Versos de Rosa
Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo.
Até hoje, para não se entender a vida, o que de melhor se achou foram os relógios. É contra eles, também, que temos que lutar...
Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.
Quantas mangas perfaz uma mangueira, enquanto vive? - isto, apenas. Mais, qualquer manga em si traz, em caroço, o maquinismo de outra, mangueira igualzinha, do obrigado tamanho e formato. Milhões, bis, tris, lá sei, haja números para o Infinito. E cada mangueira dessas, e por diante, para diante, as corações-de-boi, sempre total ovo e cálculo, semente, polpas, sua carne de prosseguir, terebintinas.
Você tem que largar o que te machuca.
Apesar de uma rosa ser muito bonita, ela tem espinhos que te machucam,
e uma hora você terá que largar ela.
Rosas são como pessoas.
Você não pode segurar uma pessoa que só te machuca para sempre.
Quem anseia pelo aplauso do povo, mesmo que seja um erudito, não é um sábio. O sábio não busca a aprovação popular.
Não podemos mudar o passado, mas devemos fazer um futuro melhor, pois errar faz parte do crescimento humano e dar uma nova chance pode ser a única forma de ser feliz!
O ruim de ser sempre sorridente, é que quando você não sorri, sabem que não está bem. Aí vem a parte ruim de verdade, ter que mentir “não foi nada”, pra não ter que lembrar tudo novamente.
