Versos de Reconciliacao de Amizade

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I

Não existe tempo
para o amor,
Ele sempre chega
no seu próprio
tempo de amor;
Para uns como
um Ichiyo,
Florada julgada
como tardia
na Lua certa
no mundo da pressa.

Cerejeira tardia...

II

O amor vem,
e por ele coloco
as minhas duas
mãos no fogo;
A Lua absoluta
jamais nos trai,
Te garanto que
o amor vem,
Só quando for
para o seu bem.

Tardia cerejeira...

III

A formosura
da querida Lua
se confundiu
com a florada
da Jugatsuzakura,
E alguém disse
que eu é que
fiquei distraída
sonhando com você.

Cerejeiras tardias...

Inserida por anna_flavia_schmitt

I

Noite enluarada
bem encostada
na colunar
Amanogawa,
Não consigo
parar de sonhar:
você virá me buscar.

Cerejeira colunar...

II

Noite de luar
e nós dois
recobertos
pelo enorme
guarda-chuva estelar
da Shirotae,
Cena que
da memória
nunca mais sai.

Cerejeira cobertura...

III

Do sul vejo
o luminoso
Cruzeiro,
Brindada
lembra até
um Salgueiro,
É Shidarezakura
que distraía
e dançava
como bailarina
para a Lua.

Cerejeira salgueiro...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A primavera está
dando os sinais
que está chegando,
É como uma cena
que já tivesse
assistido num filme,
você dirigindo
o seu carro esportivo
nas estradas do interior:

Para chegar até o vale
para viver uma
viver história de amor,

Para deixar o quê
não te dá paz,
e nem preenche mais,

Para largar o quê
não soma
e não mais te importa;

Para andar descalço,
pescar e ver as horas
passarem olhando
as nuvens no céu,
se despedir do Sol
até a chegada da Lua
e sem a preocupação
de ser reconhecido na rua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Suspensas estão
as Três Marias
no céu de veludo,
O místico olhar
se mistura
ao venturoso luar,
ao impossível
e ao maior desejo
que tive notícia.

Para você que
não sei como
se encontra,
Devoto o poema
infinito da ribeira,
Ninguém há
de nos separar
mesmo até que
a gente queira.

Prevejo o destino
nos colocando
no amoroso
e sublime caminho,
Porque de olhos
fechados sinto
que existe um
mistério inefável
já sendo celebrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu deste
entardecer
parece até
um chiffon
multicor
esvoaçante,

E como um
beijo a noite
no cânion
nos deixou
perto de Órion;

Não sei se
é imaginação
minha ou
se foi a Lua:

Algo vem
me dizendo
que és meu,
e eu sou tua.

Neste peito
que é oásis
e paragem
romântica,
a existência
do teu amor
vem sendo
uma miragem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Para você oferto
o sutil poema
da Via Láctea,
todas a vezes
que estou
perto ou longe
do que nos afasta,...

Quando a Lua
se ergue diante
da tua fronte
que é o Universo
avistado no alto
de um monte
e que reflete
nos bosques;

Apesar deste
tempo ruim,
tenho todas
as razões
para te adorar
nestas noites
que você está
para chegar,...

Só quero que
saiba que
todas as cenas
sempre são
e serão motivos
para a tua imagem
jamais se apagar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Todo aquele que
tem o quê oferecer
planta árvores,
flores e a beleza
sempre espalha
nos campos
de altitude
e pelos lugares
por onde passa,...

Quando não escreve
pinta, cozinha,
conserta, esculpe
ou costura,
Busca a plenitude
da arte intensa
de viver sidéreo;

Vive carregando
em si o sentimento
poético do mundo
que vai além do que
uns dizem e você pensa;
e alcança a graça
do alto da Lua Cheia
que com a sua grinalda
luminosa a serra enfeita.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Há um romance
escrito à mão
que não mais
saiu da cabeça
nem mesmo
quando fecho
os meus olhos.

Arcturus linda
como um
rubi brilhante
que ora surge
como um
diamante
alaranjado,
Surgiu bem
na noite de luar
para me dar
o seu
erótico recado:

Há um romance
escrito à mão
que não há
como ocultar
no meu peito
e por todo
este nosso lugar.

Nunca recusei
qualquer coisa
para o teu charme,
Você ainda está
se divertindo
com a minha
louca fantasia
e fascinando
todas as garotas
da nossa cidade.

Há um romance
escrito à mão
que previa
que você viria,
e como uma
grata surpresa:
você reapareceu.

Você envolvente,
convenceu
novamente
e me levou
neste lindo carro
cor de moldavita
para ensinar
os segredos
dos vinhos
e da Lua,
lá na Vinícola.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não tenho
nada o quê
esconder
de você e nem
de ninguém,
Que eu quero
ser a poetisa
pioneira a colocar
os pés na Lua,

Embora em
sonho já
tivesse ido,
Porque lá
é a residência
dos poetas
que vivem
no mundo
em resistência;

De carro
cor de Capella
e com uma
rosa amarela
na boca,
Você virá
me buscar
de surpresa
como uma
das novelas de Gabo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

No nosso espaço
íntimo e sideral
em busca do meu
astronauta correto
para dançar unidos
no ritmo do Universo.

