Versos de Tempo
No desabrochar e no esconder
das flores azuis do tempo,
a minha cidade é Rodeio
em pleno Médio Vale do Itajaí,
Aqui é o lugar que a Lua
bailarina sempre vem dançar
para enamorar o magnífico
Pico do Montanhão do destino
nesta Santa Catarina
onde em companhia
das estrelas sempre acabam
no final escrevendo poemas
para o Hemisfério Celestial Sul.
Da janela do tempo
vejo vultos
dançando o Alujá,
O coração e o pensamento
dançam juntos,
Porque há muitos
capítulos a relembrar.
Na Pátria Plurinacional
há o tempo de voltar a amar,
de admirar o florescimento
na sua adorável companhia.
Do vermelho, amarelo e verde
da Kantuta perene que é símbolo
andino por nós tão querido,
é sinal que inabalável do destino.
É no coração da Pátria Grande,
Bolívia, menina dos meus olhos,
nunca se perdeu nenhum instante.
O quê sinto sei que é retribuído,
somos feitos do que é mais místico,
amoroso, continental e desígnio.
O tempo está
correndo,
e de cansaço
a tropa vem
sofrendo,
Não dá para
esconder
este triste fato,
A ausência de
diálogo tem
custado caro,
Prenderam de novo
aquele deputado.
Do General não
há mais notícia,
Sinal que essa
prisão é o signo
dos que não são
afeitos a liberdade
só se alimentam
de pura crueldade.
Não queria ofender,
mas falar demais
é o meu fardo;
É a sede de querer
alimentar o amor
onde ele anda escasso.
Esses que andam
por aí mentindo
para si mesmos
que têm paz
na consciência,
Vivem sem sonho,
sem esperança
e têm uma
vida em vão
e de qualquer maneira.
Em tempo
de catedral
francesa
demolida
pelo fogo,
de censura
togada,
de mar não
devolvido,
de Assange
preso,
de América Latina
tendo a porta
forçada,
Eis a poética
que pela
liberdade,
ainda vive
e clama,
Porque urge
resgatar
a bondade
original
e anseia abrir
portas para
a tropa, civis
e o General.
Nada neste
mundo deve
ser absoluto,
a não ser
a nossa
humanidade,
Mas a única
certeza que
carrego desses
estranhos tempos
contemporâneos
é que eles só
inspiram resistir
aquilo que não
é normal em
lugar de cultivar
os nossos sonhos,
e que só isso
na vida não é bom.
A cifra choca,
este nó que
não desata
tem me
dado agonia,
e esse é o número
de presos:
91 do Exército,
20 da Aviação,
24 da Armada
e 58 da Guarda
Nacional,
Vítimas de um
dos grandes
absurdos
do mundo ocidental.
Acreditei que
pedir iria
sensibilizar,
Demorou um
certo tempo
para assimilar
que havia me
enganado
porque cada
um só entende
o quê é na vida
conveniente.
Ciente disso
fui que resolvi
escrever para
tentar me fazer
compreender
que a paz
será perfeita
quando houver
quem trabalhe
todo o dia
sempre um
pouco mais
para que
ela aconteça.
Faço votos
de uma vez
por todas
que você
entenda:
um acordo
nunca irá
satisfazer
integralmente,
e dependerá
dos dois
abrirem mão
de algo para
se alcançar
quase o quê
se deseja.
E falar que um
teme o outro
o lado mais
fraco da corda
não suportará
a devastação
provocada por
autoritarismo
interior mal
resolvido,
e manter
um clima
provocativo
nunca será
produtivo
onde ainda
se mantém
na prisão
o General
e a tropa
sem motivo.
No bailar
do tempo,
completam
nove meses,
disseram
até absurdos
e que os
bombardeiros
já se foram,
é fato que
muitos são
os receios
que ficaram.
Nem o direito
de se cuidar
e o acesso
para a
inocência
comprovar,
não foram
cumpridos,
e não se
fala em
outra coisa:
que os abusos
contra ele seguem
consecutivos.
