Versos sobre Mim

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"eu tenho que fazer bem para mim mesmo"


_Jalison santos

Metade de mim nasceu amor.
A outra metade aprendeu a transformar sentimentos em poesia, silêncio em música e saudade em eternidade.

Talvez fosse melhor eu ter ficado quieto, sem ouvir aquela voz dentro de mim.
Talvez fosse melhor eu não ter sido, desde pequeno, aquele que quer saber o porquê de tudo — que inventava uma lupa pra espiar pelas frestas da vida.
Talvez fosse melhor eu ter vestido as máscaras que me ensinaram, mesmo que elas sempre arranhasse minha pele.
Talvez fosse melhor eu ter ficado na bolha segura, naquele mundinho fácil e redondo, onde a gente se anestesia e engana a dor, e onde o ego cresce no meio dos "amigos" de sempre.
Mas não.
Eu preferi sair dessa soma vazia, preferi ser inteiro, preferi ser eu,
e foi assim que te encontrei.
E foi assim que tudo fez sentido.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.

Dentro de mim,
Dentro do planeta,
Dentro da galáxia,
Dentro da dimensão,
Dentro do universo,
Dentro de tudo,
E, ao mesmo tempo, dentro de mim.

Tudo o que está fora, também está dentro de mim. Somos reflexos do que nos cerca e, ao mesmo tempo, somos parte do que está além do nosso entendimento. Cada elemento, cada estrela, cada partícula do universo, reflete dentro de nós, e tudo o que somos é um reflexo de tudo o que existe. O que é grande no mundo é imenso também dentro da gente.

Uno


Deus nos espanta com o passado,
doce e cruel a mim foi arremessado.
A vida guia a minha pena vibrante
para aqui ficar,
sem ir adiante.
Como mil centopéias,
tenho braços que te abraçam,
e tu, minha velha,
meu coração trespassa.
O ouro me tenta.
A carne me suberge.
A vida que é lenta,
da corrida me perde.
Ao não dizer, não digo.
Minh’alma fere quem pouco entende.
Para falar, um perigo,
ao proferir mudo, à toda gente.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Longe de mim querer causar medos,e espantos.
Não souberam me domesticar,
Continuo com meu faro apurado,e finlig afiado.

De mim...
Pra mim
Eu te vi cair, juntar teus cacos sem ferir ninguém.
Se levantar com dignidade e recomeçar.
E diante do espelho,te aplaudo.

Eu fico fazendo os cálculos da distância,
Quando as pessoas precisam
de mim,
E quando precisei delas.

Sabe a intensidade do mar?
A mesma existe em mim,
Se isso te assusta não mergulhe,
Boa sorte molhando os pés.

Cada um é dono de suas tragédias pessoais,
E tudo em mim requereu coragem.
Na decisão de ficar, de ir,ou de nunca mais voltar.

Você nem suspeita,
Mas mentalmente já foi tanta coisa pra mim,
Só nunca foi ausência.

Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.


Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.


Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.

[Sobre Fábula e Fé]


Acredite em mim, quando digo,
Que não acredito em quase nada
E não acredito em quase ninguém.


Eu não tenho religião,
Nada credito aos deuses,
Nenhum mérito ao onipotente.


Não creio em evangelhos,
Parábolas, conselhos, sermões,
Depoimentos, escrituras,
Sacramentos, santidades ou visões.


Mas reconheço milagres,
Quando os vejo.
E minha única crença
É a poesia.


Ela é a única explicação que especulo,
A única expectativa que tenho,
Única conclusão que espero.


Entre as lacunas incalculáveis,
Sei que ela, é a única coisa que resta,
Única substância, que sou.


19/05/23
Michel F.M.

⁠Porque te abate oh minha alma,
Porque te perturbar dentro de mim, pois só Deus tem o remédio que você precisa.

⁠o teu nome estremece tudo em mim,
minha proteção, refúgio e esconderijo meu

Como explicar o teu efeito em mim,
⁠O teu olhar, foi suficiente para me desarmar.

⁠Se for para brilhar, que seja com Teu fogo.
Se for para aparecer, que seja a Tua glória em mim.

Consome meu orgulho.
Purifica meus desejos.
Acende em mim um fogo verdadeiro.

Não quero ser palha.
quero ser lenha viva para o Teu avivamento.

A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.