Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues
O amor
O amor não se mede
não se compara
não se rouba
não desanima
não tira pedaços
mas faz um tremendo estrago
no coração!
Já não suporto
já não suporto mais fitar no seu rosto
com estampada e fria diferença
Queixas de mim a marca do desgosto
e me tortura na cruel descrença.
Lírios dos Vales,e cultivei com afeto
Regando-te com lágrimas do meu pranto;
são gotas frias de orvalho
enfeitando na madrugada,sobre a relva verde.
mas fracasei,pois sei que não queres
assim o meu destino prescreveu.
E na solidão amarga e cruciante
vou caminhando ao fim dos meus dias.
E pelas circunstâncias do destino
Vereis meu nome no rol dos "Aqui jaz"
não passo ao longe frio e
jogue uma flor a quem te amou demais.
"Te admirei tanto,tanto
Desde o dia em que te vi
mas descobri que te amava
só depois que te perdi"
Dizem que seu beijo é um veneno, mas quero seus lábios beijar, me arriscaria a essa loucura, mas morreria feliz por te amar.
ACREDITO QUE UMA DAS PIORES COISAS QUE EXISTE, É UMA PESSOA PERDER O PRAZER DE VOLTAR PARA SUA CASA!
A vida muitas vezes nos coloca na corda bamba, mais com várias tentativas, foco, equilíbrio, sabedoria, estratégias e fé, chegaremos do outro lado.
Não precisamos estar no melhor lugar do mundo para estarmos felizes, mais precisamos que o melhor que existe no mundo esteja dentro de nós.
Na minha infância as avós contavam estórias infantis com um livro, hoje são com tablet e quando for minha vez, como será?
" As aparências enganam". Esta frase nunca se tornou tão real para mim, como nesses dias. Não existe lugar mais confortável e seguro para usarmos as nossas máscaras, do que as "Redes Sociais". Aceita de tudo. Um mundo de fantasias, irreal, onde, as famílias são unidas, os filhos são os melhores, a pessoa amada é perfeita, a profissão é realizante, enfim, uma gama de inverdades, protegidas pelo mundo virtual, onde podemos ser e ter o que quisermos. Cada um se torna um pop star, dentro de sua rede de relacionamentos. Infelizmente, tem nos distanciado da verdade de nós mesmos, da nossa real identidade. É um ladrão diferente. Nós mesmos, abrimos a porta, e deixamos entrar e nos controlar. Sutilmente, vai nos roubado coisas preciosas da nossa vida, que poderia ser pilares de uma vida social, familiar e emocional saudável. Tira de nós o tempo, as identidades verdadeiras das pessoas, nós proporciona amigos os quais não são, nos tira o desfrutar de pessoas as quais amamos, do abraço apertado que nos aquece, do beijo estalado no rosto, do aperto de mão, de uma lágrima não enxugada, de um colo que não foi dado, do olhar, olho à olho, do ouvir a voz, de ver os gestos, sentir a emoção e ouvir a respiração. São impermeabilizantes dos sentimentos, da energia e expressão do ser. O que será da próxima geração, ou mesmo, da minha geração? Robôs? Pessoas frias? Doentes de alma? Ou doentes de pessoas? Será que é mais fácil abrir mão de sermos nós mesmos, do que vivermos sem máscaras, sem status, viver debaixo da verdade, e proporcionar a nós mesmos, um remédio que se chama "AMOR", o qual é expressado através do próximo, que é o canal de Deus, para nós? Ana Paula Rodrigues.
A conta chegou! E que saber, um preço alto demais. As nossas atitudes quando convertidas viram dois únicos extremos: o bem; e o mal. Quando objetivamos fazer algo e algo não dá certo ou não sai como planejamos isso se converte em mal, e esse mal pesa de tal modo em nossa conta que chega ficar insuportável pagar a conta.
Pois bem, utilizaremos uma metáfora para contextualizar tudo isso. Imaginemos que nossa vida é um edifício... é aqueles prediozinhos que em qualquer lugar tem vários, iguais, até entrarmos em algum para conhecer. Todas as nossas ações do mal, aquelas contam que são altas de mais em nossos prédios ficam como forma de rachaduras. E já viu como as rachaduras nos incomodam?? Nós pés são motivo de dor, nas paredes motivo de vergonha... más em nosso prédio as rachaduras são motivos de preocupação. Você pode dizer – “Rafael, para rachaduras podemos dar um jeito!”. Claro que pode, só não sei se vai adiantar.... toda vez que tentamos concertar o problema estrutural só conseguimos acrescentar mais e mais peso em nossa estrutura e o resultado todos já conhecem... quando o peso é demais as rachaduras se abrem e todo nosso prédio vem ao chão!!
Mas como podemos nos safar de tudo isso? Não sei, se alguém souber faça-me a gentileza de contar ao mundo. O grande dogma é: viver em uma casinha simples, mas que não falte afeto e pessoas afetuosas e verdadeiras.
A imprecisão do tempo ou da falta de tempo é que torna as coisas legais e valiosas...mais sobre hoje o que fazer para que as rachaduras de nosso prédio não se abram??
Perdoe, ame, acredite, divirta-se, trabalhe, estude, sobreviva e acima de tudo... RESPIRE.
''O dia em que o amor nascer
em sua mais pura expressão
quem vai ligar pra cabelo, qual a cor, qual o peso
qual a religião
pro status
para as companhias,
pra sexualidade, ou aptidão
O dia em que o amor nascer
tomara que ele chore alto
tomara que ele peça colo
pra todos por todos os lados
e que o seu choro tão suave
como um as cordas de um violino
seja um consolo tão profundo
de não importar se é menina ou menino
que sua roupa seja
o coração das pessoas
desejo que ele ganhe
milhares de roupas''
A única forma de fugir do tempo é elevar-se na negra nuvem da própria devassidão. Somos homens ávidos pela desgraça alheia, a espreita da oportunidade exata de ver o outro ruir. Somos quimeras famintas pelo ódio e degeneração. Criaturas mesquinhas e corruptas, incapazes de solidarizar-se com a dificuldade humana. A insensatez é desmedida. A insanidade atinge a marca do extraordinário. O que somos no mundo? Nada além de sombras do próprio desespero, escravos do ego e amantes da adulação a aparência. Viver em sociedade é saber equilibrar-se entre aqueles que ditam as regras do jogo. Nada além de estúpidos seres a buscar a fagulha inicial que culminou no fim.
Intuitividade
Eu entendo tudo o que sei, mas nem sei tudo o que entendo.
Vou entendendo mais do que sabendo, e sabendo mais do que aprendendo.
Já estava tudo aqui quando me dei conta, e me dou conta sem mesmo contar.
Essa conta encanta como um conto em qualquer canto.
Conto não escrito, conhecimento não descrito.
Saber sem consciência, ciência sem experiência.
E se não expliquei direito é porque é assim mesmo.
Intuitividade não é dedutividade. Parece advinhação, não é,
mas tem qualquer relação.
Goiânia
“Em Goiânia, o dia não termina
e a noite é o dia interminável,
nas ruas lavadas de azul”.
(em "Aldeia absurda". Goiânia GO: Editora Kelps, 1999.)
“Em Goiânia, o farol do dia,
clareia a noite interminável”.
( em "Aldeia absurda". Goiânia GO: Editora Kelps, 1999.)
Estou a fechar um ciclo. Não vou mimar minha hipocrisia, nem tolerar os seus reflexos. Não consigo calar o desejo de minhas cordas vocais de vibrar em correspondência do que pedem as minhas emoções. Não me reprimo mais olhando pro passado. Nem sou mais tão educada de acordo com o que me ensinaram nele. Estou de acordo comigo mesma, confiando em minha sensibilidade. Creiam-me, sensibilidade. O passado é uma farsa boa. O presente, um presente, desconfortável, pois é exato, nãoexcita a esperança, ou expectativas quando se entra nele de corpo inteiro, sem um pé no futuro e um braço no passado.. É roupa justaa, feito para as suas medidas atuais. Existe ilusão que não se pode tocar, e tudo o que não se pode tocar é o que a gente mais quer. Não estou à procura de degrais para subir. Caminhamos lado a lado, quer seja de mãos dadas ou não. Vocês, o meu ego, bem sabem, e isso só está fazendo doer, já que agora é que realmente me vejo.
Que o tempo chegue antes de o sol mostrar a luz que empresta à lua.
Desejo do corpo que derrama teu cheiro
beijo que seduz a boca tua.
