Versos Romanticos Amor de Boa Noite
Gracioso nestas transparentes letras
Lhe dou versos
E com ele converso
Distraindo-me de pensamentos bestas
Oxigêno este aquário com o meu imaginário
E este poeminha fica extraordinário
Na ação que o alimenta
Leitura divertida
Borbolha na catinho o agora
E o poeminha o pensamento explora
As primeiras palavras
O canto dos versos
A forma da ideia
Na dança das palavras
A metamorfose
Até então apenas palavras de dicionário
Eclode então
Da dança das palavras
Estendendo suas asas a linda poesia
Voa
Voa no poema
Planando nos versos
A cada manhã, busco criar novos versos e construir uma partitura
que expresse minha identidade única.
Tal qual um menestrel,
tirei os versos do papel
para expressar minha verdade.
Me frustrava a pouca idade.
Alguns medem capacidade
pelo tempo de estadia
nessa tal jornada etérea,
mais conhecida por vida.
Infraseado
Dias após dias sem frases sem versos sem poemas.
Só pensamentos aos milhares na mente rumores de guerra
Coração contra a mente
Tristeza e alegrias assolam a alma
Isso não é o fim
É o princípio do encontro
Que procuro sem ser achado
Mas nesse tempo muitos pensamentos aparecerem e o grito na escuridão será o que será dito.
Infraseado
Em ti
Em ti ,quero pousar
Observar o teu olhar
Despertas em mim
Versos de encantar
Vou declamá-los
Por ti declará-los sem mesmo pensar
Suavemente vou sentir
Seu corpo reagir ao meu toque
Como fossem notas de um piano
Que em minha pele ira dedilhar
Meu sorriso te observar
Meu verso a te declarar
Inexplicavelmente e nem a mim sei explicar
O quanto te desejo no ensejo de te amar
Por ela eu errei meus versos, ouvi piadas maldosas, e ela, nem um abraço me deu.
E ela, só se lembrou do adeus.
No palco da vida, entre versos e dor,
No doutorado da existência, um árduo labor.
A pandemia dança, um espetáculo sombrio,
No teatro da alma, um drama vazio.
A morte do pai, um ato desolador,
A depressão da mãe, um roteiro de pavor.
No enredo do destino, sem licença para sonhar,
Crises constantes, a trama a se desenrolar.
Palavras cortantes, gestos marcantes,
Na poesia da vida, um trágico instante.
A dor se entrelaça nos versos que ecoam,
A violência que embaraça, em sombras que se entoam.
Noite após noite, a mesma encenação,
Um teatro obscuro, sem redenção.
Engolindo o choro, a plateia silente,
A alma ferida, um drama latente.
Que a sabedoria seja a protagonista,
Nesse épico de dores,
Para não se render,
E sim, simplesmente,
Transcender.
Meus versos
sem dúvida
e sem limite
estão prontos
à ser transcritos
por tatuadores,
Sem eu saber
quem eles são,
e sem eles
se darem conta
de quem
na verdade soul:
Para virar arte,
que não se apaga
canção de amor
página virada,
história cumprida
e máxima na pele,
Daqueles quem
têm sede de poesia
e querem bem
mais do que qualquer
um imagina na vida,
É uma declaratória
feita na avenida
dos desnorteados
entre mortos, feridos
e muitos capturados;
Numa Era sem eixo
em alta velocidade
onde ninguém mais
parou para apreciar
a bonita conjunção
entre a Lua e Vênus,
Onde sem exceção
viramos frutos
de um tempo difícil
de galáxias extintas
e fomos todos quebrados.
Versos sul-americanos...
No Rio Mapocho
o inesquecível ocorrido,
As peças do malabaris
não giram mais no sinal,
O Chile e o continente
não se esquecem mais
do fatídico repetido.
Dor sul-americana...
Todo perdão a ser pedido
é ainda muito pouco
Onde o passado virou vício.
Lamento sul-americano...
A frágil filha de Bolívar
ainda vive sob ameaça
de quem não aprendeu
com os mesmos erros,
O fardo da oligarquia
golpista pesa nas costas
e espalham tantos medos.
Chaga sul-americana...
Versos sul-americanos...
Na pequena Veneza,
o General continua
injustamente preso,
Não há notícia de libertação,
e segue da mesma forma
a tropa em igual situação,
Há sussurros de reconciliação...
Prenderam o campesino,
não soltam o velho tupamaro,
e os meus versos estão em disparo.
Nenhuma notícia de Justiça,
não soltaram os presos de consciência,
não gostaria de escrever só crítica.
Não dá para ter um repleto Natal,
nada se sabe quando vão
libertar a tropa e o General.
No Presépio do coração faltam:
o perdão, a esperança, a reconciliação;
e levar de volta para casa quem saiu
pelas estradas, ares e mares da imigração.
Por um mundo mais justo, amável e respirável...
Há pouco mais
de dois anos
de idílio em idílio
com os meus
versos de total
e exclusiva minha
responsabilidade,
venho contando
a trágica história
do General que
continua preso
injustamente
e sobrevivendo
um calvário real,...
