Versos do Cotidiano
“O que mais mata é o cotidiano que não diz adeus: ele rouba aos poucos o que você amava e deixa só a falta, intacta e infinita.”
“O cotidiano chega manso e, sem pedir licença, vai levando pedaços de você — até perceber que já não sobra nada a tempo de gritar.”
Não é tragédia — é escolha. Repetida no cotidiano, sem testemunhas, sem drama, apenas a lenta adesão ao próprio desvio. O homem moderno não despenca no vazio: constrói-o, camada por camada, imagem por imagem, enquanto evita o espelho que o revelaria. Incapaz de se ver, inventa culpados, projeta faltas, cria bodes expiatórios para sustentar a ilusão de que não foi ele quem, em silêncio, edificou o próprio colapso.
Diversas personalidades são necessárias, para enfrentarmos às diferentes situações do cotidiano. Um só caráter é suficiente para mostrarmos quem somos.
A fé num deus que orquestra o mal cotidiano é a maior obscenidade intelectual, uma ilusão que mascara a crueldade inerente à natureza, tornando os crentes escravos dum monstro invisível que ri do sofrimento humano enquanto finge benevolência.
A verdadeira missão começa no cotidiano, mas muitos preferem o glamour de um chamado distante à obediência no local onde já estão.
Aceitar o caos cotidiano é entender que a pia cheia de louça e a mente cheia de dúvidas são apenas sinais de que a vida está acontecendo, de que há movimento na casa e que a estagnação é o único inimigo real que deveríamos temer ao acordar todas as manhãs.
Há feridas na alma que desafiam a cura; elas não sangram no cotidiano, mas latejam ao menor toque da lembrança.
O automatismo cotidiano reivindica, muitas vezes, autonomia nas escolhas e o desprendimento do que é passageiro. Selecionando itens significantes do acervo pessoal. Policiando-se nesses aspectos, resguarda-se dos sentimentos fragmentados.
As conversas do cotidiano também são um grande aprendizado. Pena que a maioria das pessoas não percebam isso...
A saudade do tempo, do sorriso, do cotidiano, de abraços, cheiros, de conversas bobas. Chega a doer e dar nauzeas, ela vem derrepente por algum gesto que alguém faz lembrar. Faz a gente pensar e repensar e a certeza logo vem que nada faz voltar
Compreendo perfeitamente que o estresse do cotidiano, que a rotina, que os valores que a sociedade impõe são difíceis de serem alcançados gerando ainda mais estresse; que a falta de fé no amor, que o excesso de desconfiança devido a tamanha malandragem presente em nosso meio lhe torne uma pessoa pior, mesquinha e cheia de jogo de cintura; só não aceito.
Analisar o detalhe é mais perigoso que o cotidiano, pois as atitudes cotidianas são faceis de calcular e premeditar, porem as entrelinhas lhe mostrarão coisas que tu jamais gostaria de sabe-las....
Eu analiso a vida e o nosso cotidiano, de um modo geral, tão simples, mais tão simples, que fica até complicado de explicar.....
