Versos que Tocam o Coração
No caule macio de uma pequena árvore
palavras escritas ao léu, ao céu,
da pequena que sob sua sombra nascera
coberta pela poética e seu inspirativo véu
sentimentos, ideias e ideais, os quais
realmente nem sabia o que eram,
versos ainda poucos, alguns roucos,
vindos de dentro do coração,
murmurando a poética pela tapera,
quimeras em metáforas de ilusão
Vejo a lua,
pequena e branca
pálida em sonhos
divagando em luzes
que esmaecem na madrugada fria
percebo essa lua,
assim em fascínio,
como mulher
frente ao sentimento puro
do amor e ao da ternura,
és mulher, ó lua!
entendes do coração
e pela noite leva sonhos
aos que prestam em ti
toda atenção.
A saudade dói no peito
quando vem nos visitar,
ah...que saudade sem jeito,
mesmo assim a deixamos ficar!
Quero fazer uma trova
que a minh'alma ditou
mas que seja linda e nova
porque a inspiração cansou
Vejo que não vem o mote
tudo parece mal feito
o coração dá um galope
quase estourando no peito
E isso seria de amor
num versinho revelado
sem ter na face rubor
dando todo o meu recado
Tentei, tentei e não consegui
as linhas se tornaram estranhas
esse amor que nem pedi
não se retrata e se acanha
Por isso tenho que parar
de rabiscar essas besteiras
o sentimento irei guardar
para o resto de vida inteira!
Acho que fiquei louca
com tua falta, menino!
minha voz está bem rouca,
te chamei tanto, mais de quilos!
Não ouviste, que maldade
fizeste ao meu coração !
que ao teu vive em lealdade
entre poema e canção
Mais um aniversário?
puxa, como o ano passou,
mas é isso é um presente
que a vida me doou !
Vou sair e festejar
a nova data da idade
e da outra vai restar
só um pingo de saudade
Quero cantar e sorrir
com fé e muita esperança
viver meu tempo e seguir
com o coração de criança
O Natal não é apenas uma festa e convívio entre familiares e amigos, ele é um estado de espírito que transborda a fé e a esperança dentro da mágica de saber que nasceu o Salvador, menino Jesus.
Feliz Natal, muito dentro do coração do que fora dele !
Entre perdas e danos,
escrevia poemas a rodo
no livro de sua vida,
um desengano
Enganou-se sozinho,
pleno de ilusão,
nunca teve, nunca foi seu
aquele coração
Não soube distinguir
qual era a verdade,
nem perceber que ela
tinha-lhe apenas amizade
A tarde se vai,
e que não tarde !
mas enquanto ela cai
a nostalgia nos invade,
vem a noite sussurrando
nos ermos de sua escuridão,
todo tipo de saudade,
que sabe, temos no coração
Pense em teu querer,
mas sem muita ilusão,
lute pelo que deseje,
mas sem ferir o coração
O que hoje parece ser,
amanhã, talvez, não mais
e apenas sofrerá se quiser,
procure viver em paz !
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
Na estrada um grão de poeira
nas retinas a balançar,
qual pássaro voando rasteiro,
pronto para partir e cantar
As marcas dos passos na terra,
miúdos, sem rumo, cansados,
qual andante sem nenhuma quimera
em busca do que há sonhado
Na boca o sabor de fel e mel
nos beijos há muito guardados,
no coração uma mortalha de véu
cobrindo um amor rejeitado
Linhas
Tal qual o vai e vem da maré,
tal qual o grão de areia arrastado,
assim seguem alguns corações
por alguma tristeza, despedaçados !
Vamos sempre confiar em algo superior a nós ?
Descansar os olhos da alma no azul do céu,
no verde das montanhas, no colorido das flores,
na canção do mar e no murmúrio do vento?
Muito mais há de belo e grátis nessas visões,
são presentes que a vida oferece, vindas de Deus
para acalmar nossos corações.
Nas teclas do piano
o dedilhar de acordes,
onde se espargem sóis
aquecem a amplidão,
enquanto o coração
se dilui em gritos
que não soam notas
de melodia, nem afinação,
pois um falso sustenido,
logo deu fim ao amor
- sem nenhum dó !
Veio um verso de amor
que a brisa logo soprou
com ciúmes e mau humor
do meu verso não gostou
Disso eu já bem sabia
faço simples versos de amor
que nenhum coração extasia
ou bate feliz em clamor
Como poeta sou uma
e para escrever sou atleta
posso ser um verso de espuma
ou uma pedra que te acerta
Noite de verão
a melodia da brisa sopra
notas de um outro tempo
e traz saudade do amor
deixando apenas saudade
dos poucos momentos
em que o coração tatuou
o que para ele era um tesouro
de um maior e único valor
Suave plangência em gotas sutis,
doces murmúrios em canção
sob a regência da natureza
vão alegrando o nosso coração
No jardim as flores dançam
felizes e juntinhas à melodia
assim como em nossa alma
há agradecimentos por mais este dia
Seja bem - vinda, amada primavera,
que em cada canto você resplandeça,
trazendo boas energias e quimeras
para que nosso coração se enterneça