Assim prossigo
lamentando
por tudo aquilo
que se passa
na América Latina
desde a prorrogação
do meu enfadonho
isolamento social:
Pois não há notícias
que o processo
está a caminhar,
o General sequer
passou por uma
audiência preliminar,
quando irão o libertar?
Há poucas horas
fiquei sabendo
que o autoproclamado
foi citado pela Fiscalía
após as confissões
magnicidas
de um outro General
que se entregou
nos braços do Império.
O General que por
ele venho pedindo
a liberdade sem
nenhum sucesso
parece que
em prol dele não
há entendimento,
então, prossigo
com o meu lamento.
Há muito tempo
venho contando
a injustiça em
versos autorais
e de minha total
responsabilidade
sobre a injustiça
cometida contra
uma boa tropa
e um General:
O círculo vicioso
contra os nossos
povos que vem
sendo imposto
não nos deu
trégua nem
no mês do Natal.
Na nossa Pátria
América Latina
virou rotina aturar
todo o santo dia
falsas notícias
a ironia e a tirania,
E morrer nas mãos
de cada uma delas
porque não
há investigação.
A Bolívia não foi
poupada do cruel
engendro deste
emaranhado,
o povo vem
sendo ameaçado
e por lá um golpe
duro foi instalado,
Desde outubro
era esperado
um informe final
sobre o resultado
da vitória eleitoral,
Somos testemunhas
de um festival
de absurdos sem
antes nunca visto igual.
O General está
injustamente
aprisionado,
Eis-me aqui
com versos
libertários
para propagar
o absurdo
inegável,
Ele não deveria
ter sido preso,
isso tudo tem
sido lamentável.
O General não
tem contato
com ninguém,
Eis-me aqui
de vontade
própria com
com versos
lamentando
para insistir
no que é
irrecusável
e lamentável.
O General está
preso numa
cela que não
tem janela,
Eis-me aqui
com versos
que ultrapassam
a velocidade
da luz que
não aceitam
a ausência
de justiça
como sentença.
Não deixam
entrar a Bíblia,
cadernos, lápis
e livros,
Permitem
os mosquitos,
e não preciso
nem me alongar
mais para dar
nome a isso.
Eis-me aqui
em versos
que não
foram lidos,
Mas construídos
a partir do que
a irmã toda
a semana
tem relatado,
assim se vem
escrevendo
um poemário.
Intrépidos vão
estes versos
de liberdade
apoiando
o General
de inabaláveis
olhos de azabache
em campanha
contra o bloqueio.
Não adianta
só ir a Igreja,
se não há
entendimento
que o povo
não pode
mais aguardar.
A fome avança
e a desesperança
aos passos
das operações
e desencontros
nos mais
humildes rincões.
Que desconfiem
e achem exagero,
Diria a cada um
deles que estão
e grosseiro erro,
e o meu espírito
em cansaço e berro.
Depois de tudo
o Império propôs
o tripúdio
ao Governo
mesmo que
uns não gostem,
ele que é o real.
Ofereceria
a reconciliação
nacional,
porque dar
ouvidos a quem
não tem nada
a nos oferecer,
nos distrai
do dever de casa
que se urge fazer:
libertar a tropa
e o General
que tem alma
de recomeço.
Estes versos
não chegam
nem perto
da beleza
dos tupamaros
semeando
a terra para saciar
a fome do povo
que precisa,
Ninguém vive
de poesia
embora ela viva
para sempre
alimentando
as almas
e dando força
aos inconformados.
Não há mais
mulher nenhuma
desaparecida
até o momento,
uma foi
libertada,
e outras com
alvará de soltura,
mas há mulheres
marcadas por
toda uma vida.
Quero saber dos três
militares e do civil,
que dizem que
ninguém mais
sabe e ninguém
mais viu;
e do General
injustiçado
que nem deveria
ter sido aprisionado.
Removendo
o egoísmo,
me dividi
em mil versos,
Para lembrar
de outros
esquecidos
porque não
concordaram
do momento
estabelecido,
Os escolhi
sem critério
seletivo em
nome daquilo
que acredito.
Não aceitem
a truculência
como rotina,
Mão estendida
contra o povo:
Afasta a magia.
Num tempo
crítico como
seria bom se
o Comandante
entre a tropa
se entendesse
como um pai com
os seus filhos.
Não convivam
com frieza,
violência,
indiferença,
e com silêncio:
se entendam!
Generalíssima
cantoria,
Sathya Sai,
Harmonia,
santeria,
Poesia,
sem notícia
do General,
Gira a roda,
bate a onda
gota a gota
desta agonia.
(...)estes versos
contemporâneos
falam de tempos
estranhos,
e de sentimentos
latinoamericanos.
Versos que falam
que disseram que
Monsalve se
lançou do terceiro
piso após ter sido
torturado e detido.
Não quero entrar
em conflito,
Só quero que tudo
seja esclarecido,
Em nome da paz
que só faz bem.
Versos que falam
que insistem em
dar notícias que
levaram o General
para La Orchila,
Enquanto se sabe
que ele foi levado
para Fuerte Tiuna,
Há quem não
queira nem mais
ouvir de mim
palavra alguma.
Dá para ver de longe
que o General é inocente,
Espero que dessa história
ele saia sobrevivente(...)
