Versos de Tempo

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⁠Ipira

Dança o vento no Meio Oeste,
o tempo me leva pela mão
e Ipira querida te tenho no coração.

Ipira, inconfundível,
és terra de Santa Catarina,
e deste Meio Oeste a linda poesia!

Antiga Colônia do Rio do Peixe,
água para a minha sede
e água para peixe,
não há nada que me desvie ti:

Ipira, minha valente,
o teu nome é tupi-guarani
e te amo muito além do que escrevi!

Te amo por tudo o quê passou,
por aquilo que és e a tua
História que ainda irá escrever.

Esta Ipira aguerrida que mantém igual coragem gaúcha que a fez
cidade, que ensinou ter fé na vida
não temendo nunca tempestades
e sempre com otimismo se erguer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não preciso correr
contra o tempo,
Não preciso buscar
um novo sentimento.

Não preciso ir
em lugares que sei
que você não vai
estar do meu lado.

Tenho recusado
ir a bailes que me
obriguem ter outro
corpo colado ao meu.

Pensa(mor) o quão
para mim é melhor
te amar loucamente
do meu jeito calado.

Para mim o quê vale
é o poema, pensa(mor)!
Se não for você ou você:
amar no éter será sentença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Setembro

Setembro seja o tempo
de paz, afeto e flores
no caminho que fores
eleger prosseguir
para encontrar
uma razão de sorrir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ergueu-se o Sol sob o céu
da nossa Pátria Amada
neste tempo Bicentenário,
hoje é dia de recordar
as lições do Pacificador
que se deu incansavelmente
ao Brasil por profundo amor.

Duque de Caxias escreveu
a História na Balaiada,
nos Farrapos, na Guerra
do Paraguai e em outras
revoltas conduzindo
o estabelecimento da paz
e da ordem necessárias.

Para o bem da nossa Nação,
Duque de Caxias não cedeu
para que a guerra fixasse
morada no coração da tropa,
fez da paz a maior escola
e a deixou como legado
perpétuo para cada soldado.

Duque de Caxias, o Pacificador
e Patrono do Exército Brasileiro,
o reflexo desta herança atemporal
virou marcante signo espiritual
e brio dos nossos valentes soldados
que fascinam o mundo inteiro,
e orgulham todos nós brasileiros.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem conhece a história
sabe como e o quanto
ela vem se repetindo
em nosso tempo,
Não há mais como
esconder de ninguém
o quê caiu na boca
de todo um povo,
cântico de
calabouço: - Marulanda...

Ao Foro de São Paulo
eu peço socorro,
com nome de Santo
Que leva não há como
ocultar o escombro;
o tempo é implacável
tal qual o perito
que correu para
disfarçar o incontestável.

As marcas da tortura
que cometeram
contra o cirurgião,
As máscaras caindo
estão e são tantas
mentiras que ainda
não deu para
recolher do chão.

Um General está
há mais de um ano
preso injustamente,
todos sabem
que ele é inocente;
e o quê foi feito
contra ele não
tem desculpa:
transferi para mim
esse sofrimento,
Pois através da
história dele
venho contando
outras para
que ninguém caia
no esquecimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.

O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.

Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.

Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando as Raízes do Tempo
me tiram para dançar
é quando sempre me lembro
que aqui é o meu lugar.

Belmonte, minha relíquia,
a Coluna Prestes aqui passou,
tens histórias para contar
e muito calor humano para dar.

Mãos de origem polonesa
ergueram esta cidade
aqui tem memória que
também é feita de saudade.

Belmonte, meu bonito lar,
és o meu orgulho de verdade,
Belmonte, minha linda cidade,
você sabe que te amo de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Manhã cor de gris
e de Greve Geral
contra a Reforma
da Previdência,
Tempo estranho
de um General
não tão conhecido
sendo julgado por
um tribunal civil,
Estamos vivendo
uma Torre de Babel,
Ex-Presidentes
presos e em exílio,
Não sei por qual
caminho andará
o continente,
Não quero perder
o leme e a rima,
O La Patilla
indenização
haverá de pagar.

Mesmo que
o mundo vire
de pernas
para o ar,
Deixe a Aporrea
se expressar,
As pessoas
têm o direito
de se informar.

Vários oficiais
incomunicados,
Disseram que eles
foram torturados,
Mais uma obra
bizarra do Inferno
de cinco letras
Contra homens
e mulheres;
Faço vergonha
espalhada para
que o mundo
jamais esqueça.

Pelo General
preso inocente
em Fuerte Tiuna
não vou parar
de pedir para libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Neste mau
tempo que
não anda
para frente
e para trás,
Já fazem
34 dias
que a família
do General
não está
em paz,
São poucos dias,
mas suficientes
para preocupar
a todos demais.

