Versos de Porquê

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Amo os livros porque, enquanto o mundo faz barulho, eles me ensinam a pensar em Silêncio.

Eu só quero encontrar um amor que eu não tenha necessidade de ensiná-lo a me respeitar, porque esse dispositivo já o acompanha de fábrica.

⁠Se o amanhã é logo ali porque não aproveitamos o hoje.

Se o mundo dá tanta volta porque você não dá uma volta comigo.

Se ontem não deu porque você não me dá hoje.

Há dores que não pedem consolo, porque nenhum alívio superficial alcança aquilo que elas realmente querem dizer. Não nasceram para ser abafadas, mas para produzir consequência: ruptura, deslocamento, transformação. Certos sofrimentos surgem quando a vida já não suporta continuar na mesma forma. E, nesses casos, a dor deixa de ser apenas ferida — torna-se convocação silenciosa para que algo, enfim, mude.

Somos propensos à ilusão porque o olhar humano carrega uma tragédia secreta: deseja tornar visível até aquilo que só conservaria sentido permanecendo oculto. Há mistérios que sobrevivem apenas enquanto não plenamente revelados, mas a consciência insiste em capturá-los, nomeá-los, possuí-los. E, nesse impulso de ver tudo, muitas vezes destrói justamente aquilo que buscava encontrar.

O desejo humano raramente suporta a presença real do outro, porque o outro verdadeiro contradiz, escapa, possui vontade própria e rompe as fantasias que sustentam a idealização. Por isso, prefere-se muitas vezes amar versões fabricadas: silenciosas, previsíveis, obedientes ao roteiro interno de quem deseja. Não se ama o outro em sua alteridade, mas a imagem domesticada que dele se constrói. E é aí que muitos afetos fracassam — não pela ausência de amor, mas pela incapacidade de suportar que o outro exista para além da própria imaginação.

A moral disciplina o comportamento, mas jamais alcança o Primevo, porque nenhuma lei escrita desce até onde a vida começou. A ética organiza a convivência entre os homens; o Primevo precede o próprio surgimento do homem. Antes de qualquer mandamento, já existia a força silenciosa que impulsionava a conservar, temer, desejar e permanecer. A moral pode conter os atos; jamais extinguir aquilo de onde eles nasceram.

A liberdade não está em fazer o que se quer, mas em suportar o peso das escolhas que se fez; porque é nesse fardo silencioso que a alma deixa de ser prisioneira do acaso e se torna autora do próprio destino.

As doenças psíquicas tornaram-se quase ordinárias no nosso tempo porque o sujeito foi lançado num campo que exige resposta contínua: produzir, aparecer, interpretar, escolher, otimizar — sempre mais, sempre agora. Nesse ritmo, foi-lhe negado o intervalo onde a experiência se decanta e ganha forma. Sem pausa, não há assimilação; sem assimilação, não há consistência. E o que não se sustenta por dentro acaba por ruir em silêncio — ainda que, por fora, permaneça funcional.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

Eu sei que a minha fala incomoda. Mas talvez ela incomode justamente porque revela uma história que muitos preferem esquecer.

E eu nunca vou te esquecer. Não porque eu não posso, porque eu não quero também. Você sabe que é verdade que eu vou conseguir ter você de volta, mesmo que seja a última coisa que eu faça. De todos os amores encontrados e perdidos e nunca mais vistos você é o único que corre repetindo na minha cabeça.

Meu bem, eu queria ter te conhecido antes, porque você realmente trouxe mais cor e alegria para minha vida. Eu sei exatamente o quando tudo era superficial, cinza e mais difícil quando você ainda não estava aqui. Mas de qualquer forma, agradeço a vida por ter me dado o privilégio de ter conhecido você. Eu realmente devo ter feito algo bom para ganhar o seu amor. A sorte realmente me pegou.

O girassol só se torna inteiro porque aceita a chuva que o fortalece, a terra que o sustenta e o sol que o guia — lição de que crescer é saber precisar de tudo, até do que não brilha. 🌻

Amar também é disfarçar que está tudo bem, seguir em frente sorrindo… só porque você acha que a outra pessoa está feliz sem você — enquanto, talvez, ela esteja fazendo exatamente o mesmo, acreditando que você já aprendeu a viver sem ela.

“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”

Motive seus amigos para o sucesso, porque eles irão te retribuir nos seus momentos de dificuldades.

Nem toda ausência dói porque alguém foi embora. Às vezes, dói porque você nunca foi escolhido.⁠