Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Tem algo no teu sorriso que não pede licença —
ele simplesmente chega e fica,
como luz atravessando a tarde
sem perguntar se pode entrar.


Teus olhos carregam uma calma rara,
daquelas que fazem o mundo desacelerar,
e quem te encontra, mesmo sem perceber,
já não é mais o mesmo depois de te olhar.


Teu jeito é leve, mas não é pouco,
é daqueles que marca sem fazer barulho, que acolhe sem precisar prometer, que fica…
mesmo quando tudo parece ir.


E eu fico aqui,
meio perdido, meio certo,
tentando traduzir o que
não cabe em palavra,
porque tem gente que é bonita
de ver, mas você…
você é bonita de sentir.


Se existe sorte nesse mundo confuso,
ela deve ter teu nome escondido em algum lugar,
porque encontrar alguém assim, tão de verdade,
é como achar paz sem nem procurar.


E se um dia duvidarem do que você é, eu juro
— o erro nunca foi em você,
é que nem todo mundo tem sensibilidade suficiente
pra reconhecer o raro quando vê.

Ao contemplar os animais como nossos mestres, significa que a própria evolução está adiantada.

CARTA I: A Condenação


Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:


— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!


Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.


Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.


Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.


Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:


— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!


Uns até debochavam, dizendo:


— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?


E soltavam gargalhadas em tom agudo:


Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!


Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:


— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?


Então respondi-lhes:


— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.


Eles insistiram:


— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?


E eu respondi:


— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.


Novamente perguntaram:


— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?


Então respondi-lhes:


— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.


Furiosos com a minha resposta, disseram:


— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.


A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.


E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:


— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?


Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.


Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.


"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."


In Cartas de Um Condenado. ✍️

" Oportunidades são como frutas maduras se você não colher agora pode perde-las"


- Vanessa Costa Lima

Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.


Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.


É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.


Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.

⁠Não existi falta do que nunca existiu,
assim como nunca haverá morte do que nem nasceu.

Um coração leviano pensa apenas nele mesmo, mas não sabe que o mal que lhe causa é como um veneno mortal onde só é percebido quase muito tarde.

Se algo incomoda em nossas vidas como tédio e descontentamento, não é fazendo nada que algo irá melhorar, pelo contrário, é levantando e fazendo o que nunca fizemos antes que vamos conquistas aquilo que nunca tivemos.

Meu maior desejo é arrancar de dentro de mim tudo o que contaminou a forma como eu pensava em você.
Queria voltar ao tempo em que pensar em você não doía,
em que pensar em você era abrigo, não sofrimento.

Linda morena.
Não há como vê-la e não desejar, não há como se aproximar e não querer um abraço. Não há como olhar em seus olhos e juntamente contemplar essa boca tão linda, e não querer beijá-la.

"Eu cunhei numa pedra o que meu espírito inflamava,
Como fingir que a verdade rabisca


A noite veio, em meu peito , mentindo ser meio dia,
Para que o fogo em cinza renuncie.


Renuncie o passo de quem se pôs longe, mesmo antes estando tão perto
Quando a fonte seca, o ídolo quebra


Então fiz do meu cuidado o silêncio de um monge,
Então minha alma no escuro celebrou


Celebrou o ciclo que a luz justificou,
Um retorno sagrado que o tempo concede.


O que foi sombra, em primavera desabrocha,
Em Deus que escuta quem sem timidez lhe implora."


Frei Douglas Xavier . Abril de 2026.

⁠"...Se eu entendesse como se cria o tempo,
deixaria que por vezes te fosses,
enluarando noites ou desabrochando dias,
pois depois saberia te encontrar,
numa qualquer manhã do infinito...'
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.


Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.


Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.


E se é tão grande, como os olhos que se


traduzem no peito..."

Se você não cuida do que você tem, uma hora você acaba perdendo. Assim como os objetos precisam de cuidado as pessoas também precisam, preste atenção aos detalhes, pois em um relacionamento eles fazem a diferença.
O erro das pessoas é achar que porque tem nas mãos, não irão perder, e se esquecem que a prática é diferente da teoria. As vezes é preciso parar de olhar só pra você e começar a perceber o outro.

Estevão & Esther
— nomes que ainda moram no amanhã, mas já respiram no meu peito como promessa viva.
Antes mesmo dos seus passos ecoarem pela casa,
meu amor por vocês
já aprende a existir.


Se um dia o mundo pesar,
segurem na minha voz,
ela vai lembrar que vocês
nasceram de um sonho bonito.
Não de perfeição,
mas de verdade, de entrega,
de um amor que decidiu ficar mesmo sem garantias.


Quero ser abrigo quando
a chuva vier sem aviso,
e também vento leve quando precisarem voar.
Ensinar sem prender,
cuidar sem sufocar,
amar de um jeito que nunca falte, mesmo em silêncio.


E quando crescerem e seguirem seus próprios caminhos,
levem com vocês a certeza que sempre terão um lar.
Porque antes de serem meus filhos…
vocês já eram meu motivo de acreditar.

Declaração


No silêncio do mundo,
teu nome ecoa em mim,
como se cada batida do meu peito soubesse o caminho até você.
Es a calma que encontra o caos que sou, e nos teus olhos eu aprendi o que é permanecer.


Não foi o acaso que escreveu
nossa história,
foi algo mais forte,
daqueles que o tempo não apaga.
Meu amor em ti encontrou mais que amor, encontrou abrigo,
um lugar onde a alma descansa e a vida se refaz.


Teu riso ilumina até meus dias mais escuros,
e tua presença transforma o simples em infinito.
Se o mundo desabar lá fora,
ainda assim existirá paz,
porque você é o meu lar em qualquer lugar.


E se me perguntarem o que é amar de verdade,
direi teu nome sem pensar duas vezes.
Pois entre tantas histórias que o mundo poderia escrever,
a mais bonita… foi a nossa.

“Confundir um leão com um cachorro é como brincar com a morte achando que é só diversão.”

Filho ( Pai de Menino )


Filho…
é no teu riso que eu encontro
o começo de tudo,
como se o mundo tivesse
sido criado de novo
toda vez que teus olhos
me procuram.


Ser pai de menino
é aprender a ser forte
sem deixar de ser abrigo,
é ensinar o caminho,
mas também caminhar junto,
mesmo quando a estrada ainda
nem existe.


Em tuas mãos pequenas
eu vejo sonhos que ainda
nem sabem o próprio nome,
e prometo, em silêncio,
ser teu escudo e teu chão,
quando o mundo tentar
ser grande demais pra você.


Meu filho…
se um dia te faltar coragem,
lembra de mim,
porque em cada parte tua,
eu deixei um pedaço meu
— pra você nunca esquecer
que é amado.

Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?

Ficar à espera de dias melhores sem investir no próprio desenvolvimento é como contar com água no meio do deserto do Saara; pode até acontecer um dia, mas não há garantia de que você estará vivo para ver isso.⁠