Versos Sobre as Árvores
As árvores da tarde
Se arrepiava com o vento
O que será que as borboletas
Estão fazendo agora?
Talvez admirando um girassol 🌻
Ninguém planta uma semente e no dia seguinte a encontra como uma bela árvore. Uma mulher precisa aguardar normalmente 9 meses para uma criança nascer. A noite também não surge do nada, nem o amanhecer. Uma grande chuva começa com pequenas gotas... E tudo nos dá um sinal de que algo irá acontecer, nada é de repente.
Quem sabe que tudo na vida foi feito assim mesmo, com uma necessidade de esperar um pouco ou o tempo necessário, jamais acha que Deus se atrasa e que um sonho está custando a chegar. Seja paciente, pois enquanto estiver vivo você precisará aguardar alguma coisa, por menor que seja. O que importa continuar aproveitando a jornada enquanto espera. Não se desespere, apenas aguarde, uma hora o seu objetivo será realizado. Se já fez a sua parte, simplesmente aguarde. Só não desista, mesmo se não estiver vendo nada no momento.
Quero apenas uma flor
Não uma árvore
Quero apenas palavra
Não um discurso
Quero uma pessoa
Não uma multidão
Quero uma musica
Não sons
Quero uma gota
Não um oceano
Eu quero ser
Não apenas existir.
No desalento do meu dia
escrevo palavras ao vento
as arvores abrem seu manto
para calar meu tormento
As mãos que meus desabafos escrevem
se encontram agora vazias
das amizades variadas
de traições tão deslavadas
e infinita hipocrisia
Foi nesse falso encanto
que me vestiu de ilusão
Como um verso que sangra
dentro do meu coração
Pois alguns pertensos amigos
oportunistas , desleais
nas costas
me cravaram seus punhais
DO OUTONO À PRIMAVERA
Os ventos sopram e lá se vão as folhagens...!
folhas caducas, em árvores jovens...!
tão distante de ti, pois esse tempo é miragem...!
teu corpo em flor de outono, tua alma em frutos de primavera...!
O teu direito de janela – o teu dever de árvore. Homens
e mulheres criativos, tens o direito de enfeitar a teu gosto, e tão longe quanto teu braço alcance, a tua janela ou fachada exterior
Escrevi
Escrevi seu nome na areia
Porém a onda levou
Escrevi seu nome na arvore
Porém o fogo queimou
Escrevi seu nome no meu pensamento
Porém o tempo levou
Escrevi seu nome no meu coração
Porém ate hoje ficou
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus. Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca. Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado. Simples como naturalmente é.
Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos. Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados. A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê. É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho. Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Como são belos estes dias vagarosos
Onde a luz do sol dança com a sombra das árvores.
É nesses momentos lânguidos que colho imagens para meus futuros sonhos.
Virar as costas para pai e mãe é como cortar a raiz da própria árvore.
A ingratidão seca o coração, o abandono rouba a sombra, e o fruto se perde antes de amadurecer.
Quem esquece de honrar suas origens, cedo ou tarde sente o peso do vazio.
— Purificação ✍️
Vou subir num balanço de corda amarrada num galho d'arvore e ali vou sonhar que sou um pássaro
Sem vôos demasiado altos nem tampouco rasantes
Serei como um beija flor
Pairando no ar para beber o néctar da flor
Após o impulso, subir com a perna bem esticada
Sentindo que o ar me chega leve
E, lá do alto, pedir aos céus que não me falte forças ao dobrar os joelhos para voltar e num novo impulso, alçar outro vôo. Leve, confortável, alegre!
Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.
Quer que um passarinho cante na sua porta?
Plante uma árvore!
Que ele te agradecerá em louvor e liberdade!
Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.
O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.
Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.
Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui
