Versos sobre Mim
Cinquenta anos
Sempre estive com o bit ligado
Isto a mim sempre foi dito
Esta analogia não foi um desatino,
Acompanhou a minha anatomia.
A mente a mil estava conectada
A construir a cada momento.
À inércia, só por estar sentada,
De resto, nem melancolia.
Eis que os anos se passaram
O bit de paridade foi interrompido.
Agora me oriento pelo reverso
E o foda-se foi disparado.
Metamorfose
Abriste a caixa de Pandora
E agora, o que será de mim?
Faça algo que acalante esses males
Que me está a consumir.
Puseste-me neste desespero
Nesta desconfiança bombástica
Neste desconforto intolerável.
Sou essa borboleta pequena
De asas incontroláveis
Incerta dos desejos.
Caça-me com a tua rede entomológica
Tira-me dessa dança louca
A viver atrás de uma da lanterna iluminada.
Quero acreditar na luz e não consigo
Ela pode ser a minha maior inimiga
Mesmo assim a sigo
E na armadilha posso cair.
Desafoga-me dessa desconfiança
Sem arrogância
Com palavras de esperança.
Faça de mim os teus desejos
Não disfarce as verdades com lampejos
Para fazer-me acreditar.
Saia do teu invólucro de lagarta
Transforma-te em borboleta
Venha me beijar.
Amigo
Amigo, o que queres de mim?
Todas as melhores pedras incrustadas no marfim?
Todas as minhas virtudes?
Quantas cobranças que me faz!
Pergunto ainda:
O que tens para mim?
Somente as loucuras dos seus lamentos?
Nunca esquece as minhas conjecturas?
Mas as suas, nunca haverás de lembrar?
Amigo, esqueço sempre as nossas desavenças,
Perdoo sempre, mas voltas a lesar.
Em cada mau trato, uma pedra se desprende do marfim,
A joia vai perdendo o seu valor
Ficando somente uma nuance
De uma amizade hesitante.
Para mim:
Todo Cláudio tem que ser Antônio
Grande poeta anônimo.
Todo Zé um novo horizonte
Água que brota da fonte.
Toda Eliza rainha Beth
Perturbou é pivete.
Toda espiritualidade, Margarete
Vida dura, interprete.
Todo Xande um grande achado
Amor espelhado.
Toda Iza tem que ter ira
Na pele das crias, casimira.
Todo Luiz, Luizinho
Deus quem leva pra outro ninho.
Toda Maria uma filosofia
Refutem a poesia.
Recidiva
Foge de mim aquela luz que gostaria de continuar a ver
Perco já algumas lembranças, aquelas que jamais imaginei perder
Algumas dores cessaram, sem que me esforçasse para isso
Outras dores aparecem silenciosamente e incomodam
Nada vem do corpo, surgem da animosidade
É o homem em fúria destronado pelo episódio dos seus atos
É o bem perdendo para o mal
Nos pés dos poucos afortunados, a pele do animal
em contraponto, os muitos descalçados
É a impureza da memória do arbítrio à glória
Pautado no desagrado, remanescente da história.
Enquanto os dias se passam diante de mim.
Enquanto a guerra se faz perante minha face, encontro-me nos últimos dias de convivência deste pobre lugar. Aquele parasita que havia em mim, Eu o fiz sair. Na escuridão da tempestade Existe o Mal, " E esse sou Eu"
E bastou isso para que tua presença tocasse algo em mim,
como um vento leve que muda o rumo sem fazer alarde.
De repente ouvi um grito
Um gemido, um sussurro
E quando eu menos esperava
Passa por mim uma mulher aterrorizada
Pôs meu coração em disparada
Quase morri de medo, que susto!
Não haveria segredos, se ninguém odiasse os ratos!!!
Ah malditos amigos que amam meus inimigos, de mim roubam as esperanças e minhas verdades e as barganham com hipócritas que lhes consomem a alma...Teu anseio a minha desgraça, enquanto eu me deixo enganar, e assim você vai sendo consumido por sua própria concepção de vida e ilusão egocêntrica de que a reciproca de quem planta colhe não é verídica......
nene policia
E após a vida tirar-me aquilo que era mais importante, eis o que restou de mim:
um mísero vagalume, forçado a viver numa imensurável casca repleta de vazio
Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o perturbou: as ondas fugidias distorceram-me, reafirmando minha ausência no mundo. Então, expliquei-me à existência: ela me ignorou.
Como podem os ventos e a chuva tocar-me a pele? Como pode o sol, ao reluzir-me, criar sombra — se não sou nada e nem ninguém para nada e nem ninguém?
"Quando estiver pensando se alguém te ama lembre de mim.
Quando perguntarem se alguém te ama,diga meu nome.
Mais se quizerem saber quem voce ama,diga:"Deus."
"Ah! Se Deus me ouvisse e mandasse pra mim
Aquela(e) que eu amo e um dia partiu
Deixando a tristeza junto de mim
Ah! Voltaria pra mim toda a felicidade
Sairia do peito a dor da saudade
Renascia uma vida a caminho do fim
Ah! Eu lhe peço, Senhor
Ah! Traz de volta esse amor
Senhor, está perto o meu fim
Eu lhe peço, meu Deus
Tenha pena de mim." (Para mi hijo)
Música de Chitãozinho e Chororó
Para uns,
escrever é um suplício.
Para mim,
escrever é um alívio.
Através da escrita,
expurgo tudo o que
há dentro de mim...
através das palavras,
revelo minha alma,
acalmo minha mente
e me entrego completamente.
Escrevo
para mim,
Para você,
Para alguns...
Os meus escritos
nao têm dono,
nem lugar
e nem hora.
A intenção
é expurgar e acalmar
o que se passa
em minha mentte.
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