Versos Românticos
Elo
É nossa ligação astral
Vou conectar-me
Sentir sua respiração
Minha paixão transcendente
Sentir seu suor, seu coração.
Sentir você
Sentir-me dentro de nós
Eu de ti não esqueço
Do primeiro contato
Eu te falo
O elo foi a ligação
Transposição
Tuas palavras sussurradas ao vento
Passam lentamente em meu coração
Como é triste essa paixão
Você nesse lugar
Meus olhos não podem te avistar
Dizem que nascemos duas vezes
O último é quando
Um último grande amor conquistamos
Foi portento esse encanto
Em sua boca a frase mais louca!
“Eu vim ao mundo não para agradar e sim para incomodar”
Não paixão!
Você veio para me amar.
Sempre há um um risco na paixão
Mas ninguém mede consequências
É um jogo dominado pelo coração
E o amor fica às vezes de aparências.
Ser feliz é viver uma eterna paixão
É estar com a mulher escolhida
É satisfazer a voz do coração...
E Fazer muito amor por toda vida.
Paixão é algo imprevisível
Às vezes até não se deseja
Mas o coração acha possível
Sofrer é o que não se almeja.
Quem por vezes,
tenta sufocar uma paixão,
termina por ter
uma meia vida.
Certas paixões
são ligamentos
que tão somente conduzem
para um grande amor.
Mania de amar
Quero ser o seu arremate
Na loucura de tanto amar
Q' a paixão nunca nos falte
Varar a noite até o Sol raiar.
Na paixão da mocidade,
reside o saber insuspenso,
mas no ardor da experiência,
encontra-se, provérbios de sabedoria.
POETIZANDO:
A poesia não pede palco
Não demanda aplausos
É solidão, intimidade e paixão.
É sentimento que freme
Num turbilhão de emoção.
A poesia é marginal...
O poeta capital.
Não possui ser nem autoral
É abstrata atemporal.
LIDA... VIDA SEVERINO:
Entre o cálice e o vinho
Cultua-se o ócio. A paixão
Aos Ciços se perde o tino
Nesta lida sem ter chão.
Sob o vinho, entre a taça
Vão-se Ciços, Severinas
Todos findos sem as graças
Da alegria ou do divino.
Findam sem glória, sem graça...
As Graças dos Ciços findos
Quanto aos vindos
Terra de sete palmos. Rasa
É a paga à lida Severino
Neste seu torrão sovino.
Série Minicontos
SUBMISSÃO
Viveu anos a fio sob a sombra da paixão. Acordou, e nunca mais voltou para a escuridão...
Abrace o desconhecido,
Cante uma velha canção e,
Relembre uma paixão.
Nesse instante, irá sorrir
De saudades, de tudo
Aquilo que foi e que não
Voltará jamais a inocência
Vivida, então reviva.
Multicor
cinza
azul
vermelho paixão
tons pastel
preto e branco
verde esperança
os dias não são iguais.
Vou seguindo a vida com as cores que o destino pinta...
A Matéria das Palavras
Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.
