Vinicius de Moraes Peixes
O poeta
Sem platéia é um oceano sem peixes.
Um cenário sem Deus
Uma vida sem canção num mundo sem sonhos.
Apenas quando não houver mais peixes no mar, animais na fauna e árvores nas florestas é que o homem aprenderá que não se come dinheiro.
Mãe cujos filhos são peixes, à maternidade, ao começo do mundo e à continuidade da vida. Ou simplesmente Iemanjá.
OS PEIXES DE UM SHOPPING
Estava eu tomando solitariamente um café em um shopping quando observei uma mesa em frente a uma lagoa artificial, lagoa esta, construída na área de lazer do empreendimento. Não pensei duas vezes e para lá eu fui. Assentei meu corpo relaxado na cadeira e coloquei o copo de café sobre a mesa limpa. Após essa grande atividade física comecei a observar mais atentamente aquela lagoa artificial e pude ver que dentro dela havia alguns peixes de coloração alaranjado. Estudei cada trajeto que aqueles pequenos seres de cores vibrantes faziam e percebi que eles não se cansavam de realizar o mesmo caminho várias vezes por minuto. Ali naquela pequena lagoa eles estavam totalmente seguros. Não havia predadores. Eles tinham alimentação controlada, água limpa e admiradores o dia todo. Admiradores observadores, distraídos e até mesmo aqueles que pensariam profundamente sobre a maçante e segura rotina daqueles pequenos peixes. Comecei a pensar que eles fariam o mesmo trajeto utilizando suas nadadeiras freneticamente dia após dia até chegar o fim de suas simplistas vidas. Esse pensamento me causou aflição e me fez refletir sobre várias coisas que estão ao meu redor. Aqueles peixes só conheciam aquela lagoa. Aquele pequeno território geográfico. E se eles tivessem a oportunidade de conhecer um rio e sua feroz correnteza, uma lagoa de verdade e um mar de infinitas possibilidades. Seriam eles mais felizes? Mesmo estando a poucos centímetros de terríveis predadores? Possivelmente durariam menos, mas poderiam trocar a ração oferecida pelos funcionários do shopping por qualquer banquete desejado, nadar em correntes quentes e em correntes frias, não teriam admiradores convencionais, mas os mais excêntricos possíveis. Seriam eles peixes sortudos ou peixes condenados a uma crueldade sem tamanho? Mas como os peixes podem se sentir condenados se eles só conhecem aquela pequena lagoa? Para aqueles peixes aquela lagoa é o mundo. Os peixes só irão condenar aquela lagoa quando conhecerem o que transcende a barreira de concreto pintado de azul. Quantas vezes em algumas situações e momentos em nossas vidas pensamos conhecer o mundo, suas leis e suas verdades, mas nos esquecemos de que em nossa volta, assim como aqueles peixes tinham aquela barreira de concreto, nós temos várias barreiras impostas por mim, por você e pela sociedade. Barreiras que nos limitam. Barreiras que nos aprisionam. Barreiras que nos tiram do verdadeiro caminho de nossas vidas. Ousando quebrar essas barreiras você poderá encontrar assustadores predadores. Poderá durar até menos, em contrapartida poderá levar a vida que quiser, a vida que de verdade sentir. A nossa ignorância nos transformou em pequenos peixes de uma lagoa artificial de um shopping. Estaríamos nós nos condenando a crueldade?
Ao converter-se de suas atitudes, os pescadores de peixes da Galiléia tornaram-se pescadores de homens. Jesus não pede aos pescadores que faça algo diferente, mas que faça de forma diferente. Converter-se é também ter a coragem de transformar nossos atos em atitudes nobres. Não adianta querer ser curado sem desejar ser transformado. O que vale a pena exige sabedoria.
E quando os peixes te seduzirem
quando as ondas te cantarem,
verás que o belo
o encanto,
pode está no mar !
«O Reino do Céu é ainda como uma rede lançada ao mar. Ela apanha peixes de todo o tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e escolhem: os peixes bons vão para os cestos, os que não prestam são jogados fora. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são bons. E lançarão os maus na fornalha de fogo. Aí eles vão chorar e ranger os dentes.»
Mt 13,47-50
porque, porque os pássaros voam,os peixes nadam,e o ser humano anda?
a lebre corre a flor
faz fotossíntese.O ser humano aquele que tem mais capacidade apenas anda,esses são os pensamentos de um tolo mas se pensar vai ver que pode voar mais que um passarinho,nadar mais que um peixe, correr mais que a lebre e transpirar mais que a flor,mas quem propõe isso é você e sua forma de pensar e Deus com sua permisão de voar
Tens a beleza de rios dourados, de peixes no mar. Tens versos e
encantos, luzes e dançar ! É a pureza misturada a loucura, entrelaçada nos desejos, enganos...amo-te, só ! Plenitude que me veste, me cobre...me desnuda ! Arranco minhas vestes, tiro sapatos...jogo taças, vinhos...me embriago, desnorteio; me perco onde quero me encontrar: teus braços, devaneios. Tua boca meu sonhar...quero pernas, coxa com coxa; quero música no ar !
Queria fechar os olhos,e em alguns segundos as decepções desaparecem, como um mar sem peixes,
A vida é tão bela,mas nós somos tão inresponsáveis que acabamos com ela,
As lágrimas dos meus olhos rolam sem parar, até o momento que você chegar, e me abraçar, Desculpe se lhe maguei, eu te amo, meu amor, minha vida...sem você eu morro de dor !
Bruxas e empresários injetam informação, peixes cegos e sanguessugas aprendem tudo, ou será que não? Presos carnais invocam olhares falsos, sorrisos podres e pensamentos vazios, pobres de tanto dinheiro e de tantas palavras, falam muito, mas não dizem nada. Eletrochoques energizam o ambiente e facas apontadas inutilizam a alma, risadas hienais transformam colegas em canibais, subitamente animais. Bucólicos e marginais sorriem com o vazio branco, insólito, infinito e imortal, rugem diante de letras e números, presos, viciados e conformados com um mundo de seres surreais.
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.
E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado.
Deste modo, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria? Quando as pessoas atingem seus objetivos tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões. Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta. Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard da CIENTOLOGIA, observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo! Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Se aposente, mas invente. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença. "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".
(Texto de Medeiros usado em MBA nos USA)
