Versos de Porquê
O punhal do destino
coloquei na cintura,
Porque amar requer
audácia e bravura,
e assim veio a dança.
No indelével paraíso
do coração em sigilo
resguardo o teu beijo
no rosto que tocou
este coração intenso.
O tempo não constrói
para nós dois o limite,
O lótus do teu amor
divino seguro firme
com as duas mãos.
No esperado porvir
desta Lua das Flores
que de nós se aproxima,
os olhos atentos se
voltam para a Caxemira.
Sempre que me olha
como um beijo na nuca,
cada atitude afaga
a esperança de ser tua.
Porque por onde for
adentro você me leva,
sou a canção eterna
de amor e encantos
na boca dos povos.
Sempre sem abrir mão
do atrevimento e sem
nenhuma compaixão
tenho feito perder o freio.
Pelos pássaros a estepe
foi semeada tal como
as colinas e ninguém
cessará o florescimento
das tulipas nômades.
Quebrei o relógio por nós
só para não ver o tempo
passar porque o quê me
importa mesmo é amar.
Puxei o véu do Universo,
me envolvi, virei a Lua
no teu céu e nos sonhos
a estrela dos teus olhos;
sou a sentença inabalável.
Escrevo não para 'aparecer', mas para esclarecer porque não gosto de escândalo e nem de confusão. Eu sou uma pessoa literalmente de boa paz, não importa o ambiente que eu me encontre no mundo real ou virtual.
Diante dos efusivos capítulos da cena política do nosso país, sinto a necessidade de esclarecer de que ando vendo militantes políticos reproduzindo as minhas frases e poemas nas redes sociais e isso anda me preocupando porque pode dar uma idéia equivocada a meu respeito nesta época que as pessoas fazem questão de não ter conhecimento e nem limite.
Nesta Era onde se cobra (lado) ideologia e tem transformado simples cidadãos em escravos de ideologias que sequer têm conhecimento e militantes em tempo integral, eu optei ser transcendentalista e nacionalista romântica.
Eu respeito todo mundo e pedir o mesmo respeito não é demais.
Descobri a chave do porquê a qualidade da cultura no Brasil caiu muitíssimo: uma considerável parte da sociedade é incapaz de prestigiar para dar estímulo aos amigos e pessoas do convívio que praticam alguma modalidade cultural, e isso resulta em gente muito boa sem chance de visibilidade e na perda total de inspiração para fazer qualquer coisa pela cultura do país até de maneira voluntária.
Infelizmente muitos dos nossos não valorizam os nossos. A arte que muitos consideram ruim no fundo é resultado de uma atitude social ruim que rejeita por despeito qualquer pessoa que com seu dom oferece algo de bom para fazer a vida mais alegre, afetuosa e leve.
De aurora em aurora
entre continentes,
Eu sinto o quê tu sentes,
porque sinto o mesmo;
E não é clichê
que a esperança
não pode morrer,
Da mesma maneira
o amor entre eu e você.
Como a flor
que busca
pela chuva,
Assim vou atrás
dos beijos teus;
De longe você
me ama,
Porque dentro
o meu amor
em ti entrou,
O teu sonho
sobre o meu,
Como antes
alguém na vida
sequer sonhou.
Minh'alma de akhalteke
forage pela estepe
porque não se permite
e nem se dobra a jogos
de sedução perigosos,
Porque indomável persiste
a busca por amor verdadeiro,
paixão e encantamento,
Aquele que me vê até
mesmo sem eu estar
presente ao lado do travesseiro.
Como quem desenha
estrelas porque luz
no final do túnel não há,
Sigo rastros da escuridão
do que leio e escuto,
A agonia se arrasta
com seus cravos profundos.
Por saber que não tenho
a mesma fibra de Anita,
Busco elevar a poesia
no altar da Pátria Grande
pelos paisanos e fardados
(presos de consciência)
que merecem ser libertados.
A noite caiu, o dia não raiou,
a Casa dos Sonhos cruzou
fronteiras e fixou moradia
nas minhas insônias,
Nunca mais fui a mesma
e como quem reza ainda
peço a liberdade do General
e de uma tropa inteira,
Não consigo tirar a greve
de fome do número um
nenhum minuto da cabeça.
Venezuela, permita-me
de te chamar de minha
amada Venezuela:
porque sem teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Não sei se o oxigênio mandaram
buscar para o Amapá, quero
saiba que sem o teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Por intercessão de Santa Balbina,
São Benjamim e de todos os Santos,
venho pedindo para este ar infectado
para longe de todos nós o vento levar.
Venezuela, permita-me
de chamar de minha amada Venezuela,
porque o meu povo eu sei
que o seu amor não vai abandonar.
Por intercessão do Universo,
venho pedindo para o teu General
e a tua tropa você libertar,
nunca é tarde para se reconciliar.
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não esqueci
o quê em Pacaraima
te fizeram passar,...
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque só com o teu
amor foi permitido
ao meu povo respirar;
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não me canso
de agradecer por tanto
amor bonito mesmo
sem a gente merecer,...
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não canso
de pedir para o General
e a tropa a injustiça acabar.
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque para ti quero
ver cada bloqueio cessar
e o sol da liberdade no Esequibo raiar.
I
Micropoema à 30 de novembro...
Mesmo que ninguém me veja,
porque se trata de só mais um poema,
misturado no ar e entre a tropa,
(na boca do povo com toda a certeza),...
quero saber se soltaram
o General que preso não
deveria nenhum minuto estar;
não tenho nenhuma notícia
quando a Justiça vai o libertar.
