Viva a Vida como se Fosse a Ultima
A política é como uma peça de teatro... Os políticos são um conjunto de atores que interpretam, falam e agem conforme os diretores e roteiristas querem. E os diretores e roteiristas são os banqueiros, investidores, megaempresários, financiadores de campanha, que não se expõem ao público, que estão atrás da cortina, nas sombras, no escuro, apenas escrevendo, ditando e orientando o que os políticos, os atores, devem fazer para entreter e fantasiar a peça para o público. E o público somos nós, que pagamos para ver essa peça diariamente, influenciados pelos cartazes que divulgam essa peça: a mídia. Uma peça que nos distrai, distorce e muda a realidade, para que fiquemos abobalhados, assistindo ao teatro e comentando, intelectualizando apenas o que estamos vendo, que são os atores, esquecendo que quem escreveu, ditou e orientou esses atores, está atrás das cortinas, planejando, investindo, financiando, chantageando e criando novas peças para fantasiar, iludir, enganar, superficializar e imbecilizar o público cada vez mais com um teatro barato, visando o lucro à custa dos seus espectadores.
O amor verdadeiro não precisa de palco ou de provas; ele descansa no 'ser'. Assim como Pedro disse ao Senhor, eu descanso na certeza de que o que é real não precisa de pressa para se mostrar, pois quem conhece o coração dispensa o excesso das palavras.
Seja independente no mundo onde os homens só veem as mulheres como uma figura materna.
Seja paz onde a maldade predomina.
Seja luz onde a escuridão é lá no fundo do túnel.
Seja paciência onde o ignorante levanta a voz.
Seja esperança no mundo em que os sonhos são destruídos.
Seja amor onde o ódio tem domínio.
Seja você.
Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.
Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.
Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta
Tenho a solidão de velhos ancestrais,
que tinham o fogo como um deus,
tenho a paixão dos que se entregaram
insensatamente como ateus...
Demorei bastante para perceber que todos os problemas que eu enfrentava, como angústias, preocupações excessivas, sentimentos de tristeza profunda e tantos outros, eram consequências de algo que eu mesmo criei na minha mente, sem perceber.
Aos poucos, fui acumulando problemas, inventando mais e mais na minha cabeça, até que cheguei ao ponto de não saber mais o que era real e o que eu tinha imaginado. Aqueles problemas estavam afetando minha mente, meu corpo e minhas emoções. Eu via tudo de forma negativa, me cobrava demais, me julgava, me limitava, e me prendia aos meus medos. Isso só foi piorando até que eu comecei a descartar as coisas que via como problemas.
Antes, eu sentia uma pressão enorme para agradar aos meus familiares, amigos e a sociedade, tentando ser aquilo que o mundo esperava de mim. Mas isso não estava em sintonia com meu verdadeiro eu, com o que eu sentia no fundo de mim. Eu me sentia sufocado, preso, escravo da minha própria mente. Foi então que, em um momento de decisão, simplesmente deixei de lado a ideia de agradar a todos e comecei a viver para mim mesmo. Passei a ouvir o que eu ignorava: o meu sentimento, minha essência.
Aos poucos, os problemas foram desaparecendo, porque eu deixei de vê-los como tais. Hoje, qualquer coisa que possa surgir, eu não vejo mais como um problema. E se algum aparecer, sei que é eu criando, mais uma vez, algo na minha cabeça.
O drama que minha mente criava só me prejudicava, então deixei esse drama de lado. Eliminei tudo o que era negativo e passei a olhar a vida de uma forma diferente, mais bela e divertida, como um aprendizado constante.
Agora, não me vejo mais como uma vítima ou injustiçado. Abandonei o drama, deixei a negatividade para trás e passei a viver de forma simples, para mim e para minha alma, aproveitando todos os momentos.
UM CONTO ITALIANO🇮🇹
As colinas da Toscana ondulavam sob a luz prateada da lua, como um mar silencioso de vinhedos. O ar tinha cheiro de alecrim e uvas maduras quando Giulia, filha de viticultores, atravessou o campo carregando um pequeno caderno de couro preso ao peito.
O caderno não era dela. Era do avô, morto há poucos meses — o homem que guardava segredos tão antigos quanto as oliveiras que cercavam a casa da família.
Giulia só o encontrara naquela tarde, escondido dentro de uma gaveta trancada.
Quando chegou ao topo da colina, avistou Marco, o restaurador de igrejas que trabalhava na vila vizinha. Ele estava sentado no muro de pedra, observando o brilho da lua sobre os vinhedos.
— Non riesci a dormire? — perguntou ele.
Giulia respirou fundo e mostrou o caderno.
— Encontrei isto… e acho que há algo aqui que meu avô queria que eu descobrisse.
Marco se aproximou, curioso. Giulia abriu o caderno e revelou um desenho: um mapa simples, feito a carvão, marcando um ponto entre duas fileiras de cipestres. Ao lado, havia apenas uma frase:
“A verdade floresce apenas à luz da lua.”