Não deixo ser um
satélite com um
parafuso solto
que só se ajusta
com um aperto
e um doce beijo;

No nosso ir e vir
temos sempre
motivos sobrando
para fugir deste
mundo insano.

Não deixo de ser
Lua ao ter você
ao redor da minha
órbita fugindo
desta Humanidade
enfadonha e estúpida;

Ser feliz é o maior
ambicioso plano,
te quero do jeito
que você vier,
tens a liberdade
de fazer o quê quiser.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ainda recordo
a canção
de Tanabata:
"As estrelas brilham,
brilham,
como pó
de ouro e prata",

A princesa
tecelã bordou
diamantes
brancos e azuis
na constelação
de(Lira):

O meu corpo
pelo teu delira,
Sei que sou
a estrela da águia
_constelação;

O pastor
deslumbrado
afastou as nuvens
para vê-la toda
de Lua ainda
mais bonita,

O meu peito
com a calma
de um cisne
na lagoa é
_constelação,

De longe você
admira a cena
de dentro do teu
carro dourado
conversível,

E sonha com um
mundo possível,
mesmo que digam
que é impossível,

Vega, Altair e Deneb,
o Triângulo do Verão
próximas do Sol,
e você que entregou
para mim o teu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,

Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;

Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,

Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;

Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tem caído a noite
na América Latina,
o meu coração
o cosmos ilumina.

Buscando derrubar
totens mesmo
parada no mesmo
lugar para não
naufragar sigo
com as duas
mãos estendidas.

Tudo por aqui
parece que tem
tornado o tempo
pesado e lento.

Pressentindo que
posso ser a tua
Lua em sentido
explícito até quando
posso me distrair
com as estrelas,
e assim me tranquilizo.

Tem caído a noite
e nunca a vontade
de nos teus braços
o meu querer de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...

Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;

Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...

Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.

É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.

O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você bateu os olhos
em mim naquela
tarde subindo
a ladeira da tua rua,
Reconheceu que
sou adrenalina pura;
Talvez o jogo mais
perigoso da tua vida:
presença que alucina.

Ainda sou presença
que te fascina,
Mesmo que a distância
não permita,
Sinto que ainda
com fogo me anseia.

Até hoje você não
consegue me tirar
da tua cabeça
E a tua memória
ainda sente o meu
perfume de Lua,
Tudo por causa
daquela tal tarde
na ladeira da tua rua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Orbito nos horóscopos
secretos das galáxias,
Ninguém me captura
nem por medo,

Como borboleta nômade
não tenho e não terei
nenhum governo;

Não há autoritarismo
que me dobre ou prenda,
A minha liberdade interior
é a indestrutível crença.

Tentar insistir é loucura,
trago os signos
e as fases da Lua,

Como borboleta nômade
vivo pronta a escapar,
Ninguém nunca
há de me dominar;

Tenho vela, bússola
e orientação interior:
ignoro o quê tumultua,

Estou por onde você
menos imaginar
todos os dias
sempre a surpreender
onde menos esperar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Busco na leveza das palavras
a fortaleza para continuar,
porque quero ter fé na vida
e na existência do amor
sempre acreditar mesmo
na incerteza se vou encontrar:

Moram em mim guerras,
tempestades e tumultos,
todos indomáveis,
mas vivo em constante
enfrentamento,
estou sempre a buscar
as galáxias, o luar
e as lições de resistência
para sobreviver a mim mesma;

Aconteça o quê aconteça,
para que do Mal
das gentes eu esqueça,
e a mim mesma eu vença,

Ando em busca de paz
profunda interior
e reconciliação com
a crença que ainda
neste mundo existe amor,

Se não te encontrar,
irei te esperar demore
o tempo que for,
assim decidi ser tua, amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como um pássaro
pelo Sol espera
para se aquecer
da noite austera:

esta sou eu
nesta manhã fria
em busca
do calor do teu amor,

que a distância
ainda nos sentencia:

como um adágio
abrigo o meu peito
do mundo áspero
e o idílio do século
te entrego para
que me entreguem
nos braços da Pátria
que me confundem
como parte fizesse,

porque na verdade
deste mundo
não faço parte;

e muitos ainda
não se deram
sequer conta
que pertenço ao Universo,

nos olhos o adverso encaro
e minhas luas disparo
para as almas em chamas enternecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Da varanda do pensamento
aprecio as estrelas
e elas entretém o meu tédio
ante a indiferença
a tudo o que é humano,
e tem me tirado do sério,

Bendita seja a minha rebeldia
que faz passar por cima
dos protocolos, cumprimentos
e questionamentos
sem nenhuma resposta;

Reagir tem me deixado feliz
porque do destino
sei que nenhum de nós
freia ou detém a roda:

O mundo já provou para todos
que dá radicais voltas
no próprio eixo,
ao redor da querida Lua
e somos todos satélites,...

No meio deste tumulto preferi
é me perder neste olhar bonito,
pleno de mistério, oriente e infinito
até você vir inteiro como desde
o primeiro momento que te vi,
e inexplicavelmente nos prevejo.

Nas nossas mãos está
a serpente do destino
e o encantamento do amor nos permito,
em silêncio e liberdade interior
a sedução se fará presente e não negará fogo.

Inserida por anna_flavia_schmitt