Viajando
VIAJANDO NO VIVER DA VIDA HUMANA
A palavra vida é um substantivo feminino, paroxítona, de apenas duas silabas. Para uma boa parte da humanidade nós só temos uma vida para desfrutar, sendo assim, a palavra vida quando pronunciada geralmente está seguida de um artigo no singular - “A VIDA” -, já que na lógica do pensar, só podemos afirmar que temos somente uma vida para se viver nesse mundo nosso de cada dia, contudo, para muitos existe vida após a morte, para outros tantos, que existem vidas que em tempos passados que já vivemos e e vidas que em tempos futuros viveremos. Mas, sem ter muito o que se discutir, a vida que estamos vivendo é única, viver só ou acompanhado, aqui ou acolá, com ou sem, o que precisamos fazer é viver a vida intensamente, com muito amor e respeito pela vida que se tem por merecer.
No meu ponto de vista, o que define o viver, é ‘ser e estar’, o que define o viver, é o rumo que à vida se dá, o que define o viver, são os acontecimentos que da vida advém, o que define o viver é a condução que nós a vida decidimos dar, o que define o viver, são as ordens divinas que à vida se traz.
Viver é o verdadeiro milagre da vida, não existe uma fórmula ou modelo de como se viver a vida, pessoas sonham, se planejam, se constroem e se reconstroem, dando significados e ressignificados à vida, seguindo e no passar da vida sem saber quando, ou, até onde vamos na vida chegar.
A vida comumente é vivida em sociedade, seres humanos vivendo com/entre seres humanos, contudo, para que isso possa acontecer com equivalência de valores e em harmonização, se faz necessário seguir regras de convivência alicerçadas por leis, e/ou, por regras geradas na compleição das relações para um bem comum.
Acredito que somos o resultado do que construímos ao longo de nossas vidas. Na minha concepção, nada e nem ninguém é responsável pelo que nos transformamos no decorrer da vida. Reclamar da vida é assumir-se prejudicial a si mesmo, é assumir-se ineficaz, incompetente no gerir da própria vida. Muitas pessoas vivem reclamando da vida, de como ela se configura ao longo do existir, dos direcionamentos a se instituírem ao estender-se do tempo, dos contratempos, do ontem, do hoje, e até mesmo do amanhã, sem mesmo ter deste vivido.
Penso que, deveríamos conceber a vida como um inestimável presente dado por Deus, como uma abençoada criação divina de inesgotável sentir, constituída essencialmente por uma teia de antíteses, por uma variante de conjunções, por uma vastidão de proposições.
Viver é um constante aprendizado. Viver é fazer ou deixar acontecer, não é como uma operação matemática que se finda na exatidão, a vida não é uma receita pronta que já temos à mão. Viver não é fácil, não é “um mar de rosas” viver, e nem deveria ser, creio que a mágica da vida está exatamente na diversidade que a vida consente. No meu compreender, viver é sentir o sentido do sentir, viver é nascer e renascer dia após dia, na crença de que o bom e precípuo para se viver a vida consiste-se no êxito da superação, no errar para se acertar, na derrota para se vencer, no perder para se achar, no diminuir para se somar, na morte da vida para a vida se valorizar.
Deus nos deu a dádiva da vida, só temos que viver por ela e com ela, cuidando-a para tentar evitar lhe trazer dor, angustia e tristeza, para tentar evitar lhe trazer a falta que a vida faz. Temos que prezar pela nossa vida e demais vidas em consonância com a nossa vida em vivência.
Texto: Manollo Ferreira
Juazeiro - Bahia
“O que se leva desta vida é a vida que a gente leva”
(Barão de Itararé).
Somos viajantes do tempo neste planeta, viajando no universo, em compasso com a estrela que marca os dias e as horas em movimentos sincronizados com a galáxia.
Cruzinhas nas estradas...
Viajando outro dia, numa manhã ensolarada.
