Versos de Tempo

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A vida não é apagável, pensei. Nem volta atrás. Ainda não construíram a máquina do tempo. Ninguém virá em meu socorro. Faz tanto tempo que invento meus próprios dias. Preciso começar por algum ponto.

E nada como um tempo após um contratempo pro meu coração.

Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve.

O tempo não pára e a gente ainda quer correr...

A mais carinhosa também é a mais bruta, a mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível, a mais bonita é a mais emburrada, a mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua, a mais bem humorada também é a mais chorona, a mais falante é ao mesmo tempo a mais secreta, a mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca, a mais moça também é a mais madura uma não vive sem a outra, e eu não vivo sem as duas.

Acredito que pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo. Acredito também que quem traiu uma vez e foi perdoado, vai trair de novo.

Mas o sorriso (...) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo.

Os vinhos são como os homens: com o tempo os maus azedam e os bons apuram.

O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Aproveita todas as oportunidades da tua vida, pois, quando elas passam, demoram muito tempo para voltar.

"Só os medíocres dão o melhor de si o tempo todo."

Essa noite eu quero ir mais além, eu não devo nada pra ninguém. Vamos dar um tempo pra nós dois que a saudade vem melhor depois...

Decepção amorosa é uma coisa que acontece o tempo todo com todo mundo que se relaciona.

"Os romanos nunca teriam tido tempo de conquistar o mundo se antes tivessem tido de aprender latim."

E de vez em quando tudo o que a gente quer é mesmo dar um tempo da vida.

Se me abandonar, ainda vivo um pouco, o tempo que um passarinho fica no ar sem bater asas, depois caio, caio e morro.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Pois há um tempo de rosas, outro de melões, e não comereis morangos senão na época de morangos.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica A trama.

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Não faz muito tempo - e pela primeira vez, como nessa ocasião admiti espantado para mim mesmo - mencionei o assunto a um bom amigo, só de passagem, bem de leve, através de algumas palavras, rebaixando o significado de tudo - pois no fundo a questão para mim é pequena vista de fora - a um nível um pouco inferior à verdade.

Se eu soubesse que ia durar tanto tempo, tinha tido mais cuidado comigo.

Tanto homem por aí querendo uma mulher interessante igual a você, e você aí perdendo tempo atrás desse menino? Acorda, amiga, mulher precisa de homem, e homem precisa de mulher. Meninos só precisam de uma mãe e um PlayStation.