Versos sobre a água
O tempo vai andando, correndo, voando...
Tudo com ele vaivem e vemvai...
Novas fases, faces classes...
Só guardo uma pergunta para todos esses momentos que vão e vêm:
Tempo Tempo tempo...
Senhor das terras que nos tragam
Dos ventos que nos espalham
Das águas que nos levam
Dos fogos que nos pecam
Diga-me quem sou Eu agora,
Qual de Mim levas Contigo
E nos deixe em paz seguirmos
Gotas de água, pequena nascente.
Vamos agora comigo refletir
Cada gota já é a semente
Um olho de água festejar
Nascente que brota valente
Carinho e atenção poder dar
Uma bica bem transparente
Muitas nascentes vão rumar
Para ser vivo, viver contente
Ajuntar-se e um rio formar
A chuva o ciclo vai completar
E cada nascente vai abastecer
Assim a água não vai faltar
Também vida abundante vai ter
O valor de cada nascente
Quem deseja água possuir
Ter uma grande vertente
Em suas terras ir observar
Algum olho bem transparente
Está no chão a gotejar
Brotando do chão clemente
É preciso cuidar das nascentes
Plantar muitas árvores e cercar
Para vermos um rio corrente
Manancial perfeito vai formar
É só o homem prestar atenção
Para uma nascente não matar
Ter no consciência no coração
E no futuro também pensar
Eu não habito ao mar.
Eu sou Terra;
E Espero a água vir me encontrar;
Assim como as ondas que cobrem a areia.
Eu espero a Ti.
Então venha me inundar.
Tu, Que navega pelas águas do mundo;
Mergulha no corpo de outras mulheres.
E eu a te esperar;
Porque todo mar tem seu porto.
Então venha ancorar;
No meu abraço firme;
No meu olhar que pede;
Que não se esvaia de mim.
Como onda que cobre a areia
E depois vai embora.
Me secando por inteira.
Eu não habito ao mar, ele que habita em mim.
Sou feita de terra, coberta de água
Feita de mim, coberta de ti.
Você é água e eu sou terra
E como o mar cobre a areia
Você me invade por inteira
Penetra minha alma
Preenche cada parte do meu ser
E eu antes tão firme
Me vejo amolecer
Me desfaleço no vai e vem
Do teu corpo sobre o meu
Me molho de prazer
No mar dos olhos teus.
O vôo da gaivota
Um dia escreve seu nome em um papel e em meio a furacões e tempestades joguei ao alto para o vento levar,
ao navegar o mar em calmarias bem distante daquele lugar, em meio a solidão me pus a pensar,
uma gaivota voando baixinho dando rasantes na água consegue novamente o mesmo papel encontrar,
ouço seu canto na imensidão entoar e bem devagarinho em meu ombro a posar, com um papel no bico na dúvida sem poder acreditar abri o papel seu nome estava lá.
Na escuridão da floresta um brilho intenso ilumina a natureza,
esse brilho vem do seu sorriso, do seu olhar, da sua alma pura e cristalina como a água que brota da nascente!
"Serra seca,
Serra molhada,
Serra avistada, pelo coração do cangaço.
Serra trabalhada, no suor do mormaço.
Serra inquieta, com suas terras pulsantes.
Aguardando a chegada da água da vida.
Oh serra querida, calmamente espera.
Seu ciclo de vida!" - Adriana Assali
💜💙💜
De longe, bem de longe, de alguma forma ainda te sinto.
Seja pelo vento que vem soprar levemente meus cabelos emaranhados; seja pelo sol que faz arder meus olhos deslumbrados; seja pela água que lava meu corpo empoeirado, seja pela lua que ilumina meu coração dilacerado...
Hoje não encontrei o "Russo" na caminhada.
Domingo passado me acompanhou pelos 11 km,
na volta entrou no meu condomínio
e foi direto pra porta da minha casa,
com um detalhe: antes de mim.
Eu e minha baiana demos água (bebeu toda)
e ração (que ele cheirou e abriu mão).
Por onde anda o Russo hoje?
Fim do mundo?
Se for em fogo, jogo água.
Se for inundado, pego jacaré.
Se for em terremoto, faço rapel.
Porque o importante é como se vive.
Morrer é certo, porém VIVER é opcional.
Sentimento
assim como o vento que passa
como a água escorre
são os pensamentos
diáfanos, amenos
sentimentos bons.
A verdadeira amizade é como a água cristalina, a verter da límpida sinceridade.
Autor: Antonio Cícero da Silva - Águia
Águas claras, santas
Águas que são d'encanto
Lavai-me o coração de mágoas
Porque sou avesso ao pranto.
Fogo de sertaneja,
o sol que arde no sertão ecoa no intimo dela!
só a água do bem querer para acalmar a labareda,
arde em brasa rubra feito sol do entardecer no sertão,
arde sem queimar, ferve sem vapor,
mas se encontra uma gota de bem querer,
que escorre feito orvalho na relva,
mantem sempre o calor da chama,
até mesmo quando o sereno entibiar-se e amorna,
se acalma, mas nunca se apaga!