Fiquei a observar quantas cruzinhas na estrada
Como o pensamento voa estavas a imaginar
Cada marcação daquela! Alguma vida a levar...
Em alguns pontos da estrada fiquei a admirar
Tinham locais que havias cruzinhas a variar
Algumas muito cuidadas! Cheias de flores a brotar
Outras tão abandonadas que penas davam ao olhar.
Serás que as mais cuidadas! Era melhor quem morreu?
Ou ficou no esquecimento do tempo que as esqueceu
Podes ser que os parentes, com tempo! Daqueles que ali morreu
Enterrou naquela estrada onde hoje passo eu
As lembranças destes entes que no tempo se perdeu...
Isto me leva a mente como podemos viver
Somos mesmo na verdade lembranças de um bem querer
Se numa curva da vida chegamos hoje a ser
Numa estrada abandonada uma cruzinha a valer...
Se estas for bem cuidada! Me deixas transparecer
O amor que algum dia a alguém chegou valer
Se for cobertas de flores este amor não fez doer
Deves ter dentro do peito saudades deste viver...
Estavas a imaginar neste exato momento
Se numa marcas da estrada! Tiveras por sentimento
Ali estivesses marcado com dores e sofrimento
Meu nome numa cruzinha como estarias ao relento?
Serás que algumas flores me fossem de bom talento
Talvez uma capelinha livrando a do relento
Ou mesmo abandonadas como vejo em pensamento
Podes ser que alguém na vida me lembre nestes momentos...
Fazendo uma oração elevando os pensamentos
Lembrastes-vos deste amigo que ficou no esquecimento
Ou a família querida ainda por algum tempo
Cuidarias deste marco que mostras um passamento...
Mas voltando a estrada e o que tavas a falar
Percebi que na verdade somos mesmo quem vai dar
Dependendo do amor que podes sempre espalhar...
Somos nós que decoramos nossa cruzinha ou altar.
(Zildo de Oliveira Barros) Campo Grande MS
Guardo em silêncio,
viajando em agonia suave,
a liberdade que dança leve,
como brisa que beija a pele d’Alvorada. Estar só é meu campo aberto,
onde floresce a calma da alegria,
um jardim secreto onde habita
a estrela pura do meu ser. Sozinho, encontro a melodia
que os mundos não ouviram ainda,
felicidade que não se grita,
mas se sorri no peito, discreto viajante asornado e feliz. E assim, solto nas asas do tempo,
sou interior um aprendiz, sou paz, sou voo —
um mistério doce e só meu,
a liberdade em pele e em sonho.
Sonda Voyager 2: Do Planeta Terra,Até Um Outro Lugar.
Viajando com uma velocidade que deixava os seus rastros com alguns ventos que por ali já estavam.
Com uma vontade impressionante a Sonda Voyager 2 seguia o seu percurso.
Em uma outra parte do Sistema Solar.
Com uma contagem sobre unidades astronômicas que o tempo sabia.
Cada unidade era dita com a clareza da luz do Sol.
A Sonda Voyager 2 em uma velocidade de querer alcançar os seus motivos,após três anos voando encontrou o Planeta Netuno.
Com uma cor predominante azul.
Um outro planeta gigante.
Deslumbrante e com um frio que se misturava com a sua cor azul.
Em uma trajetória que buscava o Sol.
Como uma luz tênue e ainda reconfortante há milhares de quilômetros de distância.
Como um ponto amarelo que ainda se mantinha radiante e protetor.
Rodeando o Planeta Netuno a Sonda Voyager 2 se sentiu abraçada.
Em um momento de reflexão relembrou de quando havia deixado o Planeta Terra em uma tarde do dia 20 de Agosto 1977.
E que desde então estava na direção de uma viagem sem um momento definitivo de um outro encontro.
Lembrou-se do Sol e da Lua.
E por quanto tempo estava viajando.
Em distâncias com números do mesmo significado.
Viajando por distâncias que ela queria ainda descobrir.
Tendo a sua perseverança como uma outra força para continuar seguindo.
Dentro de algum lugar na sua silhueta está um disco dourado.
Com coisas bondosas.
Como o Sol e a sua alma brilhante e harmoniosa.
Do Planeta Terra e da Lua.
Dos mares e das brisas.
Das matas e florestas.
Dos diversos animais.
Dos montes e cordilheiras.
Do clima e das quatros estações.
De uma semente até um novo florescer.
Do amanhecer até o anoitecer.
Das gotas das chuvas aos arco-íris.
De sons naturais e característicos.
Que ela levará ainda mais distante do Sol.
Para um outro lugar.
Tendo o tempo nessa viagem demorada e emocionante como uma outra razão.
Com tantos anos viajando as unidades astronômicas,talvez tenham se tornado
anos-luz.
Talvez ela já tenha chegado em um lado chamado Heliosfera.
Com uma distância assim os ventos do Sol se dissipam mais rápido.
Ao seu encanto solar na Heliosfera os seus ventos cumprimentam o brilho de outras estrelas em anos-luz de distância nos seus brilhos e tamanhos distintos.
Ao seu coração o Sol sabe que a Sonda Voyager 2 está a cada instante se tornando intocável aos seus ventos.
Mas ele sabe que mesmo distante ainda guiará aquela sonda do fundo da sua alma.
Mesmo que ela esteja voando na direção de um outro lugar,até mesmo para uma outra estrela.
Com coração cheio de anseio, mas temeroso, continuei a jornada. Viajando pelo espaço solitário, já me encontrava perdido de meu objetivo.
Sem nem ao menos notar fui puxado vagarosamente para um lugar que me cativava com suas belas paisagens e me deixava maravilhado com tão belas canções. Aquele universo fazia acreditar que ali era meu descanso...
Ouvia histórias e promessas sem fim, que sedavam meus sentidos, como morfina em minhas veias... Em tão pouco tempo deixei todo medo de lado e a dor já não me reprimia.
Fiz ali morada, como quem é convidado a entrar e descansar, fechei meus olhos e adormeci...
Estamos viajando ao redor do Sol, à incrível velocidade de 107 mil quilômetros por h, somos nativos deste bioma que não nos garante a sobrevivência, pois uma hora esfria, noutra hora esquenta.
Expostos a terremotos, tempestade, tsunami e à guerra nuclear anunciada, mesmo assim ainda nos comportamos com arrogância intelectual presunçosa, a de que temos o controle do tempo e do espaço.
Valemos tanto quanto uma ameba, para o
caos cósmico que nos pôs em órbita.
Encontrei uma estrela
Um dia estavá viajando, sem saber pra onde ir
Encontrei uma estrela, que me fascinou
Foi imediatamente, foi de repente
Que me apaixonei por você
Meu amor
Eu sou um cavalo alado,
Viajando nos teus olhos
O doce dos teus lábios
É um voo para outra estação.
Deixa eu correr o risco de te amar
Deixa com seus beijos o meu corpo se queimar
E o sol, a minha pele,
Junto a usa bronzear
Viajar nesse rio de amor,
Morder esse anzol
E morrer nos teus braços.
Eu aqui deitado, meu corpo imóvel e o pensamento teimoso viajando pra tão longe, para o seu lado, onde eu deveria estar.
Viajando na maionese...
Desculpe-me vou mudar o título.
Viajando numa gostosa salada com pouco molho.
É isso. Até escrevendo a gente fica preocupado com o colesterol, o aumento de peso, a barriga etc.etc. e etc.
Foi-se o tempo dos sanduiches de dois e três andares com muito molho, queijo, ovo frito, bacon e tudo o que mais viesse.
É a hora da verdade onde a gente olha para as próprias mãos, para a pele, para as rugas e quem ainda tem cabelos, para os pretos que rareiam entre os brancos.
Antigamente a gente dizia que os dias são mais longos no verão. Agora a gente pensa e nem sempre diz, que no inverno as noites são mais longas.
