Versos Românticos
O verdadeiro amor é um princípio elevado e santo, inteiramente diferente em seu caráter daquele amor que se desperta por um impulso e que subtamente morre quando severamente provado.
É fácil amar alguém quando tudo está perfeito. É manter este amor nos momentos imperfeitos que o torna incondicional.
Talvez o amor seja isso, um gesto quietinho, que cuida quando você menos espera, mas quando você mais precisa. O amor são detalhes que o orgulho não vê.
Devemos buscar a perfeição na criação, na vocação, no amor, no prazer. Mas tudo isso no campo individual. No coletivo, não devemos tentar trazer a felicidade para toda a sociedade. O paraíso não é igual para todos.
No final de um relacionamento, mesmo que houvesse amor só de uma das partes, ambos sairão machucados, pois em uma relação não existe só amor, também existe atração, costume e ódio.
Olha, o amor não é algo que possamos terminar, definir ou controlar. O amor é como a arte: uma força que entra em nossas vidas sem quaisquer regras, expectativas ou limitações. O amor, como a arte, deve ser sempre livre.
O amor não morre, mas a vontade de amar perece. Se enforca com a corda da indiferença do outro. Armadilha covarde.
Eu sou uma mistura... Uma mistura de amor e ódio, de riso e de choro, de gentileza e ignorância, de sabedoria e idiotice.
Nenhum trabalho ou amor florescerá por culpa, medo ou vazio de coração, assim como nenhum plano para o futuro pode ser feito por quem não tem a capacidade de viver o presente.
O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir.
O ódio é o que incita contendas, mas o amor encobre mesmo todas as transgressões.
Nota: Adaptação de Provérbios 10:12: Link
