Vida Passageira
Que a nossa existência seja para acolher a verdadeira manifestação de nós.
Para Carl Gustav Jung quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta.
Visão de que mascaramos nossa existência Vivendo de acordo com os padrões sociais .
Temos que escolher os locais mais bem frequentados, produtos de grifes, veículos e moradia de luxo, acumularmos títulos para sermos reconhecidos pelo conhecimento adquirido, precisamos manter a forma e aparência física ideal, entre tantas outras coisas. É claro que essa não é uma realidade para todos, mas é o que a maioria das pessoas almejam, enfim, existimos para compormos uma teia de superficialidades, passamos a vida correndo em círculo, sendo escravizados por uma existência vazia, embasada em papéis ou posições sociais, posses, aceitação e reconhecimento externo que trás uma falsa sensação de realização.
Mas tendo alcançado tais realizações ou não, no final das contas nada disso faz diferença, pois a verdadeira realização vem de dentro, vem do encontro com a nossa essência, vem da descoberta daquilo que há de genuíno em nós, da aceitação das nossas limitações, fragilidades, imperfeições, vem da liberdade de podermos ser apenas nós mesmos, sem medo dos olhares externos reprovadores.
Nada pode ser mais valioso do que podermos viver livremente, sem medo, sem necessidade de corresponder às expectativas alheias, entendendo que essa vida é passageira e estamos aqui apenas de passagem.
Romanos 8:18 nos convida a enxergar nossas dificuldades com outra perspectiva. Muitas vezes, quando enfrentamos desafios, tudo parece sem propósito e a dor se intensifica, como se fosse uma prova sem fim. Mas o apóstolo Paulo nos lembra que existe algo maior que supera qualquer sofrimento passageiro: a promessa de uma glória futura.
Isso não significa ignorar a dor ou diminuir o peso dos problemas que vivemos; pelo contrário, é um convite a encará-los com a certeza de que não são o fim, mas um caminho. Ter fé é justamente manter acesa a esperança de que, por mais escura que seja a noite, a manhã sempre chega, trazendo luz e renovação. Quando nos apegamos a essa visão, conseguimos enxergar que cada desafio também pode nos moldar, fortalecer e nos aproximar de algo maior, deixando uma marca duradoura em nossa alma.
Assim, investir na nossa paz interior e naquilo que realmente importa é o que nos ajuda a dar um sentido mais profundo à nossa jornada. Afinal, a vida passa depressa, e olhar para além do presente é o que nos permite seguir com esperança e propósito.
Tudo é fugaz. Os papeis que exercemos,as relações que cultivamos, a situação que vivemos, os desentendimentos, as decepções, as dores, as alegrias... enfim, "tudo passa, tudo sempre passará".
Muitos sentirão o duro golpe de serem apenas usados e perceberão que as alegrias das festas de final de semana, são passageiras, trazem muita dor e marcas profundas.
No postremo vagão do trem,
tem alguém, no hemisfério da dúvida
de cabeça baixa, à vida
imaginando o dia,
uma folha branca na mão,
escrevendo...
na pausa,
o trem passou..
A tendência do ser humano é se apegar demasiadamente em gestos grandiosos para demonstrar afeto e acaba se esquecendo dos pequenos detalhes que podem fazer tanta diferença no hoje de uma vida que passa tão rápido como a neblina que desaparece no ar.
Em liberdade sigo a vida e pensamentos,
não marco momentos de indecisões,
nada procuro, nem quero, nem fomento,
sou apenas passageira desse tempo de ilusões
Se tive ou tenho amores, que interessa?
apenas eu posso saber de meu caminho,
mas é certo, que é correto e sem pressa,
vou por ele cumprindo apenas o destino
Nas mãos levo um bouquet de flores
simples, do campo, perfumes a granel.
distribuo-as, enfeito a vida de mil cores,
quero que cada um tenha um pedacinho de céu
“Não vivemos no mesmo cenário, mas seguimos o mesmo roteiro. No teatro da vida o ingresso não é gratuito. Sou o espectador do meu personagem e tanto faz fazer comédia ou drama em uma cena passageira.”
