Versos de Paixão
A coisa mais sensata que posso fazer, é apenas sentar e observar essa guerra entre meu coração e ela, uma vez que nenhum dos dois quer saber a minha opinião.
Cara, a boca dela é como se fosse uma espécie de fábrica de cupidos, sabe aqueles anjinhos safadinhos, então, quando ela sorri...saem milhares deles, todos atirando suas flechinhas em minha direção.
De repente as palavras me faltam, e já não consigo escrever mais nada, to ocupado demais pensando nela.
Dia de chuva. Tem gente que gosta de assistir TV. Tem gente que gosta de ouvir rádio. Tem gente que gosta de ler um livro. E tem eu, que gosto de tudo isso, mas prefiro ficar assim...com os cotovelos na janela, vendo os pingos cairem e com o pensamento nela, escrevendo nossa história na linha do pensamento.
A gente terminou, e agora estou aqui, sentando no banco escorado no balcão do bar enchendo a cara. Quando cheguei tinha certeza de que era pra comemorar...agora já não sei.
Seria tão bom se ela soubesse que a cada "te cuida" que eu digo pra ela, na verdade eu queria dizer "deixa eu cuidar de você".
Logo que a vi, percebi que era ela, mas não posso dizer que foi amor à primeira vista...foi a vista de todo mundo, todos perceberam minha cara de bobo.
Dia de chuva é assim, não tem jeito, por mais que eu faça ou tente disfarçar, as lembranças insistem em me atormentar molhando mais meu rosto do que a rua.
Cara, eu sei que ela não está nem ai pra mim e pra falar a verdade, também não estou nem ai pra ela...mas meu coração está, fazer o quê?
E as cartas que me escreveu vão ficar aqui, guardadas na gaveta da cômoda. Não que eu precise delas, pois cada letra, cada ponto escrito está vivo em minha lembrança, mas vão ficar aqui pra me provar todos os dias que até o amor mais bonito um dia também acaba.