Não vou
deixar perder
a crença,
Até mesmo
se houver
qualquer
sentença,
Porque
culpa todos
sabem
que não há;
Essa prisão
é fruto de
uma cruel
injustiça
que ali está.

E assim
contando
outras histórias
latinoamericanas
de agonia
para tentar
manter vivas
as memórias.

Perguntando
sem parar
nenhum minuto
até saber:
se o General está
desaparecido,
e se está vivo,
onde é que
ele foi parar?

Se preciso for
tenho poesia
até o meu
último suspiro
para perguntar
onde é que
o General foi parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo inteiro
com cada um
de vocês e sem
que me vejam
estou presente,
No vento, na oração
e na canção que
vem de dentro;
É preciso buscar
a serenidade que
até o momento
não se cultivou.

A vida tem chamado
para dançar uma
música que jamais
será capaz de fascinar;
É preciso ouvir
sem deixar se perder.

Ninguém tem previsão
da libertação
da tropa e do General,
Um retrato que está
mais para Raio-X
de como não estão
tratando direito
quem se dedicou ao país.

Do Araguaney florido
Maio é o mês,
No céu de Caracas
eis o sobrevoo
das Guacamayas,
Neste exato instante
não sei se o General
dos meus poemas
está preso no Inferno
de cinco letras
ou foi enviado para
o isolamento total
em Fuerte Tiuna
para seguir preso
só que isolado
do mundo apenado
por uma prisão injusta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ver o Butiá-azedo
enfeitar o jardim,
Não ter mais medo
do tempo passar,
Ter você do meu
lado é o meu maior
desejo apaixonado.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo mostra quem é quem,
não há um só que não esteja
atento ao cansativo jogo
de manipulação e total desgaste
daqueles que se perderam
no personagem e carecem
de falta de autenticidade,
e precisam no modo aleatório
inventar mentiras sobre
adversários que não existem
e nem nunca existiram,
ocultando assim a índole algoz,
covarde, perseguidora e atroz,
porque sentem uma inveja
inesgotável da autonomia
e da capacidade criativa
de quem não precisa
assassinar a reputação
de ninguém para se sobressair.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Versos Intimistas escritos
além do humor e do tempo
por todo os lugares,
voltando da boêmia
no meio da madrugada
e se deparando com
ipês-brancos florescidos
poéticos indicando quais
passos que serão dados
para unir os destinos
de dois corações apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há quanto tempo
a gente não se vê
Trouxe meus
Versos Intimistas
e uma muda de Ipê
lá da amada Bahia
de presente para você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores azuis estão
abertas com esplendor
no jardim do tempo,
E nesta tarde aqui
no Centro de Rodeio,
Toda a nossa inspiração
no Médio Vale do Itajaí
sob a Lua Nova serena
com certeza vale
mais de um poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sangue Gaúcho

Não preciso perder tempo
criticando a cultura de outro lugar,
tenho a minha própria cultura
para me orgulhar e exaltar.

Quem tem sangue gaúcho
se orgulha da influência do mundo
na formação dos seus ritmos
e dentro da sua própria tradição.

De alma e coração sempre
há de se encontrar na Rancheira
cultivando toda a história guerreira
que lapidou a cultura gauchesca.

Compartilha a Milonga e outros
ritmos com orgulho no salão,
e sabe muito bem que é Erva-Mate
com raízes neste abençoado chão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠21/05

Ser poeta dos dias
é escrever nas linhas
do tempo mesmo
ruim com alegrias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ponte

Na Cuia faço do meu
Mate a famosa Ponte,
Ninguém pode ficar
o tempo todo sozinho,
Caso não compensar
o caminho de volta
está bem preparado,
porque para tudo
na vida requer cuidado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠11/09

A brandura cura
as vezes mais
rápido a amargura
do que o tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores do tempo
se vestiram de cinza,
O Pico do Montanhão
presta a honraria,
A noite repousa sob
o Médio Vale do Itajaí,
O desejo e a utopia
caminham por aqui.

O Antúrio no caminho
acena com sutileza
o poema em cadência
num tempo que pede
cultivar tudo com clareza.

Dar "a César o quê é César"
sem nunca perder a gentileza
é a urgência sempre que
teus olhos forem cobertos,
teus ouvidos confundidos
e teus pensamentos dispersos.

(Agarra-te a tua História,
não renuncia por nada a tua memória,
se permita quantas vezes for
necessária a trégua respiratória).

Inserida por anna_flavia_schmitt