Queiram ou não, os mais velhos têm mais tempo e mais coisas para refletir do que os mais novos.Isso pode ser bom ou pode ser muito ruim.
Felizmente não sei o que é estar só ou me sentir só. Mas vejo em algumas faces o que isso significa, para quem não tem um companheiro ou companheira.
Deve ser duro preencher as horas dessas noites mais longas, quando não se tem alguém para conversar ou simplesmente para olhar e sentir a sua presença.
Pior do que não ter um companheiro é ter alguém ao seu lado que não é companheiro nos dias mais longos do verão.
Observo na hora do almoço os casais nas mesas dos restaurantes. Alguns não trocam nenhuma palavra. Um ou outro nem um olhar.
Não tenho nenhuma palavra, nenhuma teoria, nenhum remédio para quem está só, mas tenho um conselho para quem tem um companheiro ou companheira.
Cuide bem de quem você ama, há coisas que se pode consertar ou remediar, mas a perda de um amor verdadeiro não é uma delas.
Posso tentar te esquecer algum dia, viajando para vários lugares, conhecendo várias pessoas, mais não importa para onde eu for, você estará lá, mesmo quando eu não te querer.
Viajando em meus pensamentos
Pela estrada chamada você
Parei no acostamento dos seus olhos
Para nunca mais te esquecer
Cada dia que passar
Seus olhos quero encontrar
Sua alma é linda
Como você realmente é
Cada dia que passar
Seus desejos realizarei
Cada dia mais te amarei
E com você feliz serei
Cada dia que passar
As horas se vão
O tempo envelhece
E a natureza renasce
Como o amor em mim
Só viajando pela trilha sonora da vida, descobrimos que existem amigos e falsos amigos...Uns querem te ver bem e outros só fingem querer !
Estava aqui lembrando que certa vez, ainda em épocas de “orkut”, viajando por comunidades e encontrando pessoas, acabei parando em um perfil de um rapaz muito novo que havia falecido. Quando comecei a olhar os “scraps” e me dei conta, já estava completamente envolvida e com os olhos cheios de lágrimas, mesmo sem conhecê-lo. A noiva deixava recados todos os dias... lindos, tristes, sinceros, sofridos. E eu passei horas e horas lendo tudo o que ela deixou desde o dia da morte dele até dois anos depois do acidente, e chorando desesperadamente, como se fosse comigo. Eu não tinha perdido alguém tão importante como ela e nem poderia imaginar a dor que ela estava sentindo... mas eu pensava em como era triste ver uma oportunidade de duas pessoas que se amavam tirada pela morte, enquanto em vida, há tantas pessoas jogando o amor no lixo. Nos recados ela falava dos sonhos, dos planos, dos momentos, dos apelidos e até nos nomes dos futuros filhos... e quantos de nós estamos hoje achando que tudo isso não passa de besteira? Estranho. O amor pode ser banalizado por toda uma maioria, mas a verdade é que ele nunca deixará de ser o sentimento mais puro, a saudade mais forte e o clichê que bem lá no fundo todo mundo deseja. O amor é aquele tipo “resistente” que não precisa que a maioria esteja sempre valorizando-o, porque já basta duas pessoas em reciprocidade para que ele se sinta vencedor. E quando a gente encontra pessoas com tamanha capacidade de amar, por mais que a gente não tenha, por mais que a gente não sinta ou não esteja num momento adequado, a gente sente junto. E chora junto. E admira. E lamenta... porque é isso que o amor faz! Coloquei na minha cabeça que sempre que eu estivesse precisando valorizar um sentimento, uma pessoa ou até mesmo a vida, eu iria até aquele perfil e leria novamente aquelas mensagens doídas. Não era filme, não era história, não era nada inventado. Era realidade, era crueldade, era saudade... de duas pessoas assim como eu e você! E hoje eu entrei lá de novo e mais uma vez, eu entendo porque além de valorizar a vida, temos que valorizar cada minuto ao lado das pessoas que amamos!
