Versos Românticos de Amor
Hoje
Hoje tenho apenas a imagem de ontem.
Como arte impressionista
Indefinida, sem correção
Tenho as marcas do amor em mim
E em teu corpo as rugas do tempo
Elo perdido, um condenado sem redenção.
É tudo que temos do nosso desencontro
Tão distante
Um simples rascunho de aprendiz
Uma sombra do que fomos um dia.
Amigo que se tornou amante.
As canções que ouvimos juntos
Ainda ressoam em mim, trazendo-me calma
No mais recôndito abismo da minha alma
Encontro, como um jarro quebrado,
Razão para ter esperança.
Sonho, quimera, ilusão de criança.
Lembro fortuitamente da chuva de verão
Das folhas de outono colorindo a tarde
Sobre nossos passos distraídos
Quando juntos caminhávamos sem propósito
Em busca do paraíso perdido.
que acalentava-me o coração.
PRESSÁGIO
Quando você anda
Eu penso no mar
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonhar.
A noite esfriou
A lua não veio
O mar me avisou
Que virá tempestade
A luz da cidade se apagou.
Um canto ofegante
Soprou minha sorte
Presságio de morte
Num passado distante.
Quando você acordar
Se lembre de mim
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonha
ODE AO CIÚME
Quem pode resumir em um texto ou em um livro, ou num poema, as nuances do ciúme?
É preciso ser um gênio da ficção para compor uma ode ao ciúme, ou como eu, ser vítima dessa áspide venenosa e cruel.
O que é o ciúme? Ninguém ainda consegue explicar, como seres humanos, talvez nos seja permitido apenas experimentar suas mil e uma facetas ou manifestações. O ciumento não sabe controlar seu ciúme, pois age com o instinto animal que ainda preserva nas veias, no sangue ancestral.
O desejo de dominar o outro é mais severo entre os ciumentos, eles querem ter o controle total da relação. Qualquer distração do seu parceiro é para ele causa de desconfiança, na verdade, segundo o ciumento, se a atenção folgar por horas ou dias, caso não seja valorizada constantemente, lhe dá motivo, certeza de que está sendo traído, deixado de lado, os sentimentos dos outros não tem importância.
Tempo perdido que não volta mais.
Aqui sozinha no meu quarto e ninguém mais.
O clima lá fora está frio.
Névoas a esvoaçar, mas não me importo com a neblina já que é assim a me agradar.
Apesar da algidez do dia ouço cachorro latindo, crianças gracejando, gangorra da praça a ranger.
E eu aqui pensando o que poderia ser melhor sem meu aparecer.
Quando tenho que ir?
Eu não quero, não partir.
Quero viver a vida...
Viver o que não vivi
pois, a muito tempo já percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verão.
Sentir minhas pernas trêmulas no chão.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
Seria ele a culpa?
Seria ele minha amargura?
Não sei por exato...
Mas, ele é uma pedra no meu sapato.
É minha reclusão, minha repressão.
É o motivo da minha depressão.
É ele o alguém a findar minha liberdade...
O meu tempo presente é a vida que vai passando...
A saudade que vai batendo...
A angústia que vou vivendo.
Amar é ver as cores do arco-íris mesmo quando o sol não brilha sobre gotas de chuva.
Amar é sentir borboletas no estômago.
Amar é quando seu pior momento sobreleva-se aos seus momentos ruins.
Amar é enaltecer a alma. É sentir o coração eufórico.
Amar é a condição de encontrar-te satisfeito fisicamente e mentalmente, é sentir-se seguro e confortável... É aquela sensação de bem-estar.
Em suma, se amar virou "coisa" de gente corajosa, então as pessoas têm medo de serem felizes, pois amar é sentir a felicidade subitamente.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma árvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem está longe.
Ah!!! Isso é sempre, isso é constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite já faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade é de não presenciar. Só que lastimavelmente não posso prevaricar.
Ah que dor pungente
Que afeta toda gente.
Que afeta minha alma.
Que tira minha calma.
Ah que nó na garganta...
