Versos Góticos de Amor
Como posso eu, um simples homem, revelar a febre que estou sentindo, sem mostrar me escravo da mesma? Se as doces e singelas palavras, expõem me por completo, mostrando o quanto estou dependente?
Talvez seja mais sensato revelar me em silencio, quem sabe as palavras suavizam esta dependência! Por que me engano? É obvio que não há como revelar sem exposição total! Jamais imaginei entregar me deste forma, mas não vejo outra forma de revelar, sem dizer-te que meu coração vive imerso neste sentimento puro e verdadeiro que é amar-te!
Felicidade
Conheço pouco sobre a felicidade.
Não sei exatamente onde está.
Sei que não está nas coisas grandes,
Mas nas pequenas como enxergar?
Prestando atenção às miudezas,
Vejo falhas e erros humanos,
Vejo pequenos cheio de grandezas,
Assim como quanto imperfeitos somos.
Feliz eu sonho com o melhor,
Com um mundo cheio de coisas bonitas,
Com uma paz entre homens maior,
E com o fim de condutas aflitas.
Com uma vontade extrema de viver,
com atenção aos amores da vida,
com uma forma especial de ser,
com uma forma menos corrida,
de andar, de correr dia a dia,
de olhar de verdade o seu par,
de recuar pela paz e harmonia.
Não preciso sair da cadeia,
Para apreciar a liberdade,
Nem de achar que desgraça alheia,
Jamais será a minha verdade.
Marcelo ULisses
Hoje estou rico , amanhã estou pobre
Hoje meu corpo está quente , amanhá pode estar frio
Hoje meu coração por você bate a 100
amanhã bate a 1.000
Olivado
Hoje estou meio enleado,
Prezaria que tudo fosse mais fácil!
Mas infelizmente não é...
O céu poderia patentear a solução.
E qual seria a elucidação!?
Axiomático ou incivil, apenas gostaria de saber;
Para não mais viver nessa dubiedade do meu eu.
Flama é o que eu sinto! Pusilanimidade é o que me rodeia.
Só queria me expressar!
Joguinho
Ah quando eu te beijar, você vai sentir tudo que passei a te esperar, cada sentimento angustiado e desesperado do tempo que perdeu ao jogar, vou te deixar louco, viciado, vidrado e com cada vez mais vontade de tocar seu corpo contra ao meu!
IDENTIDADE
Eu não sou as roupas que eu uso.
Eu não sou os livros que tenho na estante. Eu não sou o carro, o sapato, o celular...
Eu sou o que vem antes disso.
Eu sou a subjetividade, eu sou a identidade, Eu sou uma colcha de retalhos de ideias, lembranças, aprendizados, construçōes e desconstruções.
Sou o que fiz com meus traumas, superações e medos.
Sou o ser por trás do sorriso.
Sou mais que um corpo, ou uma aparência eu sou a alma que o habita.
Eu sou única.
Eu sou eu.
E ainda não estou pronta e acabada eu ainda estou sendo, em cada minuto algo de mim é refeito, acrescentado, apagado, modificado.
A cada nova interação com o mundo eu me faço um pouco mais e me desfaço se necessário for...
Eu sou um constante gerúndio e vale a pena ser...
Pouco
Tanto esforço me foi nada
Procurar uma palavra
Pra falar a minha amada...
Dela é o meu coração
Que se encanta no suspiro
De minh’alma apaixonada...
Nada tinha pra esconder
Que não lhe fosse revelado
Por meus olhos confidentes...
Tanto esforço me foi nada
Encontrar uma palavra
Pra falar a minha amada...
Mas de tudo que pensei
E o “pouco” que falei,
O meu amor a ela confessei.
Edney Valentim Araújo
1994...
-RESILIÊNCIA-
"Só a solidão hoje me desperta.
Me fazendo enxergar qual é minha essência;
E que errar não é a fatal indecência
É apenas uma forma de voltar a antiga meta.
Deixando sempre no ar aquele alerta
Pois já foi dito que errar é humano
Sendo assim,não mais me engano
Querendo viver uma paixão ilusória.
Ficando refém do prazer de uma história,
Ao dar vazão a razão de um tirano.
E hoje olho pra trás e a saudade é latente
Me trazendo a lição que aprendi pela dor.
Recusando o suave ensino do amor.
Compreendo que o mal é amigo indigente
Despertando o sentido esquecido e dormente
Da vida e do sonho de um belo futuro.
Hoje não mais de um menino maduro
Mas sim de alguém que aprendeu com o passado
Que a vida é dom precioso e legado daqueles que almejam vencer no presente."
A gente sabe, sabe bem
O sabor de que tem
Encontrar alguém pra chamar meu bem
Sabe, sabe bem
O sabor que têm escutar alguém
Te chamar meu bem
Não quis me entregar
Pra não dar bandeira
Não consegui lidar, vacilei
Me fez transbordar
Feito cachoeira
Não deu pra segurar, vazei