Intrigados, caminharam até o local indicado. Quando chegaram, perceberam que o chão estava mais solto ali, como se alguém tivesse cavado recentemente.
Marco ajoelhou-se e removeu a terra, descobrindo uma caixa de madeira antiga. Giulia abriu com as mãos trêmulas.
Dentro havia cartas — dezenas delas — escritas pela avó de Giulia para um homem cujo nome ela nunca ouvira antes: Alessandro.
Em cada carta, uma história de amor proibido.
Em cada frase, a dor de ter escolhido um casamento arranjado em vez do homem que realmente amava.
Giulia engoliu seco.
— Minha avó… ela nunca falou disso.
Marco colocou a mão no ombro dela.
— Talvez ela tenha querido que você soubesse agora. Para entender que a vida é curta demais para esconder sentimentos.
Giulia levantou o rosto na direção da lua. As colinas pareciam sussurrar histórias antigas.
Ela olhou para Marco, percebendo naquele instante algo que tentava ignorar há meses:
os sentimentos que cresciam entre eles, silenciosos como as noites toscanas.
Marco sorriu, suave.
— La luna custodisce segreti… ma rivela anche ciò che conta davvero.
E ali, sob o luar da Toscana, enquanto as cartas antigas balançavam ao vento, um novo segredo começou a nascer — não para ser escondido, mas para ser vivido.
A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.
Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.
Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.
A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.
pensando em como nossas trajetórias se cruzaram. Você, com esse seu jeito de quem veio do interior, trazendo um mundo inteiro de sonhos dentro de si; e eu, criado no asfalto, acostumado com o barulho e a pressa da cidade. Parecia que estávamos apenas ocupando nossos lugares naquele trem da meia-noite, sem saber exatamente para onde ele nos levaria, mas sabendo que precisávamos ir.
O mundo aqui fora pode ser solitário e, muitas vezes, esfumaçado como aquela sala onde a gente se viu pela primeira vez. Entre o cheiro de vinho e as luzes baixas, bastou um sorriso seu para que a noite fizesse sentido. Foi ali que percebi que a vida é feita desses encontros: estranhos que se procuram na penumbra, tentando achar alguma emoção real escondida na rotina.
Eu sei que não tem sido fácil. A gente trabalha duro, joga os dados e torce para que a sorte esteja do nosso lado só mais uma vez. Vi muita gente vencer e outros perderem pelo caminho, mas o nosso filme ainda não acabou. Ele continua rodando, cena após cena, sempre e sempre. Segure-se com força nessa sensação que nos uniu. Mesmo quando as luzes da rua forem as únicas companhias e a noite parecer vasta demais, lembre-se de que estamos juntos nesse trilho. O destino final pode ser um mistério, mas enquanto houver essa música entre nós, eu não vou soltar a sua mão.
"Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o rosto do seu amigo." (Provérbios 27:17)
Essa passagem diz exatamente isso: ninguém se aperfeiçoa sozinho. É no encontro com o outro, na troca, no atrito construtivo da convivência, que nos tornamos melhores.
Cada reunião, cada palavra ouvida com atenção, é uma pedra a mais no Templo que construímos juntos.
A gratidão por aprender com os Irmãos é, no fundo, o reconhecimento de que a sabedoria não mora em um só homem.
Ela circula entre aqueles que têm humildade para ouvir.
"Como é nítida a vontade de chorar mais deixo meu incerto sorriso desabafar a necessidade que há."
ordnael skelsi
Todas as coisas agora me lembram de como o amor costumava ser. Taboas dilatadas em lugares
solitários. Condicionador viscoso em meus cabelos. Sólidos livros. Suas variegadas lombadas.
Turbilhão de palavras como um coquetel agitado, umbigo em torvelinho, pulsante asterisco.
O passado é isto: ter sido jovem e desejosa e não ser mais.
No futuro, as taboas explodirão sem mim. Oro para que elas
não passem despercebidas. Quem irá cavalgar os cavalos do cemitério? Loiras e incorrigíveis madeixas
soprando em seus olhos. Quando eu caminhava pelos cemitérios comentando
sobre os nomes estranhos. O presente: seguir um caminho sem amor é cortejar
um vazio roxo azulado, como uma gruta ou uma boate. Ou a caverna onde cadáveres
são armazenados no inverno, quando uma pá não consegue romper o solo congelado.
Eu já vi tais lugares. Já estive sozinha neles. Som de água marulhando.
Animais chamando uns aos outros. Eco da minha própria respiração. Fumaça saindo
da minha boca no frio. Memória, um intruso em um canto que quer matar,
pedra pesada na mão. E a poesia. Este poema agora. Este caso de uma noite.
Trad.: Nelson Santander
- Relacionados
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
- Charles Chaplin sobre a Vida
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Charles Chaplin Poemas sobre a Vida
- Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