A vontade de chorar é tanta.
A indisposição faz adentrar.
E nada, nada pode me animar.
Olha que garota bacana,
Atenciosa, amigável e humana.
Há dez anos mora sozinha,
Um longo trajeto, mantendo-se na linha.
No correr do dia não se prende às horas;
Deixando-as passar... Até o romper da aurora.
Mesmo com o relógio no pulso
Se chegar atrasada improvisa um bom discurso.
Trilha sonora do repertorio MPB,
Violão soando retro, não demodê!
Se chover,
Não há problema,
Isso não lhe atormenta.
Ouve com calma o barulho que lhe acalenta.
Gosta do frio que aquece e acolhe; Paisagem interna como uma pintura de Van Gogh.
No crepúsculo frio das coisas da vida
Em momentos solenes de veraz alegria.
Com sua moto ao se locomover, Deixa seu percurso para o próximo alvorecer.
O futuro é a continuidade do agora
Cada instante constitui uma historia.
No final das contas
"A vida é de se entregar..."
Nada de perder tempo,
Pois em algum momento, ela há de se findar.
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
Gatuna entrou sem permissão
Ameaçando meus pensamentos
Apropriando-se do meu coração
Nas ilusões do esquecimento
Batendo leve na porta do amor,
faz de mim escravo
Anestesiando a dor
Que quando sinto escrevo...
Quando decidires ser minha
Vou gritar de tanta alegria
Irei dividir meu coração
Saltando de emoção
Teu sorriso marcante
Deixou meu mundo sem ar
Devolve o meu oxigénio
Não consigo respirar
Seu calor, seu corpo
Sua beleza, seu humor
Seu nome não sei, mas, deixe ser seu amor
O tempo é severo o bastante para varrer as lembranças mais felizes, mas também é um poderoso aliado para suavizar nossa dor. Que bom que esse mesmo tempo não é forte o suficiente para apagar memórias de amores tão verdadeiros. Presentes dos anjinhos que passeiam pelas nossas vidas.
É sobre animais.
Há um lugar no coração paterno de Deus para quem deseja viver eternamente sob o clima constante do amor perfeito.
Uma parte da Humanidade
ignora que na Palestina há
vários presépios com manjedouras
transformados em escombros.
Há presépios e manjedouras
reduzidos a pó porque o Mal
de ontem é o Mal de hoje
instalado no coração do Homem.
O Natal continuará mesmo
que tenham feito e tentem
de tudo para que desapareça.
Não há como segurar o ar,
o Sol e nem o Natal porque
sempre haverá alguém para contar.
Gira o mundo ao nosso redor,
Dançam as horas o minueto,
Sina de quem vive esperando
Viver uma história de amor.
Lira segundo o soneto,
Frescor da madrugada,
Versos finos e madrigais,
De quem será a tua amada.
Brisa os teus segundos em prosas,
Brincam os versos amplexos,
Profetiza a vinda apaixonada
De uma alma feita de mel e rosas.
Divisa feita de oceano,
União de desejos,
Certezas e planos,
Hábeis como ciganos.
Brindam com doçuras!
Foram abertas as travessas,
E enfeitadas com açucenas;
Almas plenas de ternuras.
Vibram com a chegada da poesia,
Vinda travessa de alto mar,
Repleta de si e de arco-íris,
Nascida para te (amar).
Os meus olhos sobre ti são
as minhas silentes preces
De petição fervorosa à Irene,
para que perene tu retorne
Ao teu solo e [destino;
Inteiro, sólido e divino.
Estes versículos mundanos
são alaridos [discretos.
Que não te toquem os profanos!
Os meus reflexos poéticos são
os meus voos infinitos,
Eu te pertenço
com o espírito de [vinho,
Por tenho te deixado quietinho.
Estes versículos penetrantes
são versos de [paixão,
E batidas do meu coração!
Com fino gáudio eu te ofertei
à Atena para que te proteja
de todo o perigo
És o meu pecado atrevido;
Eu te quero [preservado
e de todo o Mal protegido.