É inegável que
se trata de um
pesadelo sem
data e hora
certos para
terminar,
as perguntas
continuam
sem respostas,
o General foi
preso sem provas.
Rodeio Poemário do Vale
Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
Quando penso que perdi
o embalo do tempo,
Terrivelmente lembro
que já se passaram
quatro fatais meses
gritando por causa
dessa prisão injusta,
o oceano não tem culpa.
Mas a impressão que tenho
é que os meus gritos estão
sendo levados pelo vento
e abafados pelas ondas do mar.
E assim quando
penso em desistir
a poesia convida
o verso para
esticar a estrofe
e não parar de remar.
31/07
Quando ninguém
se importar contigo,
Busque ocupar
o seu tempo com aquilo
que coloca o seu
pensamento no topo
para que o destino
se encarregue do que
realmente faz sentido.
Não existe nada de errado
comigo ou contigo,
o amor florescerá no tempo
certo como foi previsto
O Ipê-branco-do-cerrado
despontará pleno no meio
do sonetário dos ipês
que está sendo escrito
Com total paz embaladora
e poesia amável e sedutora
para a gente se aproximar
Até as estrelas já sabem
e estão indicando o lugar
onde vamos nos encontrar.
O Ipê-roxo empresta a beleza
para esta tarde que as flores
do tempo foram recolhidas
aqui em Santa Catarina,
e eu encantada devolvo
os meus Versos Intimistas
para que as flores do tempo
me retribuam com mais poesias.
Como é linda a Paraíba
em tempo de floração
do Pau-d'arco-rosa
que com poesia
me empresta os mais
lindos Versos Intimistas
para embelezar os dias
sem flor e sem amor.
Não é preciso dizer uma
só palavra porque eu sei
que ocupo há muito tempo
a sua mente e o coração.
E eu te amo sem te ver
profundamente e quando
falo sobre você soa
sempre doce como canção.
Acreditamos firmes na força
da grande Pátria Austral
sob o Hemisfério Celestial Sul
com os olhos fechados.
Sem estar nos meus braços
sei que nos combinamos
desde de sempre e estamos
interiormente conectados.
Todos os seus mais pequenos
sinais mesmo aqueles que
os mantenho silenciados
ao coração ainda falam cadenciados.
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
Cumpra-se a vontade do destino,
Ele é obra e graça do divino,
- dono do tempo -
Senhor dos ritmos,
- e do sentimento
Eu creio na força dos sonhos,
Nascidos dos meus olhos
- castanhos -
Não menos lindos,
Mas infinitos e capazes
De realizar todos os planos;
E por eles cruzar oceanos.
Tudo, tudo, tudo...,
Tudo pelos sonhos,
Ainda somos moços,
Temos um futuro,
Flores no peito,
E um amor bruxo.
Aos passos ritmados,
Brindados pelas castanholas,
Trocas de olhares,
E feitiços nos provocando,
Passos marcados,
E braços alternados,
Prendendo o desejo ao prazer,
- libertando os corpos -
Tocam os violões emocionados,
Nessa suíte espiritual,
Somos o esquadro e o compasso,
Não tememos mais o desenlace,
Atingimos o ápice,
Flutuamos com essa sinfonia,
Com a certeza e a total alegria
De estarmos completamente apaixonados.
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
A canção e o brilho que vem de dentro
Ultrapassam o tempo,
Atitudes, comoções e contentamentos,
- sucessões
Das celebrações e de todas as devoções,
Doçura e contemplação,
Encontradas em cada perfume,
Transfiguração, luz, brilho e paixão,
Pela beleza de encontrar a vida,
E a beleza em cada pensamento.
Eu quero caminhar pelos séculos,
Surpreender-te a todo momento,
Conhecer o caminho do vento,
Que me leve até Moscow.
Aprenderei os teus passos,
- celebrarei as czardas -
Entoarei louvores,
Sobrevoarei os invernos,
Anoitecerei em cada um deles,
Para amanhecer ainda mais bela,
E tão brilhante quanto essa noite,
- registrada da tua janela.
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