Vício
Procuro nunca fazer das minhas fraquezas um vicio de piedade e súplicas... sofro constantemente calada e sozinha, até que vez ou outra ocorre uma explosão que eu não consigo controlar.
Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual também pertencemos e, assim, temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por essas fraquezas apenas por não aparecerem em nós naquele momento.
"O problema com o vício é que nunca termina bem. Porque eventualmente, o que estiver nos dando aquela onda, pára de nos dar prazer e começa a doer.
Dizem que não dá pra cortar um vício antes de chegar ao fundo. Mas como você sabe que chegou lá?
Porque não interessa o quanto algo nos machuque... às vezes nos livrar disso dói ainda mais."
Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.
Um homem só será livre do vício (doença), do alcoolismo, quando ele reconhecer que é um alcoólatra. Mas enquanto este disser! Bebo socialmente! Bebo quando quero e paro quando quero! Com toda certeza absoluta continuará sendo um escravo do vício.
Um vício.
Um simulacro
----- um mundo só meu -----
espaço... meramente ilustrativo
conteúdo... puramente irônico, fantasioso
(inclui-se o autor).
O autor?
Ah, uma personalidade tão forte e demente capaz viver a vida na mente.
Eu tenho essa mania, vício, de exagerar o simples e de simplificar o imensurável.
Brigo por bobagens e desconsidero as piores das ofensas.
Se for para traçar meus defeitos vou listar extensivamente adjetivos pouco utilizados de nosso rico e diversificado dicionário.
Em contrapartida, tecer auto elogios é complexo e, às vezes, impraticável.
Dedicamos mais tempo conhecendo os outros do que a nós mesmos.
Consideramos que relacionar-se bem é conhecer melhor e de fato é, porém, mais importante do que conhecer o outro é conhecer o eu.
Esse eu que se esconde entre os traumas e decepções, o eu que intrinsecamente amedronta nossa alma e nos castra os desejos e sonhos.
Antes de conhecermos o amor da nossa vida, o príncipe encantado, nós precisamos conhecer o vilão que habitá o reflexo que não enxergamos.
Foi olhando intimamente para a filosofia do "quem sou eu" que pude entender: apesar de meus defeitos, tenho o dom de não esquecer sentimentos.
E por mais que eu não demonstre, sou cheio deles.
Meu sentimento tem forma, cor, sabor.
Eu vivo tropeçando no meu ego orgulhoso, e peco pelo excesso de medo de amar.
Mas por ironia da vida,
quanto mais medo eu tenho
mais amor, em mim, transborda.
Fingir que se importa
tornou-se o meu vício.
A verdade está ali a primeira porta,
Mas sempre escolho algo fictício.
Ao passar dos meses,
tive que vê-lo morrer
tantas vezes,
para algo proceder.
As pessoas estão se afundado
Cada vez mais.
Estão sonhando
Mas não param de olhar para trás.
Para
e repense
Vale a pena
Ou esquece?.
"Paixão nada mais é, que um vício emocional. A fuga de sentimentos ruins, tais como, tristezas, dores, frustrações. Mas, assim como passam as paixões, passam também os males interiores."
