em parte, somos o que escutamos. Ao ouvir constantemente algo com letras fúteis e palavrões em meio a elas, é bem possível tornar-se uma pessoa parecida com o dizer da música. Não é uma simples melodia, é um mantra, e dizem por aí que: “o que entoamos vem até nós,” tomemos cuidado!
O mal não pode vencer o bem. O bandido não pode vencer o mocinho, assim como Tom nunca pode derrotar Jerry. Ao olhar ao redor, vemos, ouvimos e sentimos uma desesperança que tenta nos confinar — mas este é o momento de reagir e jamais aceitar.
Bacana mesmo são aqueles que vivem sem horizonte, seguram a onda da solidão e procuram como missão, resgatar a resiliência, proatividade e esperança nos outros.
Das cores primárias vermelho, azul e amarelo, fazemos uma infinidade de tons e matizes; assim como, a partir de cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e picante, criamos combinações inesgotáveis de paladares. Agora, de um único limão, azedo ou ácido, se expande e se multiplica: adoçado, vira limonada, um refresco muito apreciado. Amassado, com casca e tudo, adicionando cachaça e açúcar, uma delícia, quase divina, a caipirinha. Sem o seu efeito, será que podemos comparar o limão ao amor?
O Ofício da Escuta
Escolher a psicanálise como profissão nunca foi apenas sobre seguir uma carreira; foi sobre atender a um chamado para habitar o humano em sua forma mais pura e singular.
Nenhum dia na clínica é igual ao outro. Entre o dito, o silêncio e o nascer das palavras, tenho o privilégio de acompanhar o desatar de nós antigos e a reconstrução de histórias que pareciam estagnadas.
Ser psicanalista é aprender a arte de escutar o que a alma sussurra nas entrelinhas, oferecendo um espaço seguro onde o sujeito possa, finalmente, se reencontrar.
Amo a psicanálise porque ela me ensina, diariamente, que a dor não precisa ser o fim, mas o ponto de partida para a transformação. É um trabalho de paciência, respeito e constante descoberta — e não há nada mais gratificante do que testemunhar alguém se tornando autor da própria vida.
Troque a maledicência por uma palavra de esperança e veja como o seu ambiente de negócios começa a prosperar.
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