II
Micropoema à 1 de dezembro...
Outros mais de duzentos já
(deveriam para casa voltar),
apenas só soltaram vinte e seis;
com um pouco mais de boa vontade
não é difícil fazer cumprir as leis,
como se encontra o General:
Socraticamente só sei que nada sei.
Neste mundo temos
muito o quê celebrar
sempre um ao outro,
Porque viver o amor
romântico para uns
se tornou estranho.
Nós dois somos
bem mais ligados
do que zinco ou estanho
com potentes metais,
E todos os dias nos
queremos ainda mais.
Enquanto não libertarem o General
vocês me xingarem não vai nunca adiantar,
porque jamais hei de silenciar.
Jamais escrevi ou escreverei
uma carta ao General
porque sou estrangeira,
quem o prendeu injustamente
é partidário do absurdo:
Para que não haja mais
nenhum novo abuso
resolvi que nunca com
ele irei me comunicar,...
Por isso escrevo épicos
poemas da minha total
responsabilidade
para que da tropa,
de civis e dele como
preso de consciência
ninguém se esqueça;
E sem seletividade
alguém a mão à cada
um deles estenda,
do nada resolvi ser
voz para clamar,...
O General foi preso no dia
treze de março do ano
de dois mil e dezoito,
no meio de uma reunião pacífica,
de uma mentira ele tem sido
há mais de dois anos vítima,
não teve acesso ao sol da justiça,
No meio desta pandemia
ninguém sabe como ele está
na prisão em Fuerte Tiuna
que não deixam mais a comida,
roupas limpasà ele entregar,
só água de vez em quando pode entrar,
e assim tenho sido voz a reclamar...
A minha boca anda
seca porque falta água,
só sabe disso
é quem por isso passa,...
Se você não passa,
ao menos respeite.
A minha barriga
anda vazia
por de falta comida,...
Se a tua
se alimenta,
a minha respeite.
Falta gasolina,
sobram bloqueios
e notícias de incêndios.
Se não tem autocontrole,
ao menos não atrapalhe.
Um país infernizado
evidentemente
pelo Império epicentro
do Mal pandêmico
que não dá descanso.
Ontem foi dia de lembrar
também do velho General
que salvou a vida
do Comandante Eterno,
e dele não há notícia.
Não se sabe nada
até o momento
do General que preso
está injustamente
há dois anos e sem
nenhum acesso a luz da justiça.
Não reverbere à toa
que não foi golpe,
Porque tu vais
passar vergonha,
Não arrume
justificativas
para buscar encobrir
o quê o mundo
na Bolívia é testemunha:
Uma sugestão de renúncia
por parte de um General
que foi para
o autoexílio dourado,
Uma autoproclamação
em três minutos
e sem quórum de votação,
e você fingindo que não viu.
Caiu a noite na América Latina,
você em voluntária letargia
e perdeu a visão do coração,
Enquanto outros perderam
em protestos chilenos
pedindo de um sistema
para o povo libertação.
Olha, você que pensa
que viu tudo,
há uma tropa presa
nos sótãos e no calabouço,
Só de me lembrar
que assim está
me preenche de desgosto,
E um General injustamente
preso que desde sempre
nunca abandonou
o tempero da revolução.
Não é porque está na Internet é permitido sair printando e espalhando em todas as redes sociais, e falando da vida alheia para todo mundo.
Não é adequado divulgar segredos de terceiros mesmo que você tenha protagonizado o fato.
Nos dias de hoje é perigoso até espalhar uma notícia mesmo que a fonte seja segura, porque a parte interessada pode entrar com um belo processo mesmo que ela seja uma pessoa pública ou o fato seja notoriamente público.
Os ventos do dia
seguinte que
estão a refrescar,
Não chegam
até o General
porque janela
na cela não há.
Em relação
a justiça não
é diferente:
Ele se encontra
há mais de um
ano e meio
sem audiência
preliminar,
Tendo sido preso
no meio de uma
reunião pacífica.
Repito para que
ninguém mais
venha outra
história inventar,
Ou da imagem
dele se aproveitar
como um famoso
laureado ainda
insiste um falso
positivo plantar.
O General é inocente,
e não adianta
a cantilena
contra ele insistir
em espalhar,
A cada sílaba maldita,
surgirá um
novo poema
para o mal atrapalhar.
Cai a noite,
e não com
o peso igual
de um mosquito,
porque ela não
tem sido leve;
No entanto,
o vestígio
está no corpo
do General
que de febre,
e de dores padece
sem saber
se é dengue
clássica
ou hemorrágica.
As estrelas do
dia quatro
de fevereiro
despencaram
no dia treze
de março,
Há mais de
um ano e meio.
Ou seja mais
uma amostra
desta tragédia
autoritária,
Um trato brutal
da inteligência
a inteligência
sem igual;
É imperdoável
o quê andam
fazendo tanto
com mais de
um General
colocando-os
em sufoco
para amedrontar
a tropa e o povo.
Quem não se
reconhece como
alma de gaivota,
não chega perto
nem de ser
como uma pedra,
porque neste
mundo não
há quem não
seja imigrante.
Rejeitar entender
o quê se passa
com Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num exaustivo
e asfixiante sufoco
que por astúcia
dos radicais
vem atingindo até
os entes queridos,
é o mesmo que
não amar e rejeitar
deixar a vida viver.
Nem de gente
pode ser chamada,
quem assim
não se enxerga,
não aprecia o som
do Rio Arauca,
não se comove
com o Rio Orinoco
e nem dança
com os pássaros
e a sua orquestra.
