Vida e Morte
Páscoa é tempo de celebrarmos a morte e ressurreição de Cristo. Páscoa é vida; e vida eterna! Coma o seu ovinho de Páscoa, se delicie, mas não esqueça: se você realmente ama seus filhos, não deixe que eles cresçam na ignorância e assimilem o universo consumista da Páscoa, ovos e coelhinhos com o verdadeiro significado, que é Jesus.
Duelo da vida e a morte
Na arena da existência, o duelo se travou,
Entre a vida e a morte, o destino se desenhou.
A vida, com sua chama ardente e pulsante,
Enfrenta a morte, imponente e constante.
A vida dança com cores e risos no ar,
Enquanto a morte tece mistérios a desvendar.
Um duelo eterno, onde cada segundo é precioso,
E o mistério da vida se revela tão grandioso.
A morte sussurra em cada sombra da noite,
Enquanto a vida brilha em cada raio de sol que açoite.
Um duelo de opostos, de finitude e eternidade,
Onde a vida e a morte tecem nossa realidade.
Mas no coração humano, o duelo se entrelaça,
E na jornada vivida, cada um encontra sua graça.
Pois na dualidade da existência, encontramos a verdade,
Que é na dança entre vida e morte que vive a nossa humanidade.
E a vida é assim -
E a vida é assim
cheia de principios e de fins
cheia de alegrias e de mortes
e até a própria sorte
está cansada de ter fim ...
Mas a vida é assim
um abismo entre ti e mim
da juventude à velhice
vou dizer o que já disse
a vida é assim!
Às vezes cheira a jasmim
há o não e há o sim
talvez o sim uma saudade
o não uma vaidade
porque é que a vida é assim?!
Por vezes feita de cetim
nem sempre é um jardim
um silêncio, uma quimera
e na verdade, quem nos dera
que não fosse tão ruim.
Mas a vida é assim
tem principio e tem fim
nós nascemos a chorar
não passamos sem amar
'inda bem que a vida é assim!
A jornada mais ampla da Alma.
A perspectiva da vida após a morte como uma continuidade da existência espiritual sugere que não há verdadeira morte, pois somos seres eternos.
De acordo com essa visão, nossa essência espiritual transcende a experiência humana, o que implica que a morte física é apenas uma transição para outra forma de existência.
Essa concepção enfatiza a ideia de que nossa verdadeira natureza é espiritual e que a vida humana é apenas uma parte de uma jornada mais ampla da alma.
Saulo Couto
O conceito de Vida após a Morte
O conceito de Vida após a Morte varia amplamente entre diferentes crenças e filosofias. Alguns acreditam em uma continuação da existência Espiritual após a Morte Física, enquanto outros veem a morte como o fim absoluto da consciência.
A ideia de que não existe morte porque somos eternos sugere que a vida Espiritual transcende a vida física, e que nossa essência é imortal.
Essa perspectiva muitas vezes reflete a crença de que somos seres Espirituais temporariamente habitando corpos humanos para aprender e Evoluir.
E quando as minhas esperanças se esgotaram, Quando eu desejei a morte . Deus me deu você. Vida , esperança, um novo recomeço. Te amo Vida .
Um poema para Tati
Por suicidas a vida é torturante, a morte e mas dolorosa pra eles do que para aqueles que sentir muito por sua partida.
A morte de minha mãe me encheu a vida inteira de uma melancolia desesperada. Por que teria sido com ela tão injusto o destino, injusto com uma criatura em que tudo era tão puro?
A morte é uma vida que renasce. Estou recomeçando uma nova vida uma nova etapa. Não sei se driblei a morte só sei que estou tendo uma nova chance de viver a vida. Obrigado meu Deus por ter dado uma nova chance de começar uma nova etapa de vida.
Além do animal que teme a morte, existe um ser que deseja ser aceito, amado. O que acontece na vida são apenas consequências desses desejos.
VIDA, PAIXÃO E MORTE
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Há muito tempo, a um vale longínquo,
desceu, resoluto, o incerto profeta,
rolando... das mais altas colinas.
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Com uma brandura violenta
e uma arrogância singela,
anunciou fundamentos
de uma nova religião
cujo Deus, o maior,
o único Presente,
o Onipresente,
era a divina
Tangerina.
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“Nós somos
os seus gomos:
Universo onde tudo
com tudo se relaciona”
.
Com sua tímida eloquência
e a confusão mais convincente,
tal profeta, pleno inconsequente,
foi arrebanhando entre as gentes
tantos milhares de seguidores,
que já se tornara uma nação.
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E por já ser tão poderoso,
a sua verdade foi eleita
como aquela verdade
mais do que perfeita.
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“Deus – O Inteiro –
É... a Tangerina!
E nós, gomos,
as humildes partes
do Universo Contínuo”.
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Deixar de ser não podia:
escritos foram proscritos
e outros então prescritos
nos áridos verbetes
dos dicionários
– todos estacionários!
Ergueram-se no patamar
das antigas escadas em ruínas
templos refeitos só de escombros.
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Floresceram capelas: gloriosas catedrais
visitadas pelos crentes, adorando a Tangerina.
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Hierarquias foram fundadas, pecados redefinidos;
todas as passagens reservadas
para santos e peregrinos.
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Mas eis que um dia sobe ao Vale,
vindo de um vale mais embaixo
(mas tão elevado quanto colinas),
um novíssimo profeta louco
cujo único mandamento:
Um Universo Descontínuo.
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“Somos parte sem um Todo;
Não há a pretensa Unidade,
pois o Universo é descontínuo”.
E os seguidores do Outro irritaram-se:
‘Mas que profeta é esse louco?’
Ele nega à Tangerina!’
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E o novo profeta louco
ia dizendo a seus gomos
que não havia unidade...
Desdizia de tudo um pouco:
na sua eloquente insanidade,
arrebanhava seguidores
num perigo mais premente.
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Mas antes que, à imagem do Outro,
erguesse um tempo de escombros
para fundar a nova religião,
o Outro mandou que o prendessem:
Sem chances de defender-se, queimou-se
nas cálidas sombreiras... da Santa Inquisição.
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Hoje, não sei qual a verdade vigente...
O renitente Santo Graal dos Dementes?
A Virgem Santa das Rainhas Loucas?
As Desteorias do Contra-Diapasão?
A longa lenga-lenga das nove?
Papai do céu do seu bolso?
Teoria da Transpiração?
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Cá do meu canto me calo.
Que importa? Se todo Templo
é sempre erguido dos escombros?
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Falas Breves, 2024]
Vamos todos morrer ;
A morte é uma realidade inescapável que, paradoxalmente, nos ilumina a vida. Quando aceitamos nossa finitude, percebemos que muitos dos nossos medos e ansiedades perdem força. Afinal, o que temos a perder? As pressões sociais, as inseguranças, os apegos a coisas e status que vão perecer — tudo isso se torna pequeno quando olhamos para o fim inevitável.
Essa aceitação traz uma liberdade profunda: passamos a viver com mais clareza e simplicidade, valorizando o que realmente importa. A busca incessante por controle e permanência, que muitas vezes nos angustia, dá lugar a uma serenidade e a uma visão mais honesta da vida. Quando compreendemos que o tempo é limitado, abraçamos a beleza do presente, sem medo de falhar ou de parecer menos do que os outros.
O fato de que vamos morrer pode ser um grande mestre, nos ensinando a resolver problemas com a mente livre e o coração leve, pois estamos conscientes de que nada é tão pesado ou eterno quanto nossa mente muitas vezes acredita. Essa clareza é uma porta para um estado de paz, um convite para viver sem as amarras das ilusões.
